[sempre de acordo com a antiga ortografia]

domingo, 5 de maio de 2013



Gulbenkian,
à espera de Crebassa...


Ainda não sei se na próxima quinta feira, dia 9, já estarei em condições de ir até à Gulbenkian assistir à interpretação da Romeu e Julieta, Sinfonia Dramática sobre a tragédia de Shakespeare, op. 17 de Hector Berlioz em que Lawrence Foster dirigirá o Coro e a Orquestra Gulbenkian, contando ainda com Marianne Crebassa, mezzo, Carlos Cardoso, tenor e Daniel Kotlinski, baixo-barítono, como solistas.

Bilhete tenho eu para este e para todos os eventos que ain
da faltam desta temporada. Veremos se o fracturado peróneo já estará suficientemente recuperado e me autoriza a deslocação ou se, como de há quase dois meses a esta parte, vai obrigar-me à sua venda... Tenho tido algumas perdas e muito gostava de voltar àquela que, como sabem é a minha segunda casa. De qualquer modo, terei que aguardar pela opinião do médico, precisamente amanhã, quando voltar à consulta.

Depois da récita de Lucio Silla, durante a última edição da Mozartwoche de Salzburg, no passado dia 24 de Janeiro deste ano, em que a Crebassa protagonizou um Cecilio inolvidável - revelando-a como uma inequívoca voz mozartiana, com a qual é preciso contar actualmente e no futuro - voltei a ouvi-la no Grande Auditório da Avenida de Berna, numa produção de Le Martyre de St. Sébastien de Débussy, em que, discretissima, de acordo com as exigências do papel, assumiu 'A Gémea'.

Nesta nova oportunidade, Crebassa poderá evidenciar os dotes que a plateia da Gulbenkian ainda desconhece. Vá ou não vá, o que é perfeitamente secundário porque só a mim poderá interessar, os meus amigos e conhecidos lá estarão. Pois bem, especialmente a pensar neles, venho propor o acesso à gravação do duetto no. 7, D'Elisio in sen m'attendi, Giunia/Cecilio (Marianne Crebassa/Olga Peretyatko) do fim do I Acto, obtida ao vivo, exactamente quando lá estive e vos enviei as minhas impressões.

Assim, poderão ficar com uma ideia mais exacta acerca daquele que não foi só o meu entusiasmo. E perceberão que - mesmo em Salzburg, estando tão farto de ouvir vozes banais, tão bem e ignorantemente acolhidas como se se tratasse de gente efectivamente merecedora de pisar tão nobres tablados – o advento de uma Crebassa deva ser saudado como neste momento o faço.

Como estarão lembrados, não lhe poupei encómios. Pois aí tendes a ocasião de verificar até que ponto terei razão. E se, a partir da amostra, não é mesmo de ficar na expectativa…

Boa audição!


http://youtu.be/zsz-XN2bgr4
 

sábado, 4 de maio de 2013


Primeira Mostra
Cursos Profissionais           
Concelho de Sintra
8, 9 e 10 de Maio

Escola Secundária de Santa Maria de Sintra


Os estudantes, pais e encarregados de educação, professores e todos os membros das comunidades educativas do concelho vão ter a melhor oportunidade de sempre de acesso à oferta de Cursos Profissionais. Basta consultar o programa de actividades para perceber como o empenho na sua concepção vai determinar o que se percebe não deixará de constituir um merecido sucesso.

Passo a transcrever parte de um artigo que, a propósito da Mostra, publicarei na próxima edição do 'Jornal de Sintra':

"(...) Esta 1ª Mostra de Cursos Profissionais do Concelho de Sintra, que resulta do especial, directo empenho e responsabilidade do Dr. Marco Almeida, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sintra e da Dra. Maria de Lourdes Mendonça, Presidente da Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas Monte da Lua, é daquelas iniciativas cujo programa, à partida, me parece preencher, com a maior pertinência, todas as questões da divulgação que urge dinamizar.

É este o momento, ou seja, em pleno terceiro período escolar, quando os alunos do 9º ano, potenciais clientes dos cursos, estão a terminar o Ensino Básico, devendo ser confrontados com opções que, inequivocamente, com as suas famílias, devem equacionar num momento crítico em que está em jogo o seu futuro profissional e, tão ou mais importante, a possibilidade de serem felizes, através de um trabalho para o qual se sintam motivados e vocacionados.

