sexta-feira, 18 de março de 2011
Alguns comentários recuperados!!
Através da minha caixa de correio electrónico ainda me foi possível recuperar alguns dos muitos comentários que tinha suprimido. Pelo respeito que me merecem os seus autores, decidi republicá-los, em duas levas, subordinados aos títulos dos textos a que se reportavam. Hoje, a primeira parte. Mais uma vez, lamento a perda de todos os outros que, de facto, não é possível trazer de volta.
Mozart, Amadé, sempre
Caro Dr. Cachado,
Quem gosta deste compositor não pode dispensar este "site" magnífico.
Muito triste com acontecimentos no Japão encontro consolo na música de Mozart. Acabei de ouvir Requiem em memória de tantas vítimas.
Lourdes Cabral
Publicada por Lourdes Cabral em Sintra do avesso a 17/03/11 12:44
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Obrigado pelo aviso sobre o site. De facto é precioso. Nestes dias vou ouvindo música. É o que me alivia e Mozart está sempre comigo.
Alzira
Publicada por Anónimo em Sintra do avesso a 17/03/11 09:06
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Fui ler os seus artigos publicados no Jornal de Sintra em 2006 quando passaram 250 anos do nascimento de Mozart. Recortei e guardei porque desfazem ideias erradas sobre Mozart que continuam a circular. Chamo a sua atenção para o programa do Victorino de Almeida onde, no passado domingo, ele se referiu ao enterro mas com a história do cão atrás da carreta, etc.
Se puder pf esclareça.
O site é óptimo. Quem gosta de Mozart é obrigado a ir lá.
Manuel Semedo
Publicada por Manuel Semedo em Sintra do avesso a 16/03/11 21:04
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Sigo sempre os conselhos de quem quer o meu benefício... Consigo nunca fico decepcionado. O serviço do Mozarteum é um portento. Grato,
Lopes Ramos
Publicada por Lopes Ramos em Sintra do avesso a 16/03/11 17:01
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Mozart não precisa de marketing. Mas o conselho do João Cachado tenho a certeza que vai conduzir a que muitas pessoas passem a conhecer o compositor muito melhor.
Também já consultei o site do
Mozarteum e fiquei impressionado.
obrigado.
Carlos Ramiro
Publicada por Carlos Ramiro em Sintra do avesso a 16/03/11 16:42
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Já lá fui. Este site é um espanto. Obrigado ao Prof. Cachado.
Rui Passos
Publicada por Rui Passos em Sintra do avesso a 14/03/11 23:55
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À Rasca
De que estava à espera?
Como o seu texto não era main stream...
Console-se com as mensagens positivas.
Abraço
Carlos Sousa
Publicada por Carlos Sousa em Sintra do avesso a 14/03/11 13:00
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Lamento mas tenho de o dizer, esta suposta geração à rasca está a ter uma atitude de gente rasca. Porque e que temos tanta abstenção nos actos eleitorais? Cumpram com a sua obrigação civica de votar! È muito porreiro protestar, dizer umas quantas banalidades contra o "sistema", mas ir ao domingo votar, depois de uma noitada custa muito , è uma violência. Por detrás desta manifestação esconde-se a ganância do poder a todo o custo. Esconde-se o lobo na pele do carneiro. Chamo aqui a atenção para o livro que foi ontem apresentado como pré-programa de governo do psd. Se agora se sentem à rasca, num futuro breve poderão vir a mudar de nome para geração do exôdo. Natalia Gomes
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Publicada por Anónimo em Sintra do avesso a 11/03/11 14:39
Cachado,
Sou da sua geração, a geração de
60. Tivemos problemas horrorosos, falta de liberdade, guerra colonial, levávamos tareia se ousávamos protestar, íamos parar à prisão.
E estes gajos agora que têm tudo como nenhuma geração anterior teve, nem sequer sabem escrever as razões das sua queixas e o que querem.
Talvez amanhã a prendam na pele a organizarem-se e a mostrarem que não são uns pindéricos, pendurados nos pais e com falta de coragem para irem à luta e à procura de emprego onde ele houver, na Europa, na África.
Se estão bem preparados não têm de ter medo.
Paulo Torres
Publicada por Paulo Torres em Sintra do avesso a 11/03/11 16:16
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Serviços secretos à mistura com polícias, muitos provocadores a explorar ingenidades, dezenas de milhar de jovens «numa boa» é uma mistura explosiva. Deus queira que me engane...
Adelaide Castro
Publicada por Adelaide Castro em Sintra do avesso a 11/03/11 20:52
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Caro João, partilho aqui no seu blogue o comentário que tive oportunidade de redigir há pouco noutro fórum (Facebook) a propósito do mesmo tema e do muito disparate que o mesmo tem suscitado:
Título: Saca o saca-rolhas...
Aos enrascados da "geração à rasca" ou que nela se revêem e a quem provavelmente o cognome "geração rasca" ainda assentaria quem nem uma luva, pergunto se não teriam feito melhor indo votar nas últimas duas eleições, por exemplo?
Provavelmente preferem fazer parte de uma turba de carneiros arrebanhados com afinco e instrumentalizados às mãos de alguns pseudo partidos da dita esquerda da moda.
As "mudanças" e revoltas, inspiradas noutras tantas que por aí decorrem, só o são quando não se trata de uma imensa maioria. E mesmo assim... As imensas minorias têm o mesmo destino da antiga rádio XFM. Tinha piada, entretinha, mas foi para o galheiro.
A "geração à rasca" devia-se chamar "geração básica", "geração simplória" ou "geração facilitista". Bom, bom, é quando alguém providencia.
A propósito, soube de fonte segura que o bairro alto terá "happy hour" alargado amanhã, por isso, os meninos podem saciar a revolta talvez pedindo um adiantamento da semanada aos pais para o efeito. Pasme-se, a droga vai estar mais cara amanhã nos percursos da peregrinação, pelo que se aconselha que se apetrechem nos locais habituais para evitar pagar gato por lebre.
É pena esta “geração à rasca” não ser mais “desenrascada”.
Publicada por Spirale em Sintra do avesso a 11/03/11 22:53
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Principalmente em resposta ao Sr. Paulo Torres, aconselho mais comedimento nas suas afirmações: "pindéricos"?,"apoiadosnos pais"? Meus filhos não são assim, acabaram seus Mestrados e embora saiam à noite, vão votar no dia seguinte. Pendurados em mim? Sim! Porque respondem a anúncios, mandam curriculos e nada! Que futuro para esta geração ? Até porque minha reforma vai minguando e o apoio diminuindo. Nem todos os jovens são vazios. A geração de 68 que deu a volta à nossa vida era como ?
Publicada por Anónimo em Sintra do avesso a 12/03/11 10:24
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Prof. Cachado,
O seu texto é excelente e já recebeu comentários de grande nível. "Spirale" revela uma argúcia e acutilância notáveis. Em sentido inverso, tem o caso do último anónimo, cuja posição
é ultra-montana, coitado do senhor,
não percebeu a sociedade em que vive e confunde tudo, razão pela qual tem lá em casa aquilo que merece...
