[sempre de acordo com a antiga ortografia]
sábado, 6 de dezembro de 2014
Melómano,
eu me confesso
[ou, nas entrelinhas, como a Música é o directo momento em que acontece, é partilhada e vivida!...]
[facebook, 21.11.2014]
“(…) Mas o que está eventualmente num disco - e com maior evidência uma obra que ainda não esteja gravada num disco - nunca fechará as portas sempre abertas do devir que é o essencial da própria possibilidade da música. Muda o dia, muda a orquestra, muda o quarteto de cordas, mudo eu, muda a temperatura, muda a acústica da sala e de repente estamos perante o facto indesmentível: aquilo que pensávamos ser "a peça", foi apenas "aquela interpretação" da peça. (…)”
[O que é um melómano hoje? Quantos tipos de melómanos existem? Uma reflexão, depois de um ensaio, sobre o mutável e o imutável. António Pinho Vargas, fb, 17.11.2011].
Em relação ao excelente texto do António Pinho Vargas, cuja obra, sempre que posso, vou acompanhando com o maior interesse, apenas posso dar o meu testemunho de melómano. De facto, a discoteca cá de casa não é especialmente rica. Se a comparar com o incomensurável tesouro da minha experiência de frequentador das salas de concerto - ao longo de dezenas de anos, desde miúdo, já que fui iniciado por pai e avô que eram músicos e grandes melómanos – então, a distância é enorme.
Tenho o incrível privilégio de poder marcar a agenda dos meus dias a partir dos compromissos musicais. Em primeiro lugar, de facto, está a Música. Há quem brinque comigo, por exemplo, em relação à frequência da Gulbenkian, onde me encontram em todos os eventos musicais, várias vezes por semana, já que tenho assinatura para todos os ciclos, e brincam, propondo que 'alugue um quartinho ali para a Av. de Berna', muito mais à mão do que ter de me deslocar de Sintra onde moro…
De facto, o meu incrível tesouro não evidencia quaisquer formas exteriores da imensa riqueza que tenho acumulado ao longo de tantos anos. Não é coisa material. Mesmo o disco que, para mim, não passa de interessante produto de uma «estratégia de recurso» que congela um momento de música. E, se o momento não foi captado num evento em directo, então, quantas e quantas vezes, não é fruto de engenhosas manigâncias que comprometem a autenticidade da peça?…
Cá por casa, há ainda centenas de discos em vinil, de 33, 45 e mesmo de 78 rpm, muitos dos quais 'herdados'. Naturalmente, também há imensos CD, a maior parte dos quais terei ouvido apenas uma ou duas vezes. Provavelmente, hão-de seguir para casa das minhas filhas e netos, como um património absolutamente secundário.
A riqueza essencial, substancial, neste domínio da minha vida de melómano, essa transformou-se, isso sim, na pessoa que sou, com os defeitos e virtudes que me definem e condicionam.
Ah, é verdade, do meu património palpável, também constam uma boa quantidade de cadernos de 1/8, de capa dura, cheios de milhares de páginas manuscritas, sob a forma de diário, que me têm ajudado a racionalizar a experiência musical vivida.
Naquelas páginas de diário íntimo, coisa que jamais foi escrita a pensar em qualquer forma de publicação, os meus prováveis leitores talvez encontrem algum material que os ajude a entender, além do autor, muito mais, o tempo e o espaço do autor.
A riqueza essencial, substancial, neste domínio da minha vida de melómano, essa transformou-se, isso sim, na pessoa que sou, com os defeitos e virtudes que me definem e condicionam.
No meu caso pessoal, não será preciso fazer um grande esforço para perceber como o melómano se confunde com o diletante, com o viajante, e, em certos casos, com o de peregrino, como acontece com Salzburg (tão especialmente, no Inverno, por altura da Mozartwoche) ou Bayreuth, sempre em busca do instantâneo momento em que a Arte acontece. Claro que também pode não acontecer… Esse, pois claro, o sortilégio do directo.