Finalmente, apenas me cumpre chamar a atenção das entidades envolvidas na organização para a necessidade da eficácia e operacionalidade das acções, atitudes e actividades afins da divulgação da Mostra. Vale a pena apostar tudo o que for necessário de tal modo que apareçam todos os que devem. Naturalmente, os meus mais sinceros votos de sucesso, bem como o caloroso abraço a quem, tão manifestamente, se envolveu nesta aventura tão desafiadora.
(...)"

sexta-feira, 3 de maio de 2013




Paulo Morais,
a excelência da denúncia


"(...) Referindo-se à nacionalização do BPN, Paulo Morais lembrou que o anterior governo socialista nacionalizou apenas os prejuízos, que estão a ser pagos pelo povo português, e permitiu que os acionistas da SLN - Sociedade Lusa de Negócios (agora com o nome Galilei), detentora do banco, ficasse com os ativos e com todas as empresas lucrativas.

Paulo Morais garantiu, no entanto, que "se houver vontade política e se a justiça actuar
como deve, o Estado ainda pode recuperar três ou quatro mil milhões de euros, através dos activos do grupo Galilei e das contas bancárias dos principais accionistas". (...)"

Pois, esta situação. que tanta perturbação vem causando a Paulo Morais, pela pouca vergonha que revela no acautelamento dos dinheiros dos contribuintes, infelizmente parece que nenhuma preocupação causa aos Maçons do Grande Oriente Lusitano, Maçonaria Portuguesa.

Se não percebem a relação, há que lembrar ser Fernando Lima Presidente do Conselho de Administração da Galilei que «acumula» com o subida honra de assumir o cargo Grão Mestre do GOL. Causa perplexidade. Causa escândalo em várias instâncias. Nos últimos dias, até Arménio Carlos, no seu discurso do 1º de Maio e, nas últimas semanas, tão sistematicamente, por jornalistas da 'Visão'.

Mais. O facto de o cargo de Grão Mestre do GOL ter sido ocupado por exemplo, por Gomes Freire de Andrade, que morreu pela causa da Liberdade, ou por tantos digníssimos homens livres e de bons costumes, como Norton de Matos, Dias Amado, Raúl Rego Ramon de la Feria ou António Arnault - para só referir alguns dos mais recentes de uma galeria tão honrosa - parece não constituir legado suficientemente nobre e desafiante para que, pelo menos, os Maçons tenham de dar uma explicação á comunidade nacional que está perplexa.

Será assim tão difícil entenderem os Maçons do GOL que devem um esclarecimento urgente? Que a desgastadíssima imagem da Maçonaria não pode continuar, ainda mais comprometida, de maneira tão evidente, pela criticável actuação do seu Grão Mestre no designado 'mundo profano' onde a conduta de qualquer Maçon deve ser absolutamente irrepreensível?

É por tudo isto que volto à carga. O GOL não é um bando de oportunistas. Embora saiba que não se pode generalizar e que há gente óptima no GOL, aliás, a esmagadora maioria dos seus elementos, a verdade é que a falta de definição me conduziu à solicitação do quite, situação em que se encontra um cada vez mais significativo número de iniciados. Mas, quem decidiu permanecer, n~ão pode deixar de actuar.

Leiam o artigo na totalidade. Desconheço se Paulo Morais é ou não Maçon. Se não é, está a demonstrar que a sua é a atitude que qualquer Maçon deve protagonizar, em nome da Verdade, da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Conjugar estas palavras, apenas como elementos de um ritual, sem que se concretizem na vida de quem as afirma, é coisa hipócrita, farisaica e vazia.

O GOL é uma guarda avançada da expressão dos mais nobres princípios do Estado Democrático de Direito. O GOL tem uma reputação a defender permanentemente. Por isso a comunidade está atenta aos desvios...
 


[Transcrição do artigo hoje publicado no Jornal de Sintra]


Águas de Sintra
e o miraculoso anel alemão
 
Em Julho do ano passado, mais precisamente na edição do dia 20, o Jornal de Sintra acolheu um texto subordinado ao título Piscinas municipais, águas tranquilas, através do qual tive oportunidade de me referir a um dispositivo de melhoramento da qualidade das águas de abastecimento público que, no citado texto, se circunscrevia, tal como o próprio título logo especificava, às piscinas municipais.