Repito, o seu texto é muito bom, entende-se que o Prof. não embarca em confusões mas não tenha ilusões, há gente que «não chega lá» embora o que escreve seja apenas resultado da lucidez.
Obrigado, Rui Leandro
Publicada por Rui Leandro em Sintra do avesso a 13/03/11 00:09
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João Cachado,
Mesmo depois de ver reportagens das televisões ainda confirmei mais como o seu texto é pertinente. Gomes Dias. Publicada por Gomes Dias em Sintra do avesso a 13/03/11 01:04
Amigo João Cachado,
Como sempre esta sua peça é especial. O Cachado alinha com a opinião de vários intelectuais sérios que conhecem bem e escrevem bem acerca da realidade nacional. Sendo professor e técnico de educação é um observador privilegiado da camada de jovens que passou pelas suas mãos.
Como colega e admirador, permito-me acrescentar que todo o país e a esmagadora maioria dos portugueses estão à rasca. Não sou o primeiro a escrever isto mas só para concordar consigo. Convenço-me que quem tem mais razões para protestar - os mais velhos que vivem situações de desumanidade e degradação vergonhosas - não têm condições para fazê-lo. E são milhões.
Não podemos concordar com este protesto, tal como foi anunciado. Percebo que o seu post é isto que afirma, repito, tal como foi anunciado. Não se pode ir para uma manifestação sem saber o que se vai manifestar e isso foi o que aconteceu ontem e felizmente sem incidentes.
Estes jovens têm que se fazer ao caminho e procurar condições em todo o país e não só perto de casa, em África (especialmente Palops), na Europa, onde houver uma oportunidade.
Têm ferramenta para isso. Os portugueses, os gregos, os irlandeses sempre o fizeram e continuam a fazer.
Abraço amigo,
D. Rodrigues
Publicada por Daniel Rodrigues em Sintra do avesso a 13/03/11 10:35
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Spirale, Rui Leandro e "afins", quem não entende nada são vocês! Parecem o Governo (fechado numa redoma) alheados do Portugal real!
Publicada por Anónimo em Sintra do avesso a 13/03/11 12:09
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Se o Portugal real fosse aquela gente que encheu a Av. Liberdade e Rossio com uns "artistas" oportunistas a aproveitarem-se do evento, eu emigrava já hoje...
Publicada por Anónimo em Sintra do avesso a 13/03/11 14:16
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Colega Cachado,
Ainda há lugares decentes onde estas coisas aparecem com certo nível. Parabéns. Sou seu colega do Porto, é a primeira vez que aqui intervenho e foi um amigo da FNE que me recomendou a frequência do seu blogue. "À rasca" é um bom pedaço de prosa e um desafio muito ajustado à realidade em que estamos mergulhados.
A grande questão é que a malta não se enxerga. A «malta» também engloba muitos nossos colegas e pseudo-colegas, que fomentam e alimentam muitas destas posições que levaram tanta gente à rua a protestar sem objectivos bem marcados.
R. dos Santos
Publicada por R. dos Santos em Sintra do avesso a 13/03/11 23:29
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Lamento mas tenho de o dizer, esta suposta geração à rasca está a ter uma atitude de gente rasca. Porque e que temos tanta abstenção nos actos eleitorais? Cumpram com a sua obrigação civica de votar! È muito porreiro protestar, dizer umas quantas banalidades contra o "sistema", mas ir ao domingo votar, depois de uma noitada custa muito , è uma violência. Por detrás desta manifestação esconde-se a ganância do poder a todo o custo. Esconde-se o lobo na pele do carneiro. Chamo aqui a atenção para o livro que foi ontem apresentado como pré-programa de governo do psd. Se agora se sentem à rasca, num futuro breve poderão vir a mudar de nome para geração do exôdo. Natalia Gomes
Publicada por Anónimo em Sintra do avesso a 11/03/11 14:39
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Caro Cachado,
Tal como a autora do comentário anterior, sou seu colega e fui alertado para o seu texto hoje de manhã na escola. Concordo inteiramente. Os meus alunos não se confundem com a mixórdia que vai ser a manif de amanhã. Claro que estou cheio de receio que aconteça o pior. Mas oxalá que não.Obrigado pelo seu trabalho que também vou levar para um pequeno debate.
Couceiro
Publicada por J. Couceiro em Sintra do avesso a 11/03/11 13:54
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Sintra, soluções para a qualidade
Quando exercemos o direito de voto, votamos em quem? Numa entidade abstrata?Penso que votamos nos partidos e nos seus candidatos e quando estes desiludem, parece-me legitimo, no minimo fazer a critica. Neste país, a critica objectiva morreu. O abstracionismo é hoje rei e senhor e depois admiram-se de por cá a culpa morrer sempre solteira. Promessas por cumprir tem sido o unico ponto consistente nos mandatos de Fernando Seara! Podemos dizer o contrário? Já se esqueceram da Quinta do Relógio? O estacionamento, as obras, à pressa mal feitas, o projecto Sintra Romântica...? As promessas por cumprir são o meu unico problema com o Fernando Seara...não chega ao òdio. Comentarista caseiro.
Publicada por Anónimo em Sintra do avesso a 11/03/11 10:53
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A solução BUSCAS (C.M.Cascais) é excelente. O estacionamento nos locais apontados, como afirma Joana d´Ávila, tem que ser regulado com horários e tarifas adequados. O parque do urbanismo está com lotação esgotada durante o dia mas nunca à noite nem nos fins de semana, feriados etc.
Aliás, o Dr. João Cachado já tem escrito muito acerca destas questões e este post só sintetiza as suas posições. Joana d´Ávila está de parabéns. Oxalá o Sr. Presidente da Câmara leia este contributo tão valioso e se prepare para pôr a funcionar o que nele se sugere.
Vitor Dias
Publicada por Vitor Dias em Sintra do avesso a 11/03/11 11:17
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Continuo abismado, ou tenho passado pelos locais referidos pela senhora Joana D'Avila em dias em que já estão lotados, como por exemplo a zona da biblioteca, da portela junto à escola Santa Maria, o parque onde se encontra o edificio do urbanismo, etc., . há de facto solução para este grave problema que a todos nos afecta. Não dêem ao fernando seara chão para mais asneira
Publicada por Anónimo em Sintra do avesso a 10/03/11 16:46
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Bom dia João Cachado,
Parabéns pelo texto.
Os juniores estão tramados e à rasca. Os seniores achavam que facilitar a vida aos mais novos era dar-lhes tudo de mão beijada. Os seniores lixaram os juniores e estes perderam-lhes o respeito.
Mas à rasca estamos todos. Mais velhos, novos, o país inteiro, está tudo à rasca e nem o «desenrascanço» à portuguesa nos livra. Abraço,
Pedro Soares
Publicada por Pedro Soares em Sintra do avesso a 10/03/11 09:10
NB: Agora, por favor, não comentem os comentários constantes desta série...
