[sempre de acordo com a antiga ortografia]

sábado, 6 de dezembro de 2014



Efeméride mozartiana
15 de Novembro de 1791

A última obra Mozart


[facebook, 17.11.2014]

Quase perdia a oportunidade mas, ainda a tempo, eis que vos chamo a atenção para uma efeméride importante. Por isso, sou obrigado a pedir-vos que tenham em consideração o dia 15 de Novembro em que esta celebração deveria ter acontecido.


Acerca de "Laut verkünde unsere Freude", [Anunciai de viva voz a nossa alegria] - cantata em Dó Maior, mais tarde referenciada como KV. 623 - eis as palavras manuscritas pelo próprio compositorno seu catálogo pessoal, fez anteontem, precisamente, 223 anos:
 
“No dia 15 de Novembro. Uma pequena Cantata Maçónica. Contém 1 coro, 1 ária, 2 recitativos e um dueto. Tenor, baixo. 2 violinos, viola, violoncelo, 2 oboés e duas trompas.”

E, meus caros amigos, aqui têm a peça composta com o objectivo de integrar trabalhos maçónicos. Esta Cantata foi mesmo a ÚLTIMA OBRA COMPLETA de Wolfgang Amadeus Mozart. A propósito, recordar que o Requiem é a última obra incompleta.

Poucos dias depois, a 5 de Dezembro de 1791, morreria na sua casa em Viena. Muitos maçons desconhecem este pormenor da biografia do Mestre Maçon que foi Mozart mas, os que sabem, sempre muito se orgulharam deste facto.

Interpretação confiada a Gottfried Hornik, barítono, Peter Schneyder, baixo. Chorus Viennensis. Wiener Akademie, sob a direcção de Martin Haselböck


Boa audição!


http://youtu.be/RDhhQeD85Bk http://www.youtube.com/

 
 
Gottfried Hornik, bass. Peter Schneyder, bass. Chorus Viennensis. Wiener Akademie, Martin Haselböck
youtube.com
 


Efeméride mozartiana
17 de Novembro de 1773
 
Sinfonia No. 28


[facebook, 17.11.2014]

Para comemoração desta data, recorro a um texto que subscrevi no âmbito da série que partilhei convosco acerca das quarenta sinfonias de Amadé. E, espero bem que ainda se recordem do detalhe da numeração, já que acabo de escrever o número total a que monta a obra sinfónica de Mozart, ou seja, quarenta, apesar de a última, designada como 'Júpiter' ter o número quarenta e um...

Para hoje, temos a Sinfonia em Dó Maior, KV 200, que pertence àquele grupo de três sinfonias em que o compositor evidencia o seu domínio da forma durante o período, isto é, juntamente com as KV 183, No. 25 e a KV. 201, em Lá Maior, No. 29, acerca das quais também apresentei os respectivos enquadramentos ao longo do ano de 2012.

Foi composta em 1773, provavelmente a 17 [ou 12] de Novembro mas, como a datação é muito problemática, o ano também poderá ter sido o anterior, sinfonia esta que será a sua última composição da designada “série de Salzburg”.

Quanto à estrutura, foi escrita para quatro andamentos, 1.Allegro spiritoso, 2.Andante em Fá Maior, 3.Menuetto/Trio e 4.Presto. Cumpre fazer especial referência ao andamento inicial, particularmente notável pelo recorte rigoroso da introdução. Na simplicidade da sua tonalidade em Dó Maior, hão-de reparar como as melodias e temas se desenvolvem contra os ‘arpeggios’.

Nos momentos finais, o compositor dá particular ênfase aos metais, como que sugerindo o que acontecerá na sua última sinfonia, precisamente a que mencionei logo no primeiro parágrafo, a No. 41, KV 551.

