mais um episódio
“Anónimo disse...
The present owners bought quinta do relogio as complete ruin which has nothing left inside after fire and neglect of many decades years before acquire by present owner. accept the outside facade. Millions have been spend by present owner to reinforce the structure and restore other buildings and making most glorious garden in whole of Sintra. millions spent by ownners in the careful professional high degree restoration by best professional expert hire. easy to criticise but any one know big time needed for historic restoration work was stop as city municipality announce purchase. now owner decide to start work soon as purchase keep delay once completed the owner plan to make the palace pride of Sintra as owner in love with Sintra. I am associated with restoration work so I know. surely people in sintra get chance to enjoy quinta do relogio in its glory in future.
26/12/10 00:30”
Como poderão verificar, o comentário em epígrafe está datado de ontem. No entanto, foi redigido como reacção a um texto publicado no sintradoavesso, há quase um ano, mais precisamente em 14 de Janeiro, subordinado ao título Sintra em compras polémicas. Enfim, em função de tão manifesto desfasamento cronológico, não podemos deixar de ter como certa a conclusão de haver quem consiga reagir mais rapidamente…
Entretanto, em tudo quanto se refere à Quinta do Relógio, como nos tem sido proporcionado constatar, a pressa é coisa que, por aquelas bandas, parece não se cultivar. Pelo contrário, à laia de quem espera pelo grande negócio da sua vida, a santa paciência, bem à portuguesa, é a virtude em que, manifestamente, mais se empenham os estrangeiros proprietários e, pelos vistos, este seu fiel amigo comentarista…
Uma coisa que me surpreende é que, dispondo assim de tantos milhões, e, convictos da mais valia que constitui aquele património da Quinta do Relógio, como é que os actuais proprietários, certamente gente de grandes cabedais e discernimento negocial, estariam disponíveis para prescindir de uma tão evidente galinha de ovos de ouro… Mistério? Negócio polémico ou flagrante negociata?
Bem sei que há uns escribas de terceira categoria armados em historiadores que, para sua própria vergonha, se prestam à triste tarefa de justificar, com argumentos de baixo estrato, o hipotético interesse daquela aquisição, com dinheiros públicos. Mas isso é outra história…
Mais uma observação. Propositadamente, nem sequer me dou ao trabalho de traduzir o macavenco inglês que suporta a mensagem supra. Para além da incorrecção do anonimato, ainda que admissível na blogosfera, o autor também cometeu a deselegância de suprir o seu escrito num idioma que não o nosso. Partiu do princípio de ser coisa adquirida essa provinciana prática de geral e lusa submissão às línguas estrangeiras. Aqui, no sintradoavesso, não penso que alguma vez cheguemos a esse ponto. Quem tiver dúvidas, é só ask me...
Aliás, deixem-me passar-vos a impressão – partilhada, tenho a certeza, por muitos leitores – de que, de tão mauzito, muito dificilmente, o texto terá sido escrito por um autor anglófono. Quanto muito, talvez sueco… De facto, noutra hipótese plausível, mais parece a retroversão de um original em português, igualmente muito falho de qualidade…
Finalmente, e para o que nos interessa, urge, isso sim, que o Presidente da Câmara Municipal de Sintra anuncie a mais que evidente necessidade de desistência do negócio da Quinta do Relógio. De facto, são tantas, tão justas e pertinentes as razões que lhe assistem para assim retroceder na sua intenção da compra, que nem sequer corre o risco de se prejudicar pessoalmente com tal decisão. Pelo contrário, só poderia sair enobrecido.
Não quererá o Dr. Fernando Seara começar o Novo Ano da melhor maneira, concedendo-nos ainda o benefício da dúvida quanto às melhores intenções da sua gestão?
PS: Não haverá por aí uma alma caridosa que, na sequência da publicação deste texto de hoje, chame a atenção do anónimo autor da mensagem em epígrafe, para a necessidade de uma resposta atempada que a todos nos beneficie com as suas doutas impressões? De facto, sem a sua reacção, não teremos a perspectiva do contraditório, ainda que não estejamos obrigados a qualquer obediência deontológica, mais atinente do contexto jornalístico que não é o nosso...