Comentários do blogue
Caros leitores,
Lamentavelmente, em resultado de manobra errada de gestão do blogue, eliminei todos os comentários a alguns textos publicados em Janeiro e a todos os de Fevereiro e Março de 2011. Trata-se de uma perda significativa de centenas de contributos, que não tenho maneira de repor, apesar de constituirem a memória viva da vossa intervenção sempre tão desejada.
Desolado com o erro, resta-me solicitar aos autores me relevem o dano causado. Felizmente, acabei por me aperceber do erro em que estava incorrendo, a tempo de evitar a perda total. Naturalmente, poderão voltar a enviar os vossos comentários, já a partir do post anterior que, tendo sido publicado ontem à tarde, aguarda a vossa reacção.
João Cachado
quinta-feira, 17 de março de 2011
Alerta nuclear
Estamos a sofrer muito no outro lado do mundo. Primeiramente, um violentíssimo terramoto, depois o maremoto, os incêndios e o remate pavoroso do desastre nuclear. Perante quadro tão apocalíptico, apouca-se a gravíssima crise portuguesa e os seus mais medíocres protagonistas ficam reduzidos a uma insignificância sem expressão sequer digna de análise.
Está envolvida uma central nuclear cujo controlo, pura e simplesmente, deixou de ser possível. Tendo escapado aos técnicos responsáveis, a tentativa de domínio da situação foi transferida para os cientistas do mundo inteiro que estudam todas as possibilidade de evitar o que parece iminente tragédia.
Naturalmente, tratando-se de um país em que o risco sísmico é tão flagrante, o Japão está a escancarar as entranhas a todos quantos quiserem aproveitar a lição tão dolorosamente ministrada. Espero bem que o meu país, onde as particularidades geofísicas e morfológicas nos remetem para tantas analogias, aproveite, milimetricamente, o conhecimento que o evento proporciona.
Tal desejo parece de meridiana lucidez. No entanto, quem assistiu ao debate que ontem à noite aconteceu, na TVI24, não poderá ter sossegado. O lóbi do nuclear é tão forte e sinistro que figura tão controversa como o empresário Monteiro de Barros foi capaz de declinar a ladainha que, desde pequenino, terá aprendido a declinar, ou seja, a da conveniência em acolher a solução do custo mais reduzido.
Afinal, no caso do nuclear, o catecismo de Monteiro de Barros e de outros negociantes e cientistas nem sequer é pertinente e, muito menos, corresponde à verdade dos números. Quando são equacionadas todas as variáveis e se têm em consideração os custos a montante e a jusante (nomeadamente os inerentes ao encerramento da central após o período de laboração) o custo do KW/Hora dispara. No entanto, o negócio global é de tal modo interessante que, na maior parte dos casos, anula a decência que deveria prevalecer.
Há por aí, para além de Monteiro de Barros, outros notáveis prosélitos do nuclear, bem enquadrados em todos os quadrantes partidários, que espreitam todas as oportunidades para denegrir as alternativas verdes e proporem a solução que tanto mal tem causado à ecologia. Por exemplo, logo ocorre o caso do Engº Mira Amaral, sobejamente conhecido, mas longe de ser singular.
Tanto sofrimento, no outro lado do mundo, merece o respeito de permanecermos atentos e dispostos a intervir civicamente sempre que, mais ou menos às claras, se insinuarem tentativas de replicar entre nós o que só pode suscitar o mais veemente repúdio.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Mozart,
Amadé, sempre…
Como, depois da comunicação ao país do Primeiro Ministro, o ar de perfeita bancarrota nacional continua pesadíssimo, resolvi passar-vos uma sugestão que, aligeirando o ambiente, muito poderá contribuir para o enriquecimento dos vossos conhecimentos sobre a vida de alguém que, sendo um génio da música, é o próprio paradigma do conceito de génio. Claro que só poderia estar a referir-me a Wolfgang Amadeus Mozart.
Há muitos leitores que estão ao corrente da patologia que me atingiu desde criança, afectando-me para o resto da vida, ou seja, a melómana e canina dedicação ao compositor, doença que, há muitos anos, entre outras significativas e muito lúcidas decisões, me conduziu à condição de membro da Stiftung Mozarteum Salzburg, a grande instituição mundial, com sede na cidade natal do compositor, que defende, preserva e divulga o património de WA Mozart.
A todos quantos se interessam pelo universo mozartiano, aconselho a visita ao site www.mozarteum.at (alemão, inglês e francês) onde, por exemplo, podem conhecer, exaustivamente, a biografia de Amadé, no dia a dia da sua curta vida. Só para vos dar um pequeno exemplo, eis o que, sempre no dia 14 de Março, aconteceu entre os anos de 1770 e 1778, (vá lá, o original está em alemão mas, como sou bonzinho, segue em Inglês):
Wednesday,14 March 1770, Milan: Farewell visit with Count Karl Joseph von Firmian;
Thursday, 14 March 1771, Vicenza: Two days as guest of the Bishop Marco Giuseppi Cornaro;
Saturday, 14 March 1772, Salzburg: Hieronymus Count Colloredo becomes Archbischop of Salzburg*;
Saturday, 14 March 1778, Departure from Mannheim.
[*Este foi o tal Príncipe-Arcebispo de Salzburg com quem Mozart viria a incompatibilizar-se em 1781, levando-o a abandonar a cidade natal para se estabelecer em Viena].
Mas tem muito mais. Tem tudo quanto possam desejar saber e aceder. Para os grandes amadores, totalmente digitalizadas, as pautas originais de toda a obra. Ainda o resultado de todas as mais recentes investigações musicológicas. Sigam o meu conselho e não deixem de confirmar como tenho motivo de sobra para lhes dar a conhecer a minha casa de Salzburg onde, todos os anos, durante várias semanas, me perco em actividades, do mais diferente recorte cultural.
Ali tenho grandes amigos, entre os quais a Prof. Geneviève Geffray, a maior autoridade mundial no espólio de Mozart e guardiã máxima de muitos dos seus mais preciosos tesouros, a quem devo uma enormidade de favores, como o acesso a documentação original e frequência de cerimónias absolutamente exclusivas. No saudoso Jornal de Sintra, em 2006, ano jubilar do 250º aniversário do nascimento de WAM, cheguei a publicar uma página completa de informação acerca desta senhora que é acarinhada no mundo inteiro.
É na Fundação Mozarteum que tenho o meu lugar cativo em conferências, seminários, oficinas, etc. Lá assisto aos concertos, recitais, música sinfónica, coral, coral-sinfónica, ópera, do mais alto nível. De facto, Salzburg não deixa créditos por mãos alheias e, mesmo em relação à capital vienense, desenvolve uma saudável competição da qual lucram todos os melómanos. Enfim, pelo menos, os «grandes tarados» como eu, não se queixam. Dêem-me o prazer de partilhar convosco esta loucura mansa. Vão confirmar que, como sempre, só quero o vosso benefício…
[NB: este texto foi objecto de uma série de comentários inadvertidamente eliminados. Apenas consegui recuperar 6 que já estão re-publicados no post de dia 18 de Março. O meu pedido de desculpa aos autores]
Amadé, sempre…
Como, depois da comunicação ao país do Primeiro Ministro, o ar de perfeita bancarrota nacional continua pesadíssimo, resolvi passar-vos uma sugestão que, aligeirando o ambiente, muito poderá contribuir para o enriquecimento dos vossos conhecimentos sobre a vida de alguém que, sendo um génio da música, é o próprio paradigma do conceito de génio. Claro que só poderia estar a referir-me a Wolfgang Amadeus Mozart.