Tendo uma particular estima, já que se trata de um conjunto discreto mas de excelente qualidade, mais uma vez vos proponho uma gravação da Mozart Akademie Amsterdam e, portanto, a uma muito competente interpretação da orquestra sob a direcção de Jaap Ter Linden que, como já se terão dado conta, gravou a integral da obra sinfónica de Mozart.
Boa audição!


http://youtu.be/fo4YzaixT3E

 
 
 
Álbum: Mozart, Complete Works Vol. 1: Symphonies Complete Interprete del álbum: Jaap Ter Linden & Mozart Akademie Amsterdam Compositor: Johanes Chrysostomus ...
youtube.com


 


Sintra,
a Pena,
na pena de Saramago



[facebook, 17.11.2014]


Como tantas vezes faço, ao falar da Pena, também desta vez, darei a palavra a Saramago. É do seu livro "Viagem a Portugal" que extraio as seguintes passagens sugeridas por esta impositiva foto da Porta do Tritão:

[…] Explicar o Palácio da Pena é aventura em que o viajante não se meterá. Já não é pequeno trabalho vê-lo, aguentar o choque desta confusão de estilos, passar em dez passos para o manuelino, do mudéjar para o neoclássico, e de tudo isto para invenções com poucos pés e nenhuma cabeça. 

 
Mas o que não se pode negar é que, visto de longe, o palácio apresenta uma aparência de unidade arquitectónica invulgar, que provavelmente lhe virá muito mais da sua perfeita integração na paisagem do que da relação das suas próprias massas entre si. […]
 
Entre citações, permitam que, por exemplo, lembre muitas acções de formação, no domínio das técnicas de Animação da Leitura, que promovi na minha qualidade de Técnico do Ministério da Educação, dirigidas a professores dos diferentes níveis de ensino, durante as quais, entre outros, me socorri deste texto de Saramago. 
[…] A torre briga claramente com o grande torreão cilíndrico do outro extremo, e este pertence a família diferente dos mais pequenos torreões oitavados que ladeiam a Porta do Tritão. Grandeza e unidade têm-na os fortíssimos arcos que amparam os terraços superiores e as galerias. 
 
Aqui encontraria o viajante uma sugestão para Gaudi se não fosse mais exacto terem bebido nas mesmas fontes exóticas o grande arquitecto catalão e o engenheiro militar alemão Von Eschwege, que veio à Pena por mando doutro alemão, D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, dar corpo a delírios românticos muito do gosto germânico. É porém verdade que sem o Palácio da Pena a serra de Sintra não seria o que é. […]


O Pórtico do Tritão é um dos mais enigmáticos elementos arquitetónicos do Palácio da Pena. Denominado “Pórtico Alegórico da criação do Mundo” logo no século XIX..., dele destaca-se o Tritão, um monstro mitológico meio homem, meio peixe. A descodificação deste pórtico tem dado origem a diversas teorias, muitas delas sem fundamento. Muito provavelmente D. Fernando procedeu, na conceção deste pórtico, do mesmo modo que em relação a quase todas as artes decorativas no Palácio da Pena: recuperou elementos da cultura portuguesa. Há duas possíveis origens para este Tritão, ambas literárias: uma é a obra de Damião de Góis de 1554, na qual é mencionado um Tritão que tinha sido avistado a cantar com uma concha numa praia perto de Colares; bem como a de Luís de Camões, que menciona um Tritão no Canto IV dos Lusíadas.

 
Credits_PSML_EMIGUS


CONTRA!
INEQUIVOCAMENTE CONTRA!


[facebook, 17.11.2014]


Estive na Urca, Abrunheira, participando na reunião da Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Sintra, no passado dia 12. Entre outras muito empenhadas e contra o projecto, assisti à intervenção da Catarina Pinto, promotora desta petição. Não posso estar mais de acordo. Claro que é de assinar.