Sem formação específica que, mesmo em termos muito genéricos, me tivesse permitido explicar o seu ‘modus operandi’, tive que me reduzir à insignificância de quem, desconhecendo o seu funcionamento, estava ansioso por poder contribuir para a divulgação daquilo que apelidei o milagre dos anéis. Julgo que o mais conveniente será transcrever a parte mais afim do artigo em apreço:


“(…) Por se tratar de equipamentos cuja maior ou menor sofisticação de operação me escapa, não saberei explicar-vos como é que um determinado sistema de anéis, que envolvem as tubagens onde circula a água, acabará por tratar o precioso líquido de maneira a garantir o que, antes da sua aplicação, não era possível . No entanto, mesmo para um leigo como eu, consegui apurar que se trata de anéis de alumínio e silício puro, modulados a laser, com instruções que, continuamente, transmitem para a água, sob a forma de bio-sinais (oscilações ultra finas que atravessam qualquer matéria), provocando uma série de reacções de indiscutível benefício.

Bem, falar em benefício será ficar muito aquém do alcance da intervenção dos tais anéis. Mesmo para um declarado ignorante – o adjectivo é mais forte mas mais apropriado do que o referido «leigo»… – como é o meu caso, não deixa de ser fascinante ficar a saber que contribuem para a diminuição da dureza da água, ao mesmo tempo que diminuem a tensão superficial, impedindo a oxidação e corrosão nas tubagens, desincrustando-as e conservando-as.
(…)”

Pois, então, estou em crer que gostarão de saber não terem caído em saco roto as palavras partilhadas naquela página do JS. Vão permitir que, tão somente, por uma questão de falta de espaço, atalhe o caminho que me trouxe ao conhecimento o facto de haver em Portugal uma firma que representa o dispositivo de origem germânica. Um economista que trabalha para a tal empresa leu o meu artigo, solicitou o meu contacto através do jornal e informou-me de que iria aproveitar o ensejo para abordar o assunto com os Serviços da Câmara Municipal de Sintra.

Naturalmente, achei muita piada à situação, desejei-lhe as maiores felicidades e nunca mais pensei no assunto. Há cerca de quinze dias, no entanto, percebi que houvera uma interessante evolução. O tal senhor voltou a contactar-me, prevendo que eu gostaria de saber que os tais «anéis milagrosos» tinham sido experimentados, em degradadas canalizações de um dos edifícios do património municipal, na Rua do Roseiral, com evidente e manifesto sucesso, circunstância que já levou o município a contratar a instalação de tais dispositivos nos Mercados de Agualva, Cacém e de Queluz.

O anel mágico

Estava longe de tudo quanto, afinal, acabara por desencadear com a publicação do artigo. E, muito menos, de imaginar que, tendo-me eu circunscrito ao caso das piscinas municipais, tivesse o assunto revelado maior pertinência - ou, talvez, por questão de oportunidade – no contexto dos mercados onde, indubitavelmente, a questão da qualidade das águas é absolutamente determinante. E, de acordo com a explicação que obtive, com a enorme vantagem de a desincrustação operada evitar a substituição das canalizações, o que implicaria num investimento insuportável…

Na sua singeleza, esta história não deixa de conter alguma matéria susceptível de reflexão. Em primeiro lugar, a atitude de insaciável curiosidade que, constantemente, nos deveria animar, sempre com o objectivo de podermos partilhar qualquer conhecimento que formos adquirindo para o benefício de terceiros. Fui educado no respeito pelo princípio segundo o qual o saber não ocupa lugar, que sendo máxima bem conhecida, deveria ser cada vez mais valorizada, em especial, na educação das crianças e dos jovens, em casa e na escola.

Recapitulando o caso dos anéis miraculosos. A atitude da partilha de um conhecimento, que acabara de adquirir durante uma deslocação à Alemanha e à Áustria, levou-me à escrita de um artigo que, através do Jornal de Sintra acabou por chegar aos destinatários mais convenientes, de tal modo que, a jusante, a qualidade de vida de muitos munícipes melhorará inequivocamente. Estamos todos de parabéns.

PS

Em ano de comemoração dos duzentos anos do nascimento de Richard Wagner, o autor da famosa Tetralogia – O Anel do Nibelungo – de ressonâncias tão evidentemente germânicas, que Sintra não deixará de contemplar através da programação da 48ª edição do seu Festival, eis que outro miraculoso anel alemão está a intervir para nosso benefício… Como poderia eu terminar este texto sem uma nota bem humorada, que não articulasse com o mundo da Música?