Há muitos leitores que estão ao corrente da patologia que me atingiu desde criança, afectando-me para o resto da vida, ou seja, a melómana e canina dedicação ao compositor, doença que, há muitos anos, entre outras significativas e muito lúcidas decisões, me conduziu à condição de membro da Stiftung Mozarteum Salzburg, a grande instituição mundial, com sede na cidade natal do compositor, que defende, preserva e divulga o património de WA Mozart.
A todos quantos se interessam pelo universo mozartiano, aconselho a visita ao site www.mozarteum.at (alemão, inglês e francês) onde, por exemplo, podem conhecer, exaustivamente, a biografia de Amadé, no dia a dia da sua curta vida. Só para vos dar um pequeno exemplo, eis o que, sempre no dia 14 de Março, aconteceu entre os anos de 1770 e 1778, (vá lá, o original está em alemão mas, como sou bonzinho, segue em Inglês):
Wednesday,14 March 1770, Milan: Farewell visit with Count Karl Joseph von Firmian;
Thursday, 14 March 1771, Vicenza: Two days as guest of the Bishop Marco Giuseppi Cornaro;
Saturday, 14 March 1772, Salzburg: Hieronymus Count Colloredo becomes Archbischop of Salzburg*;
Saturday, 14 March 1778, Departure from Mannheim.
[*Este foi o tal Príncipe-Arcebispo de Salzburg com quem Mozart viria a incompatibilizar-se em 1781, levando-o a abandonar a cidade natal para se estabelecer em Viena].
Mas tem muito mais. Tem tudo quanto possam desejar saber e aceder. Para os grandes amadores, totalmente digitalizadas, as pautas originais de toda a obra. Ainda o resultado de todas as mais recentes investigações musicológicas. Sigam o meu conselho e não deixem de confirmar como tenho motivo de sobra para lhes dar a conhecer a minha casa de Salzburg onde, todos os anos, durante várias semanas, me perco em actividades, do mais diferente recorte cultural.
Ali tenho grandes amigos, entre os quais a Prof. Geneviève Geffray, a maior autoridade mundial no espólio de Mozart e guardiã máxima de muitos dos seus mais preciosos tesouros, a quem devo uma enormidade de favores, como o acesso a documentação original e frequência de cerimónias absolutamente exclusivas. No saudoso Jornal de Sintra, em 2006, ano jubilar do 250º aniversário do nascimento de WAM, cheguei a publicar uma página completa de informação acerca desta senhora que é acarinhada no mundo inteiro.
É na Fundação Mozarteum que tenho o meu lugar cativo em conferências, seminários, oficinas, etc. Lá assisto aos concertos, recitais, música sinfónica, coral, coral-sinfónica, ópera, do mais alto nível. De facto, Salzburg não deixa créditos por mãos alheias e, mesmo em relação à capital vienense, desenvolve uma saudável competição da qual lucram todos os melómanos. Enfim, pelo menos, os «grandes tarados» como eu, não se queixam. Dêem-me o prazer de partilhar convosco esta loucura mansa. Vão confirmar que, como sempre, só quero o vosso benefício…
[NB: este texto foi objecto de uma série de comentários inadvertidamente eliminados. Apenas consegui recuperar 6 que já estão re-publicados no post de dia 18 de Março. O meu pedido de desculpa aos autores]
sexta-feira, 11 de março de 2011
À rasca
Uma breve nota em véspera de manifestação pública de descontentamento. Nenhuma outra, nos últimos anos, me terá suscitado tamanhas reservas. Enfim, não resisto partilhar a minha preocupação convosco. Todavia, desde logo, confesso a maior dificuldade na sistematização das ideias, uma vez que os nebulosos e quase misteriosos promotores do protesto evidenciaram total incapacidade de redacção de um manifesto claro, escorreito, com objectivos bem definidos.
Assim sendo, terei de confirmar que, bem ao corrente do muito primarismo que revestem as atitudes de uma substancial camada de jovens portugueses, profundos desconhecedores do que seja uma participação cívica responsável, nada me surpreende que, portanto, mesmo perante tal indefinição, tantos se tenham sentido desafiados. No entanto, recuso-me a generalizar e a considerar que os potenciais participantes serão os representantes da sua geração.
Vou acompanhando o que vai aparecendo na comunicação social formal, não formal e informal acerca do evento anunciado. Parece sobressair o mandamento inequívoco segundo o qual o que interessa é estar presente, aos magotes. Quase chega a afirmar-se “não penses, nem muito nem pouco, o que interessa é estar lá”. Como se já não bastasse a indefinição dos propósitos, haverá quem esteja a jogar na participação acrítica, na molhada e logo se vê o que vai dar…
Admitamos haver nisto tudo uma grande dose de empenho, de tipo voluntarista, à mistura com ingenuidade qb. É que, assim sendo, ficam multidões de jovens desorganizados à mercê dos desígnios de certas personagens nada voluntariosas e que, sem ponta de ingenuidade, estarão à espreita da mínima oportunidade para potenciarem qualquer deslize pessoal ou de grupo, seja ele de ordem verbal, gestual ou congénere.
Não, decididamente, a estes jovens prestes a embarcar num embuste de contornos difusos, não concedo a ideia de representarem toda uma juventude que, de facto, está a passar um mau bocado. Por outro lado, muito naturalmente, cumpre que assuma a minha quota parte de responsabilidade pelas atitudes educativas extremamente controversas em que, de algum modo, a minha geração foi fértil, nomeadamente, na prodigalidade de um facilitismo demolidor.
Por fim, inequivocamente, me resta afirmar e confirmar a recusa de pactuar com uma iniciativa como a deste protesto, que, em suma, se me afigura desprovida do discernimento e da lucidez que a todos, jovens e mais velhos, se nos impõe, num momento particularmente complexo da vida da República. Na realidade, é em momentos que tais, quando todo um país está à rasca, que podemos aquilatar como, entre nós, se conjuga Liberdade, Igualdade e Solidariedade, valores máximos da Democracia.
[NB: este texto foi objecto de uma série de comentários inadvertidamente eliminados. Consegui recuperar apenas 15 que já foram republicados no post de dia 18 de Março. O meu pedido de desculpa aos autores]
quinta-feira, 10 de março de 2011
Sintra,
soluções para a qualidade
O texto É incrível!!!, aqui publicado no passado dia 1 do corrente, acaba de merecer um comentário que reputo do maior interesse já que propõe, com grande economia de palavras, as soluções de que Sintra carece, no ãmbito do estacionamento e do transporte público que poderiam melhorar significativamente a qualidade de vida na sede do concelho.
Como já várias vezes tem acontecido com outros contributos, resolvi transcrever o comentário da leitora, dando-lhe destaque de primeira página.
