Grandes gestores!…
Poderão imaginar a sistemática ofensa de que foram e estão sendo alvo os experientes técnicos da carreira técnica superior da Administração Pública, em todos os Ministérios, de há uma boa dúzia de anos a esta parte, sempre que membros dos sucessivos governos admitem nos seus gabinetes garotos de vinte e poucos anos, principescamente pagos como «especialistas»?
Calculam a desmotivação? Sabem que são tais práticas que, precisamente, mais contribuem para a apresentação dos pedidos de aposentação precoce? E que é assim que se está a perder uma cultura de Serviço Público que custa horrores ao erário?
E o que dizer dos trabalhos, dos projectos da mais diversa natureza, que passaram a ser adjudicados a empresas de assessores e consultores externos, quando os serviços do Estado continuam a dispor de técnicos abalizados que, lealmente e, com custos incomensuravelmente mais baixos, podem assegurar o cabal funcionamento de todas as entidades e instituições bem como as necessidades de todos os Sistemas, desde o Educativo à Saúde, à Defesa, à Justiça, etc?
Sou apenas mais um dos que tem denunciado o escândalo, não só como sindicalista mas também porque conheço bem a situação. Vivi-a em directo. No entanto, apesar das denúncias, o país continua permitindo-se despender verbas astronómicas, todos os anos, escusadamente, às mãos de políticos despudorados, que não hesitam em prejudicar a comunidade, com base em estratégias de funcionamento da mais duvidosa sustentabilidade.
Até quando?
Bom dia.
ResponderEliminarAntes de mais, sendo leitor assíduo do blog, venho aproveitar este comentário para lhe desejar as melhoras e rápida recuperação. Também eu, por ter tido um familiar próximo várias vezes no Hospital Amadora/Sintra, não me canso de elogiar o SNS, dado o meu familiar ter sido sempre muito bem tratado e, mais importante na minha opinião, com enorme humanidade.
Avançando para o que quero comentar sobre este post, concordo plenamente com esta constatação e devo dizer que acho vergonhoso esta "dança" de assessores que é típica do nosso país. Para mim, simplesmente proibia-se este tipo de contratação. Se um ministro, secretário de estado, vereador, necessita de 50,10,15 assessores é porque não serve para o cargo, na minha opinião.
Mas como a minha opinião até pode ser considerada radical, que tal esta sugestão que, desconfio, terminaria com este abuso. Faça-se como na Suécia, se não estiver em erro, podem ter todos os assessores que quiserem, porque quem lhes paga, é o partido que os contrata e não o estado!
Obrigado.