 


Efeméride mozartiana
17 de Novembro de 1785



Morte,
a melhor amiga



[facebook, 17.11.2014]


No dia 17 de Novembro de 1785, apresentação da peça de Mozart "Maurerische Trauermusik em Dó, KV 477" (Música Maçónica Fúnebre), escrita para uma cerimónia de pêsames, na Loja 'Zur gekrönten Hoffnung' (Esperança Coroada) em honra do Conde Franz Esterházy von Galantha e do Duque Georg August von Meklenburg-Strelitz, recentemente falecidos.

A maior parte da grande componente de instrumentos de sopro foi acrescentada à última hora. Mozart incorpora o 'tónus peregrinus', com referência aos cantos de endoenças usados durante a Semana Santa, bem como o 'Miserere' da cerimónia de Requiem.

A. Philippe Autexier, em 1984/5, alvitrou a hipótese de que a obra tenha sido composta em três versões sucessivas, a saber: 1. para a Iniciação de um candidato à Loja 'Zur Wahren Eintracht' (Verdadeira Concórdia), em 12 de Agosto de 1785; 2. como versão instrumental, por ocasião de uma cerimónia de pêsames, que teve lugar em 17 de Novembro; 3. versão instrumental alargada, provavelmente apresentada em 9 de Dezembro de 1785.

Fosse como fosse, a verdade é que não é possível dissociar o carácter e a índole específica da peça daquilo que Mozart viria a confessar ao pai numa célebre carta datada de 4 de Abril de 1787: “(…) E dou graças ao meu Deus por me ter concedido a graça de aproveitar a oportunidade (o pai entende o significado destas palavras)* para me familiarizar com a ’chave’ da nossa verdadeira felicidade (…)”

É forçoso termos o teor desta carta em consideração quando escutamos a obra. Provavelmente, nunca antes, a visão da morte fora expressa e vivida com tanta sinceridade, ou seja, a concepção da Morte como a nossa verdadeira felicidade. Trazendo a morte ao seu quotidiano, Mozart acolhe-a sem angústia, trata-a com a maior simplicidade.

A sua crença Maçónica, aliada à Fé, transcendiam a Morte na Luz e Ressurreição que o ritual do terceiro grau de Mestre Maçon trouxeram à vida do iniciado e que o esplendoroso acorde final proclamaram na "Mauerische Trauermusik".

Ouçam atentamente. Compreender os mais íntimos propósitos de Amadé passa por ouvir esta obra, tão entranhadamente voltada para o que está além desta nossa limitadíssima existência física. Mozart, o fervoroso crente católico, apostólico romano, Mozart, o Mestre Maçon, aqui unificados, numa obra sublime da literatura musical, não só do último quartel do século dezoito mas, certamente, de todos os tempos.

Morte, a melhor amiga de Mozart. E, para que conste: Morte, também a melhor amiga de quem subscreve e convosco partilha estas palavras. Ouçam, concordem ou não connosco, portanto, com Mozart e comigo.

Toca a New Philharmonia Orchestra, sob a direcção de Edo de Waart.


Boa audição!


http://youtu.be/DyT6fEhXL9w

* Gostaria de chamar a vossa atenção para o seguinte: quando, na carta dirigida ao pai, Wolfgang Mozart faz este parêntesis, dando a entender que o pai estava no segredo de qualquer coisa, é preciso ter em consideração que Leopold Mozart entrou para a Augusta Ordem Maçónica com o patrocínio do próprio filho. O entendimentio a que Wolfgang se refere, tem a ver com o modo como se processa a relação dos Maçons com a realidade da Morte.

 
 
 
Wolfgang A. Mozart (1756-1791) Maurische Trauer Musik KV 477 (1785) New Philharmonia Orchestra conducted by Edo de Waart
youtube.com
 


Funicular da ilha de Capri [IV]


[facebook, 17.11.2014]

Faz por estes dias um ano que estive em Nápoles e Capri. Quem conhece a ilha sabe que seria praticamente impossível o turismo local sem esta linha de funicular. Simplicíssimo, sem qualquer ponta de ostentação, operacional qb, barato. Imprescindível.


http://youtu.be/JSgi0c43XF4

 
 
 
The Funicular Railway runs from the Port to the hilltop town on the Isle of Capri.
youtube.com


Teleférico? Funicular?
Tudo, tudo em aberto!...