Comentário publicado em 10.03.2011
"Por outro lado, não nos esqueçamos que o facto de, infelizmente, ainda não existirem alternativas satisfatórias para resolução do problema do estacionamento, a ninguém autoriza – e, muito menos, à própria autoridade – pactuar com a mais descarada ilegalidade."
O último parágrafo do seu texto diz tudo!
A C.M.S. tem de arranjar algumas alternativas urgentemente, nem que sejam temporárias, e já o devia ter feito antes de implementar a acção conjunta entre a Policia Municipal e Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES).
Alternativas:
- Parque junto do Departamento de Urbanismo da C.M.S.;
- Parque do Interface da Portela de Sintra;
- Volta do Duche;
- Parque de estacionamento subterrâneo da EMES, junto à igreja de São Miguel.
Tem de se repensar horários destes espaços, publicitá-los e criar preços mais atractivos ou fazer determinadas promoções. Por outro lado, talvez fosse de implementar um sistema de transporte do tipo buscas, de Cascais, obedecendo a um percurso urbano com um intervalo máximo de 15 minutos nos períodos diários mais críticos.
Mas a grande solução de estrutura será a dos parques alternativos e periféricos, um pouco mais distantes dos atrás referidos, por exemplo, nas zonas do Ramalhão, São Pedro de Sintra, Portela de Sintra-junto Escolas/Estádio, estrada proveniente de Colares-Ribeira de Sintra ou Monte Santos, na estrada do Lourel, junto ao Quartel Bombeiros ou Escolas.
Atitudes muito simples como informar melhor sobre quais os percursos e locais onde podem parar,em dias de espectáculos no CCOC ou em que autocarros escolares se desloquem aos Museus e Monumentos, podem melhorar muito a situação actual e fazer toda a diferença.
A grande asneira da Av. Heliodoro Salgado devia ser rapidamente desfeita abrindo, pelo menos, uma via de trânsito, ou abri-la aos transportes públicos e criando uma faixa de estacionamento para moradores/comerciantes.
Finalmente, uma especial atenção para aqueles prédios na zona traseira da Biblioteca de Sintra e do Sintrense onde talvez fosse possível criar um pequeno parque (subterrâneo?) mas recuperando-a porque, actualmente, é uma vergonha pondo em perigo os transeuntes.
Há que discutir estas e outras soluções.
RAPIDAMENTE!!!
Joana d´Ávila
.........................................................
Aí fica este comentário à consideração de todos e, em especial, do Senhor Presidente da Câmara que pode queixar-se de muita coisa mas, como é óbvio e patente, jamais de falta de interesse e de espírito de colaboração dos munícipes, através de ideias para resolução dos problemas que os afligem.
[NB: este texto foi objecto de uma série de comentários inadvertidamente eliminados. Apenas consegui recuperar 4 que já foram re-publicados no post de dia 18 de Março. O meu pedido de desculpa aos autores]
sexta-feira, 4 de março de 2011
Seniores e juniores
A situação de grande convulsão na Líbia trouxe à ribalta da comunicação social nacional e internacional a vergonha que foi o convívio, quando não conluio, dos mais conhecidos líderes políticos, de todas as latitudes, com um absurdo e anacrónico ditador como o coronel Khadafi que, não obstante o seu passado longínquo e mais recente de patrono do terrorismo internacional, conseguia juntar à mesa personalidades tão distintas como o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
Entre nós, que me lembre, a imprensa não registou qualquer veemente protesto. Ao nível político, apenas a Dra. Ana Gomes, diplomata de carreira – sublinhe-se, porque a circunstância do enquadramento profissional ainda mais notabiliza a sua denúncia – teve a coragem bastante para levantar a voz contra a ignomínia da atitude do Dr. Luís Amado, também Ministro de Estado, que, na famosa tenda do tirano, comemorou os quarenta anos do regime revolucionário líbio, em representação do povo português.
Se, no mundo da política, ao mais alto nível, nos deparamos com situações deste género, que nos envergonham pela falta de dignidade e de verticalidade, pois não menos degradantes, mas no âmbito da vida financeira portuguesa, se evidenciam alguns mais ou menos recentes episódios. Por exemplo, o do caso de João Rendeiro, ex-Presidente do Banco Privado Português que, com a sua controversa gestão, terá protagonizado um verdadeiro caso de polícia, era imbecilmente apontado, por certa classe de jornalistas que o promovia inusitadamente, quase como um mago da grande finança, espécie de Rei Midas.
Em ambas as situações, para além da flagrante e tríplice falta de discernimento, frontalidade e coragem, muito preocupante também se evidenciam as gerais e lamentáveis lacunas de preparação de toda uma classe de profissionais da comunicação social que, de facto, devido à sua incapacidade, não está à altura de assumir a função de alerta cívico cometida ao famoso quarto poder nos Estados Democráticos de Direito.
Sem dúvida, para que tal situação se verifique e vá florescendo, muito tem contribuído a sistemática dispensa de grandes valores de uma geração de conhecidos e competentes jornalistas seniores, implicitamente impedidos de transmitir, aos colegas mais novos, toda uma cultura e deontologia profissionais na primeira pessoa.
Quem se der ao trabalho de sintonizar os canais televisivos de noticiário internacional, depara com muitos homens e mulheres maduros, alguns bem entrados nos anos, que são grandes referências para os candidatos à profissão e novos colegas. Nada disso acontece em Portugal. Esquecemo-nos que cumpre capitalizar o saber dos mais experientes. Ora bem, como a experiência não se improvisa e está indissociavelmente ligada ao tempo que passa e à idade de cada um…
Se quiserem aceitar a analogia, lembrem-se do tremendo prejuízo social que se vai acumulando nas nossas distorcidas sociedades e traduzindo na impossibilidade de os avós transmitirem aos netos a cultura da família. Assim vamos muito mal porque todos perdem e, se alguma coisa se transforma, é para pior.
[NB: este texto foi objecto de uma série de comentários inadvertidamente eliminados. O meu pedido de desculpa aos autores]
terça-feira, 1 de março de 2011
Incrível!!!
Para que nenhuma dúvida subsista quanto ao baixo nível do sentido cívico de muitos moradores e comerciantes do centro histórico de Sintra, tenha-se em consideração o seguinte despacho da Agência Lusa desta manhã, que passo a transcrever na totalidade:
Sintra:
Comerciantes e moradores do centro histórico de Sintra contestam multas de estacionamento
01 de Março de 2011, 07:10
Sintra, 01 mar (Lusa) - Moradores e comerciantes do centro histórico de Sintra estão indignados com as acções fiscalizadoras da Policia Municipal e da empresa municipal que gere o estacionamento, contestando a "caça à multa" e o recente bloqueio de viaturas.
Junto ao mercado da Estefânia, no centro de Sintra, existe um sentimento de revolta despertado pela utilização, desde Outubro, de bloqueadores por parte da Policia Municipal e dos fiscais da Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES).