[João Cachado escreve de acordo com a antiga ortografia]
 
 
 
 




Maya Plisetskaya


Já vos tenho escrito acerca do meu curriculo oculto. Pois o documento que hoje vos trago é enquadrável no rol absolutamente espantoso de memórias da partilha da Arte que de mim fizeram quem sou.

Foi em Lisboa, no Coliseu
dos Recreios, em 1983, quando já tinha ela 58 anos de idade. Como prima ballerina do Bolshoi, veio dançar Spartacus e Morte do Cisne.

Inesquecível! Certamente, como proposta de Arte, uma das emoções mais perduráveis da minha vida.

Julgo que a gravação a que poderão aceder através deste video vos permitirá ficar com uma aproximada ideia da sua expressividade superlativa. 


 

 

 
it was evening with Maya...
 
 

 
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013



Pantógrafo?
É o que está a dar...

Não me digam que isto não vos lembra alguma coisa... Bem o sucesso é, pelo menos, muito semelhante. São «milhões» de pessoas acorrendo.Também já fez outra «instalação» com 10.000 pares de chinelas havaianas, no Brasil, uma outra de um coelho com telhas tradicionais suecas e, enfim, outras, não sei quantas mais, sempre muito grandes, sempre muito inspiradas nas culturas locais, em materiais muito genuínos...
 
Estão a ver, não estão?

http://youtu.be/ituX4zu6N_o
 
 




Euro, Europa e alguma música


Como já sabem, a nova nota de cinco euros celebra Europa. Na mitologia grega, era filha do rei da Fenícia, Agenor, e irmã de Cadmo. Foi raptada por Zeus, que se disfarçou de touro para que a sua mulher, Hera, não se apercebesse, tendo sido levada para Creta. Cadmo decide prourá-la e, durante a viagem, funda a cidade de Tebas. Foi em Creta que Europa teve os três filhos, Minos, Radamanto e Sarpedão.

Heródoto, o célebre geógrafo grego, foi quem, pela primeira vez, utilizou o nome da mítica personagem como topónimo do território continental que habitamos.

Claro que não poderia deixar de aproveitar a ocasião sem que vos propusesse, entre tantos dos que poderia seleccionar, um par de temas musicais. Em primeiro lugar, de Antonio Salieri, um dos grandes mestres italianos do drama lírico do século dezoito, "Europa Riconosciuta", com base num libretto de Mattia Verazi, ópera da qual resolvi apresentar-vos um excerto com interpretações de referência.

Mas, não faltando desafios à celebração musical da Europa, também vem a propósito lembrar que, em 1972, o Conselho da Europa decidiu adoptar a “Ode à Alegria”, último andamento da 9ª Sinfonia de Beethoven, num arranjo de Herbert von Karajan, como Hino da Europa.

Datado de 1785, o poema de Schiller promove uma perspectiva idealista da Humanidade em que a Fraternidade é a grande protagonista da unidade que, naturalmente, Beethoven também partilhava, poema que foi considerado Património da Humanidade pela UNESCO.

Neste caso, sem palavras, na linguagem universal da música, o hino exprime os ideais de liberdade, paz e solidariedade, pilares da Europa. Em 1985, os chefes de Estado e de Governo da UE decidiram que passasse à condição de hino oficial da União Europeia.

O que não terão previsto é que a moeda única, acerca da qual já andavam a pensar, acabaria por suscitar tanto problema. Mas isso é outra música...


http://youtu.be/dPzGjy6hrwc - [Europa Riconosciuta]
http://youtu.be/_ecrJaA_mXg - [hino]
 
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013



Primeiro de Maio,
caminho no tempo largo


No dia de hoje, em que a comunidade nacional vive uma tão difícil situação, sinto-me a viver um Primeiro de Maio global, cheio de esperança no resultado de várias dinâmicas promissoras, em que a dimensão religiosa está muito presente.

O homem religioso que sou não pode deixar de ser optimista e de pensar, por exemplo, com Teihard de Chardin, que o caminh
o da Humanidade visa e caminha para a Perfeição, apesar de tanto dislate, de tanto disparate. E que, no seu percurso dialéctico, o Homem avança, pára e, por vezes, recua dramaticamente para, logo de seguida, recuperar.