[facebook, 16.11.2014]


Este 'post' do amigo Pedro Macieira , faz-me regressar à jornada da 'Presidência Aberta'. Após o anúncio do projecto do teleférico, apercebendo-se do modo como logo manifestara a minha oposição, o Presidente da Câmara Municipal de Sintra chamou-me de parte para confirmar que nada estava decidido, que o teleférico era apenas uma hipótese em estudo, um projecto para se discutir, aberta e francamente.
...
Ainda não tenho qualquer razão para não confiar nesta atitude tão positiva do Dr. Basílio Horta. Por isso, não posso estar mais disponível para todas as reuniões, para toda a cooperação. E, tanto quanto me é possível entender, sei que esta é a disposição da maioria dos militantes da causa da defesa do património de Sintra.

Parece-me, no entanto, que antes do anúncio de certas iniciativas, eventualmente geradoras de algumas previsíveis reacções de desconforto, o Presidente deve munir-se de pareceres técnicos de qualidade inequívoca, abalizados, que não o exponham desnecessariamente.

 
 
 
 
Rio das Maçãs ou Rio de Colares, nasce no Lourel na freguesia de Santa Maria e São Miguel no concelho de Sintra durante o seu percurso até à foz na Praia das Maçãs é alimentado por diversos afluentes do Almagre, de Morelinho, de Nafarros e do...
riodasmacas.blogspot.com|De pedro macieira
 


[Volto a publicar um texto que aqui trouxe no dia 25 do passado mês de Março deste ano. Claro que não podia vir mais a propósito da controvérsia FUNICULAR vs TELEFÉRICO. Como verificarão, tem a curiosidade de lembrar um tema musical que é «só» dos mais conhecidos a nível mundial...]

[Facebook, 16.11.2014]


Ah, Sintra, Sintra,
para quando o funicular?



No dia em que, passados 132 anos, se comemora a inauguração do funicular do Bom Jesus de Braga – nem mais nem menos que o primeiro da Península Ibérica! – não desisto de propor a concretização da mesma solução em Sintra, para acesso aos pontos altos da Serra.

Hoje em dia, em especial por razões ecológicas, cada vez mais se impõe a adopção deste meio de transporte na nossa terra, evitando que, aos milhares, as viaturas particulares continuem indo serra acima, poluindo descaradamente e, inclusive, com a nossa escandalosa permissividade, podendo estacionar praticamente «em cima» do mais sofisticado património natural e edificado…

Naturalmente, tal medida teria de se conjugar com a da civilizada arrumação dos automóveis e autocarros de turismo em parques estrategicamente instalados na periferia mais próxima da sede do concelho. No caso do funicular, já se chegou à conclusão de que o ideal seria a instalação de duas linhas, uma a partir da Ribeira com destino à Pena e outra com base em Ramalhão em direcção a Santa Eufémia.

Lembro que, além de um na zona do Lourel, aqueles da Ribeira e do Ramalhão seriam os dois outros parques periféricos dissuasores da entrada de veículos na sede do concelho. Mais estudos? Só se se pretender concretizar mais alguma manobra dilatória… O mais recente, há uma dúzia de anos coordenado pelo Prof. Doutor Sidónio Pardal, que tive o privilégio de acompanhar, com outros sintrenses, num dia de trabalho de campo, apontava precisamente para este cenário.

Funicular, com música!!