Os moradores e comerciantes ouvidos pela agência Lusa dizem-se descontentes com o que chamam de "caça à multa" levada a cabo pelas entidades fiscalizadoras do estacionamento.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/12217664.html"
O caos do estacionamento das viaturas em zonas do centro nevrálgico de Sintra, que confunde e incomoda qualquer pessoa com um mínimo de discernimento e sentido de respeito pelos direitos alheios, é uma prática quotidiana de imensos prevaricadores, incapazes de compreenderem e, muito menos, de se submeterem à ordem cívica decorrente do exercício da autoridade democrática que, por exemplo, a Polícia Municipal de Sintra, tão exemplarmente, tem protagonizado nas últimas semanas.
Em Sintra, à excepção destes comerciantes e moradores – que, não nos iludamos, constituem uma esmagadora maioria – também há um punhado de munícipes esclarecidos, civilizados e tão europeus como os demais cidadãos que vivem além fronteiras. Ouso expressar a opinião destes últimos, fazendo votos no sentido de que a Câmara Municipal de Sintra não se impressione e, muito menos, se intimide com os manifestos de desagrado que a Lusa dá conta.
Sabemos que constituímos uma minoria perfeitamente exótica mas também sabemos da razão que assiste à opinião que comungamos. Bem, no meio de tanta, insanidade, oxalá prevaleça a lucidez da decisão que determinou a actuação da Polícia Municipal. Se ainda não se percebeu, gostaria de sublinhar como a recente actuação da PM nesta questão é um verdadeiro acto de cultura e de civilização, muito longe de se inscrever no contexto da designada caça à multa, a ignóbil desculpa de quem, infelizmente, ainda não consegue entender como, o tiro lhe sai pela culatra.
Todavia, nada nos espantaria se a autarquia, que superintende à PM, vergada perante a indignação de tanta ignorância, acabasse por ceder, mais uma vez desperdiçando a oportunidade de, definitivamente, demonstrar de que lado está a defesa dos interesses de uma comunidade que não se enxerga.
Por outro lado, não nos esqueçamos que o facto de, infelizmente, ainda não existirem alternativas satisfatórias para resolução do problema do estacionamento, a ninguém autoriza – e, muito menos, à própria autoridade – pactuar com a mais descarada ilegalidade.
Tenhamos esperança. E que assim seja.
[NB: este texto foi objecto de uma série de comentários inadvertidamente eliminados. O meu pedido de desculpa aos autores]
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Sintra romântica,
ou mais do mesmo…
Nos últimos dias, no parque de estacionamento do Rio do Porto, em pleno centro histórico de Sintra, tem-se repetido a desqualificada cena que, tantas vezes, aqui tenho denunciado. Ainda não são às dezenas, como nos meses de Verão mas não deixa de ser significativo que, num dia de Inverno como o de hoje, lá estivessem acampadas cinco autocaravanas, três das bem grandes e duas mais pequenas.
Ao contrário do que, muito benevolamente, já ouvi alguém colocar como hipótese, os seus condutores não estacionam ali as caravanas para irem procurar alojar-se em qualquer pensão ou hotel das redondezas. Aliás, por alguma razão investiram tais viajantes num tal tipo de transporte que também lhes serve de abrigo… De facto, trata-se de gente que, pernoita in loco. Ninguém, a não ser as autoridades policial, autárquica e sanitária, tem a mínima dúvida.
Hoje mesmo, bem cedo, passando pela Volta do Duche, tive oportunidade de me aperceber das manobras despertativas dos ocupantes de três dos veículos, já que, na altura, saíam três homens, um deles de toalha ao pescoço, para o fresco da manhã, aproveitando para o espreguiçamento e uns exercícios de aquecimento. Ao longo de tantos anos, alertando para o que ali se passa, tenho verificado que o sítio é muito propício. Sim senhor, excelente escolha...
Portanto, que ninguém se iluda. A escassas dezenas de metros dos Paços do Concelho, funciona o mais descarado manifesto de Sintra, capital do Romantismo. Como já tive oportunidade de aqui escrever, é o amor e uma cabana (sobre rodas…) do século vinte e um, qual alternativa aos motéis aí da periferia sintrense onde, com certeza, tão romântica quanto apressadamente, se aviam as fugazes cenas de amor que, enfim, todos nós imaginamos…
Se Sintra tivesse um Vereador do Turismo à altura da terra que é, nada disto aconteceria. Mas, pelos vistos, o Senhor Vereador tem outras preocupações. Não posso deixar de me perguntar, porventura esquecido destas imagens pouco edificantes, como é que ainda me permito, a exemplo do que fiz na passada quinta-feira – através do último texto aqui publicado, repescado de um meu artigo, há seis anos saído no saudoso Jornal de Sintra – sugerir-lhe que protagonize atitudes civilizadas para benefício da actividade turística em Sintra…
Só eu, meu Deus! Como perco, tão facilmente, a noção do nível da pessoa a quem dirijo as minhas palavras? E, não senhor, até nem tinha bebido um bom copo que pudesse relevar-me o deslize. Enfim, não tenho desculpa, sou um ingénuo incorrigível.
[NB: este texto foi objecto de uma série de comentários inadvertidamente eliminados. O meu pedido de desculpa aos autores]
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Um turismo às claras…
[O texto que hoje vos trago foi publicado em 15 de Abril de 2005, quase há seis anos, quando, no saudoso Jornal de Sintra, muito mais propícios, outros ventos sopravam... Infelizmente, as minhas considerações e sugestões de então, não perderam a mínima actualidade. Pelo contrário, depois de tanto tempo sem que nada tivesse sido alterado, ainda maior pertinência revestem.
Novidade para alguns, aí tendes o que se me oferece acerca da necessidade de melhor mostrar e identificar o património de Sintra. Desta vez, vai à especial atenção do Senhor Vereador do Turismo. A ver se deixa os slôganes baratos, da Sintra capital do Romantismo e quejandos, para vender esta terra a pataco ordinário, começando os serviços que dele dependem a ser um pouco mais operacionais e eficazes. É que já vai sendo tempo...].
É perfeitamente comum e geralmente aceite a estafada ideia de que Sintra é terra com uma vocação turística indesmentível. Pois admitamos que assim seja: beleza paisagística, património natural e edificado, gastronomia, cultura local e outros pertinentes atributos, na realidade, tudo parece concorrer no sentido de não pôr em causa a referida noção.
No entanto, se tivermos em consideração, por exemplo, o modo displicente como nos permitimos mostrar e apresentar Sintra a quem a visita, logo se instala a dúvida, não em relação à tal vocação mas, isso sim, quanto a estar à altura dos desafios colocados por esta pródiga e soberba terra.
Introdução tão geral, autorizaria um infindável número de abordagens, desde a incapacidade de obstar ao desleixo e estado de abandono a que estão votados tantos edifícios em pleno centro histórico, até à inércia letárgica que tem inviabilizado o ataque aos problemas do estacionamento, a gestão dos fluxos de tráfego (indutores, alguns, do encerramento de determinadas vias à circulação de viaturas automóveis que não as prioritárias) a imposição de um regime civilizado de cargas e descargas, etc, etc.