Impõe-se assumir uma atitude consentânea e, portanto, compatível com a noção do Tempo que mais convém ao Homem. Mergulhado na realidade comezinha de um quotidiano muito problemático, quem se deixar apanhar por uma perspectiva «limitada» do Tempo, está 'número um' para incorrer, senão no desespero, pelo menos, num negativismo que, inevitavelmente, o empurrará para os caminhos do mais árido pessimismo.

Quanto mais a noção do Tempo for balizada pelo limite médio da vida individual, tanto pior. Pois se há tantos objectivos, afins da felicidade dos homens, relativos ao melhoramento da qualidade de vida, que ultrapassam essa marca, como manter a confiança no seu alcance se tão curta for perspectiva?

Por exemplo, pode limitar a esperança saber de antemão que o designado Projecto Europeu, algo com séculos de história, que ganhou uma vitalidade especial no fim da Segunda Grande Guerra, não vai alcançar os seus objectivos fundamentais durante o tempo vital da minha geração?

E um mundo cada vez mais preocupado com a ecologia, mais informado, a pensar cada vez mais no Ser do que no ter? O que dizer destes que são projectos nunca terminados? E o que tem a comemoração do Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, a ver com estas reflexões? Bem, eu acho que tem tudo!
 
 


Tanto talento desperdiçado!...

Reparem neste naco de prosa:

"Gaspar isolado no governo". Como? O Gaspar, o Shauble e os reis magos é que isolaram o governo, o PM e o PR. O Gaspar é o novo duque de Palmela. Não se podia passar sem ele no governo pq era o único q a Inglaterra respeitava. Passos sem ele está desgraçado, tal como estava a D. Maria II sem o Palmela. Cavaco, esse corresponde a D.Pedro IV, já falecido à época. Mas atenção: já se ouvem os cascos da trupe do conde de Tomar." (Sérgio Sousa Pinto) 

Então, isto não é mesmo talento desperdiçado? Comparações, metáforas, alegorias... Com recurso a tantas figuras de estilo, chego a não perceber como é que alguns membros da nossa tão desqualificada classe política, não enquadram a sua actividade no mundo literário.

Se o experimentassem, provavelmente, poderiam fazer o sucesso que, manifestamente, não alcançam com este tipo de mensagens - mais ou menos indirectas, mais ou menos cifradas e muito, muito inquietas... - mensagens frustres, apenas para consumir o tempo dos papalvos que, com muito pouco, se encantam.

Valha-nos Deus! e que Ele me perdoe por invocar o Seu santo nome em vão...








Chostakovich,
Primeiro de Maio


Primeiro de Maio é o subtítulo da Sinfonia No. 3 em Mi bemol Maior, op. 20 de Dmitri Chostakovich, cuja estreia, pela Orquestra Filarmónica de Leninegrado e Coro académico Capella, sob a direcção de Aleks
andr Gauk, remonta a 21 de Janeiro de 1930.

A obra está estruturada em seis curtas partes – I. Allegretto, II. Più mosso – Allegro, III. Andante, IV. Allegro - Allegro molto, V. Andante – Largo, VI. Coro: 'V pérvoye, Pérvoye máya' - sem interrupções, um exemplo de sinfonia coral experimental. O final é servido por um texto de Semyon Isaakovich Kirsanov em honra do Primeiro de Maio e da Revolução.

Foi o próprio compositor, em carta a Boleslav Yavorsky, quem escreveu ser a peça a expressão de uma reconstrução pacífica. Só o final não é escuro e em tom irónico, mesmo sardónico, como tudo o que o precede. Nesta peça de pendor heróico, Chostakovich chegou a pensar no projecto, que acabaria por não concretizar, de integrar um segmento em que reproduziria o som de metralhadoras em combate.

Várias são as gravações de referência desta obra cuja interpretação suscita algumas dificuldades. Datada de 1993, aconselharia um registo da Teldec, em que Mstislav Rostropovich dirige a London Symphony Orchestra e o Coro London Voices.

Também como maneira de comemorar o Primeiro de Maio, gostaria de vos deixar, precisamente, com uma competente leitura do célebre Rostropovich, alguém que bem conhecia o universo de referências de Chostakovich, seu amigo pesoal.


http://youtu.be/3Yx_LryAMNo