Não deixa de ser curioso que o funicular, neste caso, o do acesso ao mais famoso dos vulcões italianos, tenha inspirado a composição de uma canção das mais populares a nível mundial! Tenho a certeza de que, apesar de a palavra não suscitar qualquer hipótese de confusão, na maior parte dos casos, os portugueses não identificarão o estribilho ‘funiculì, funiculà!’ coincidindo-o com o meio de transporte…

A versão que vos proponho tem a especial vantagem de servir de apoio musical a um diaporama que tem como tema a história dos meios de transporte que permitiram aos viajantes e turistas de todo o mundo - como sabem, são coisas diferentes... - visitar o Vesúvio com a maior comodidade.

Então, bom visionamento e melhor audição!


[Eis, a letra, para conveniente acesso:

Aieressera, oì Nanninè, me ne sagliette,
tu saie addò tu saie addò
Addò 'stu core 'ngrato cchiù dispietto
farme nun pò!
Addò lo fuoco coce, ma si fuie
te lassa sta!
E nun te corre appriesso, nun te struie,
'ncielo a guardà!...
Jammo, jammo 'ncoppa, jammo jà,
funiculì, funiculà!

Nè... jammo da la terra a la montagna! no
passo nc'è!
Se vede Francia, Proceta e la Spagna...
Io veco a tte!
Tirato co la fune, ditto 'nfatto,
'ncielo se va..
Se va comm' 'à lu viento a l'intrasatto, guè,
saglie sà!
Jammo, jammo 'ncoppa, jammo jà,
funiculì, funiculà!

Se n' 'è sagliuta, oì nè, se n' 'è sagliuta la
capa già!
È gghiuta, pò è turnata, pò è venuta...
sta sempe ccà!
La capa vota, vota, attuorno, attuorno,
attuorno a tte!
Sto core canta sempe
nu taluorno
Sposammo, oì nè!
Jammo, jammo 'ncoppa, jammo jà,
funiculì, funiculà!]


http://youtu.be/XXdK4vu82Zg

 
Storia fotografica dei mezzi di trasporti che hanno consentito a turisti di tutto il mondo di visitare comodamente il vulcano
youtube.com

 


FUNICULAR DE SALZBURG [III]
EXEMPLO I

[facebook, 16.11.2014]

- 2. [substituição da antiga pela nova estrutura, novas carruagens, novo modelo de operação e cerimónia de inauguração]


A locução em Alemão não vos impedirá, grosso modo, de se aperceberem acerca do que se passou.
 


FUNICULAR DE SALZBURG [I]
EXEMPLO I


[facebook, 16.11.2014]

Este é o que me é mais familiar. Como sabem, conhecendo Salzburg melhor do que a palma da mão, não há pormenor acerca deste meio de transporte da cidade que me escape. Já escrevi imenso sobre ele e, há anos, até reproduzi fotos no 'Jornal de Sintra'.
...
Não o utilizo frequentemente porque correria o risco de pôr em causa a minha fama de «andarilho militante» mas, quando acompanho amigos que não dispensam a experiência de alcançar o castelo, no cume do monte, apenas em 54 segundos, lá vou eu também.

Como podem verificar, há apenas um carril, com uma zona de bifurcação. Faço este reparo porque, há dias, em declarações à imprensa local, o Senhor Vereador Luís Patrício - que não deve ter informação actualizada, - deu a entender que todos os funiculares têm dois carris...

Este funicular, apenas a cerca de cem metros da catedral, não tem qualquer hipótese de rival para vencer tão pronunciado desnível. E, santo Deus, se dissessem a qualquer salisburguense que - em 1892, data em que foi instalado! - o teleférico teria sido alternativa, uma gargalhada gozona seria a natural resposta...

Eis um documento absolutamente fidedigno. Ao «inaugurar» esta série, mostrarei outros deste mesmo funicular bem como de mais famosos lugares com características idênticas às de Sintra

Boa viagem!

http://youtu.be/1m507EEHp34

 
 
 
Discover the Salzburg funicular (Austria), the fastest way to get to one of the largest medieval castles in Europe. Although the funicular's cars were renova...
youtube.com|De trainstrain1