Vão permitir um parêntesis para lembrar que ninguém poderá afirmar que tais questões têm sido alheias às nossas preocupações. Pelo contrário, têmo-las partilhado com os leitores ao longo dos anos, jamais nos subtraindo a qualquer contributo, estritamente motivados pelo desejo de animar o debate que tais problemas sempre suscitam.
Legendas, por favor
É nesta linha de actuação, portanto, meramente de serviço cívico, que hoje nos debruçamos sobre o parapeito da janela que Sintra abre aos visitantes, deixando que espreitem o que de mais interessante tem para oferecer à curiosidade de quem se desloca, por vezes, de tão longe, e, não raro, permanecendo tão pouco tempo.
Não temos a veleidade de vir propor algo de original já que nos baseamos em exemplos conhecidos, apenas trazendo à colação práticas comuns a outros destinos que, tal como Sintra, são geralmente aceites como turisticamente vocacionados. Indo directamente ao cerne do problema, tudo isto para introduzir uma questão absolutamente vital à actividade turística, qual seja a necessidade de, em tempo oportuno, muito sinteticamente, com a maior eficácia, transmitir toda a informação que é suposto fornecer acerca de determinado local.
Simples? Sabemos que não é coisa simples de concretizar, pressupondo o envolvimento de uma equipa que, para além do historiador, divulgador cultural, contará ainda com peritos de comunicação, tradução, semiótica, desenho gráfico, etc. Provavelmente, se pensarmos em casos concretos, facilitada ficará a tarefa que nos propusemos concretizar nestas linhas da rubrica Concelho adiado.
Alguns casos…
Consideremos, por exemplo, três casos paradigmáticos e contíguos: a Quinta da Regaleira, a Quinta do Relógio e o esplêndido monumento vivo que é aquela sobreira, mesmo à beira da estrada, à direita de quem, poucos metros adiante, vai iniciar a subida da rampa. Pois, nada, absolutamente nenhuma informação ali existe que esclareça o passante quanto à singularidade dos três manifestos de património.
No pelouro do turismo da autarquia, se confrontados com esta realidade, os responsáveis replicariam que o visitante, turista nacional ou estrangeiro, passa pela delegação do Turismo local onde é apetrechado de folhetos, de mapas e cumulado com documentação de todo o tipo, que lhe facilitará as deslocações, o respectivo esclarecimento. Muito provavelmente, ainda manifestariam a maior perplexidade quanto à despropositada observação que tivemos a ousadia de evidenciar…
O mínimo que poderíamos ripostar é que uma coisa não invalida a outra. Pois sim senhor, não só todo o suporte documental, em papel impresso, mas também a informação que, in loco, deve estar disponível, através de placa ou painel informativo, de reduzidas dimensões, legível à curta distância de cerca de um metro, contendo apenas meia dúzia de frases imprescindíveis à localização da peça no tempo e no espaço, dando conta de qualquer episódio de interesse relevante.
mais exemplos…
A Quinta da Regaleira, a Quinta do Relógio, exemplos acima referidos, disporiam de uma placa informando sobre a estética revivalista romântica da sua arquitectura, esclarecendo acerca dos proprietários iniciais promotores da construção, dos artistas envolvidos, das curiosidades mais notáveis, tais como toda a simbologia maçónica da Regaleira, ou o facto histórico de D. Carlos e D. Amélia terem passado a lua de mel na Quinta do Relógio. A propósito da sobreira, para além das referências botânicas identificativas da espécie, importaria divulgar os escritores que a ela se referiram.
Mais casos? Porque não Seteais, a pouca distância? Chegados ao portão de acesso, há placas que identificam o Palácio de Seteais apenas como hotel de luxo de determinada empresa e uma informação bem destacada permitindo o exclusivo acesso das viaturas dos hóspedes. Ora, caros leitores, como já devem ter verificado, se por ali tiverem passado com frequência, esta é uma atitude perfeitamente intimidatória que, naturalmente, afasta do local os visitantes pouco ou mal informados.
Ali deveria existir informação acerca deste palácio do século XVIII, dos jardins de acesso livre e gratuito, do miradouro do qual se avista uma das mais impressionantes paisagens de Portugal, daquele arco de triunfo e o acontecimento ali celebrado, etc, etc. Isto é o mínimo que merecem os bens patrimoniais da comunidade em termos de interpretação e divulgação.
…circuitos e sugestões
Outro exemplo, entre tantos referenciáveis: em pleno coração do centro histórico, justificar-se-ia a existência de informação acerca da zona da Judiaria junto ao arco de acesso, à esquerda de quem sobe a rua a caminho da Periquita. E, em sentido contrário, outra placa ou painel referenciando a Rua do Açougue, remota reminiscência do as-soq árabe, mesmo sob a esplanada do Café Paris. Estas, apenas duas das etapas de passagem de um circuito medieval de Sintra a promover com outros motivos do maior interesse.
Como não lembrar, igualmente, entre tantas que poderíamos citar, noutra zona da sede do concelho, as obras de Norte Júnior, Adães Bermudes, Raul Lino, sem qualquer identificação?Naturalmente, a informação a disponibilizar, ainda que significativamente reduzida, obedeceria sempre a um mesmo modelo padrão, de painel-placa, talvez com a aposição de um pequeno símbolo cromático, identificador de certo circuito (medieval, romântico, queiroziano ou outros) em coerente articulação com a que aparece nos folhetos turísticos, tanto em termos do estilo informativo como no aspecto gráfico.
Será difícil pôr em marcha semelhante plano de identificação e divulgação de todos os lugares de interesse de Sintra? Será difícil de entender que este tipo de informação é, pelo menos, tão essencial como o dos folhetos e mapas distribuídos pelo Turismo? Não se perceberá que esta também é uma forma de promover a auto-estima dos residentes menos esclarecidos, possibilitando-lhes uma informação sucinta e rápida sobre um património que os forasteiros procuram por razões nem sempre compreensíveis?
Muito trabalho? Mas tão aliciante, tão útil, urgente e necessário!
[NB: este texto foi objecto de uma série de comentários inadvertidamente eliminados. O meu pedido de desculpa aos autores]
[O texto que hoje vos trago foi publicado em 15 de Abril de 2005, quase há seis anos, quando, no saudoso Jornal de Sintra, muito mais propícios, outros ventos sopravam... Infelizmente, as minhas considerações e sugestões de então, não perderam a mínima actualidade. Pelo contrário, depois de tanto tempo sem que nada tivesse sido alterado, ainda maior pertinência revestem.
Novidade para alguns, aí tendes o que se me oferece acerca da necessidade de melhor mostrar e identificar o património de Sintra. Desta vez, vai à especial atenção do Senhor Vereador do Turismo. A ver se deixa os slôganes baratos, da Sintra capital do Romantismo e quejandos, para vender esta terra a pataco ordinário, começando os serviços que dele dependem a ser um pouco mais operacionais e eficazes. É que já vai sendo tempo...].
