episódio escolar
Um perito avaliador do Tribunal da Relação de Lisboa atribuiu o valor de 1.191.408,92 de Euros às parcelas de terreno destinadas à construção da futura Escola Básica Integrada da Serra das Minas. Contudo, na sua reunião de 10 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Sintra deliberou pagar ao proprietário dos mesmíssimos terrenos não o montante supra mas, isso sim, 1.510.000,00!
Mas porquê uma tal diferença? Enfim, não se trata desse tipo de manobra que, provavelmente, alguns dos leitores já estariam congeminando. De facto, 318.591,00 Euros será sempre muito dinheiro em qualquer altura e, ainda mais, em tempo de vacas magras. Afinal, muito simplesmente, terá acontecido que o executivo faltou ao compromisso com os eleitores - ou seja, de sempre actuar a favor dos seus interesses - não projectando nem planeando a construção desta unidade de ensino.
A óbvia consequência de tal omissão foi a ausência de projecto. E, naquela circunstância, a Câmara Municipal de Sintra não estava em posição de oficiar o Ministério da Educação para se proceder à expropriação dos terrenos. Tão simples como isto. E, se assim tivesse sucedido, naturalmente, muito teria baixado o valor a pagar.
Ora bem, isto é gravíssimo. É mesmo algo que não pode passar desapercebido. A coligação Mais Sintra e a CDU votaram a favor da liquidação. O PS votou contra e emitiu um comunicado de imprensa. Porém, como é público e notório, o assunto não tem qualquer notoriedade, os munícipes foram prejudicados e continuam sem saber que o foram e quem é o responsável pelo dislate.
Nestes termos, impõe-se encontrar uma estratégia de comunicação com todos os interessados no esclarecimento da situação, ou seja, nem mais nem menos do que os cidadãos do concelho. Uma vez que a Mais Sintra ganhou as eleições para poder ir (des)governando com as muletas do costume, pelo menos, que se denuncie, formal e eficazmente, os disparates que tanto prejudicam os interesses dos administrados e contribuintes.
Como tenho tido oportunidade de lembrar, tudo isto se passa depois da solene afirmação de que era a TOTAL DEDICAÇÃO que movia os candidatos dos partidos coligados ao abrigo de tal slôgane. É caso para perguntar se já terão imaginado o que nos esperaria se a dedicação não fosse total…