É perfeitamente comum e geralmente aceite a estafada ideia de que Sintra é terra com uma vocação turística indesmentível. Pois admitamos que assim seja: beleza paisagística, património natural e edificado, gastronomia, cultura local e outros pertinentes atributos, na realidade, tudo parece concorrer no sentido de não pôr em causa a referida noção.
No entanto, se tivermos em consideração, por exemplo, o modo displicente como nos permitimos mostrar e apresentar Sintra a quem a visita, logo se instala a dúvida, não em relação à tal vocação mas, isso sim, quanto a estar à altura dos desafios colocados por esta pródiga e soberba terra.
Introdução tão geral, autorizaria um infindável número de abordagens, desde a incapacidade de obstar ao desleixo e estado de abandono a que estão votados tantos edifícios em pleno centro histórico, até à inércia letárgica que tem inviabilizado o ataque aos problemas do estacionamento, a gestão dos fluxos de tráfego (indutores, alguns, do encerramento de determinadas vias à circulação de viaturas automóveis que não as prioritárias) a imposição de um regime civilizado de cargas e descargas, etc, etc.
Vão permitir um parêntesis para lembrar que ninguém poderá afirmar que tais questões têm sido alheias às nossas preocupações. Pelo contrário, têmo-las partilhado com os leitores ao longo dos anos, jamais nos subtraindo a qualquer contributo, estritamente motivados pelo desejo de animar o debate que tais problemas sempre suscitam.
Legendas, por favor
É nesta linha de actuação, portanto, meramente de serviço cívico, que hoje nos debruçamos sobre o parapeito da janela que Sintra abre aos visitantes, deixando que espreitem o que de mais interessante tem para oferecer à curiosidade de quem se desloca, por vezes, de tão longe, e, não raro, permanecendo tão pouco tempo.
Não temos a veleidade de vir propor algo de original já que nos baseamos em exemplos conhecidos, apenas trazendo à colação práticas comuns a outros destinos que, tal como Sintra, são geralmente aceites como turisticamente vocacionados. Indo directamente ao cerne do problema, tudo isto para introduzir uma questão absolutamente vital à actividade turística, qual seja a necessidade de, em tempo oportuno, muito sinteticamente, com a maior eficácia, transmitir toda a informação que é suposto fornecer acerca de determinado local.
Simples? Sabemos que não é coisa simples de concretizar, pressupondo o envolvimento de uma equipa que, para além do historiador, divulgador cultural, contará ainda com peritos de comunicação, tradução, semiótica, desenho gráfico, etc. Provavelmente, se pensarmos em casos concretos, facilitada ficará a tarefa que nos propusemos concretizar nestas linhas da rubrica Concelho adiado.
Alguns casos…
Consideremos, por exemplo, três casos paradigmáticos e contíguos: a Quinta da Regaleira, a Quinta do Relógio e o esplêndido monumento vivo que é aquela sobreira, mesmo à beira da estrada, à direita de quem, poucos metros adiante, vai iniciar a subida da rampa. Pois, nada, absolutamente nenhuma informação ali existe que esclareça o passante quanto à singularidade dos três manifestos de património.
No pelouro do turismo da autarquia, se confrontados com esta realidade, os responsáveis replicariam que o visitante, turista nacional ou estrangeiro, passa pela delegação do Turismo local onde é apetrechado de folhetos, de mapas e cumulado com documentação de todo o tipo, que lhe facilitará as deslocações, o respectivo esclarecimento. Muito provavelmente, ainda manifestariam a maior perplexidade quanto à despropositada observação que tivemos a ousadia de evidenciar…
O mínimo que poderíamos ripostar é que uma coisa não invalida a outra. Pois sim senhor, não só todo o suporte documental, em papel impresso, mas também a informação que, in loco, deve estar disponível, através de placa ou painel informativo, de reduzidas dimensões, legível à curta distância de cerca de um metro, contendo apenas meia dúzia de frases imprescindíveis à localização da peça no tempo e no espaço, dando conta de qualquer episódio de interesse relevante.
mais exemplos…
A Quinta da Regaleira, a Quinta do Relógio, exemplos acima referidos, disporiam de uma placa informando sobre a estética revivalista romântica da sua arquitectura, esclarecendo acerca dos proprietários iniciais promotores da construção, dos artistas envolvidos, das curiosidades mais notáveis, tais como toda a simbologia maçónica da Regaleira, ou o facto histórico de D. Carlos e D. Amélia terem passado a lua de mel na Quinta do Relógio. A propósito da sobreira, para além das referências botânicas identificativas da espécie, importaria divulgar os escritores que a ela se referiram.
Mais casos? Porque não Seteais, a pouca distância? Chegados ao portão de acesso, há placas que identificam o Palácio de Seteais apenas como hotel de luxo de determinada empresa e uma informação bem destacada permitindo o exclusivo acesso das viaturas dos hóspedes. Ora, caros leitores, como já devem ter verificado, se por ali tiverem passado com frequência, esta é uma atitude perfeitamente intimidatória que, naturalmente, afasta do local os visitantes pouco ou mal informados.
Ali deveria existir informação acerca deste palácio do século XVIII, dos jardins de acesso livre e gratuito, do miradouro do qual se avista uma das mais impressionantes paisagens de Portugal, daquele arco de triunfo e o acontecimento ali celebrado, etc, etc. Isto é o mínimo que merecem os bens patrimoniais da comunidade em termos de interpretação e divulgação.
…circuitos e sugestões
Outro exemplo, entre tantos referenciáveis: em pleno coração do centro histórico, justificar-se-ia a existência de informação acerca da zona da Judiaria junto ao arco de acesso, à esquerda de quem sobe a rua a caminho da Periquita. E, em sentido contrário, outra placa ou painel referenciando a Rua do Açougue, remota reminiscência do as-soq árabe, mesmo sob a esplanada do Café Paris. Estas, apenas duas das etapas de passagem de um circuito medieval de Sintra a promover com outros motivos do maior interesse.
Como não lembrar, igualmente, entre tantas que poderíamos citar, noutra zona da sede do concelho, as obras de Norte Júnior, Adães Bermudes, Raul Lino, sem qualquer identificação?Naturalmente, a informação a disponibilizar, ainda que significativamente reduzida, obedeceria sempre a um mesmo modelo padrão, de painel-placa, talvez com a aposição de um pequeno símbolo cromático, identificador de certo circuito (medieval, romântico, queiroziano ou outros) em coerente articulação com a que aparece nos folhetos turísticos, tanto em termos do estilo informativo como no aspecto gráfico.
Será difícil pôr em marcha semelhante plano de identificação e divulgação de todos os lugares de interesse de Sintra? Será difícil de entender que este tipo de informação é, pelo menos, tão essencial como o dos folhetos e mapas distribuídos pelo Turismo? Não se perceberá que esta também é uma forma de promover a auto-estima dos residentes menos esclarecidos, possibilitando-lhes uma informação sucinta e rápida sobre um património que os forasteiros procuram por razões nem sempre compreensíveis?
Muito trabalho? Mas tão aliciante, tão útil, urgente e necessário!
[NB: este texto foi objecto de uma série de comentários inadvertidamente eliminados. O meu pedido de desculpa aos autores]
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