Finalmente, por favor, não entendam que por aqui passa qualquer ponta ponta de «fundamentalismo». É que, como todos bem sabemos, há gravações de estúdio que são genuínas obras-primas e que, para todos os efeitos, depois que a tecnologia assim o tem permitido, já fazem parte da própria História da Música.
Um prodígio
[facebook, 20.11.2014]
O jovem violoncelista Sebastian Bäverstam - agora com 25 anos, que se estreou, como menino-prodígio, apenas com 14, no Carnegie Hall de Nova Iorque - apresentou-se, anteontem, num estupendo concerto na Wiener Saal do Mozarteum.
A iniciativa deveu-se ao patrocínio da Associação de Amigos da Fundação do Mozarteum da cidade de Boston. Na foto o Director Artístico Mathias Schulz e Vivian Day da referida associação. Chegaram-me os ecos mais auspiciosos deste evento.
...
[facebook, 20.11.2014]
O jovem violoncelista Sebastian Bäverstam - agora com 25 anos, que se estreou, como menino-prodígio, apenas com 14, no Carnegie Hall de Nova Iorque - apresentou-se, anteontem, num estupendo concerto na Wiener Saal do Mozarteum.
A iniciativa deveu-se ao patrocínio da Associação de Amigos da Fundação do Mozarteum da cidade de Boston. Na foto o Director Artístico Mathias Schulz e Vivian Day da referida associação. Chegaram-me os ecos mais auspiciosos deste evento.
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Para que possam aquilatar do seu nível, eis a gravação de um recital ao vivo de Bäverstam, interpretando um notável conjunto de peças de música russa de Prokofiev, Shostakovich e Rachmaninov. Músico extraordinário, não tenham a mais pequena dúvida de que, proximamente, vai estar entre nós!
Boa audição!
http://youtu.be/EHGoA3ZxUPQ
Boa audição!
http://youtu.be/EHGoA3ZxUPQ
Am Dienstag fand das wunderbare Konzert mit dem Cellisten Sebastian Bäverstam im Wiener Saal statt. Dieses konnte mit der Unterstützung von Freunden der Stiftun...g Mozarteum aus Boston ermöglicht werden. Auf dem Foto Kfm. Geschäftsführer und Künstlerischer Leiter Matthias Schulz und Vivian Day.
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Mais logo na Gulbenkian
[facebook, 20.11.2014]
Oportunidade imperdível de assistir a mais um recital de Evgeny Kissin. Felizmente, tem-me sido possível acompanhar a sua carreira desde a altura em que começou a vir a Lisboa onde, a não ser por motivo de força maior, não devo ter perdido qualquer dos eventos em que participou. E, naturalmente, também em Salzburg.
Foi o meu pai, melómano sempre actualizadíssimo acerca dos valores de jovens que despontavam como pianistas, violinistas, cantores, quem me alertou para o «caso Kissin». Verificando que, em Lisboa, era um perfeito desconhecido, aproveitou uma deslocação minha em serviço a Mount Vernon, relativamente perto de Nova Iorque, em Novembro de 1989, para me pedir lhe trouxesse a sua primeira gravação, um disco RCA, datado do ano anterior, com o Concerto para Piano e Orquestra No. 2 de Rachmaninov, com a London Symphony Orchestra sob a direcção de Valery Gergiev.(*)
Desde então, não tem parado de me surpreender. Quando comecei a ouvi-lo, ainda antes dos seus 20 anos, impressionava o prodígio do virtuosismo mas, à medida que o tempo passa, podendo ouvir novamente peças cuja interpretação lhe escutámos há duas dezenas de anos, percebe-se como a maturidade tem emprestado profundidade nas abordagens, como refinaram os seus extraordinários recursos.
Sobre ele tenho tido o prazer enorme de escrever páginas de regozijo. Como, desta vez, vem cumprir um programa do qual constam obras sobre as quais me pronunciei em diferentes oportunidades, em especial no ‘Jornal de Sintra’, verei se será interessante cotejá-las, em face da impressão que logo colherei.
(*) Aqui têm. Não liguem à lustração já que capa do disco corresponde a outra gravação.
Boa audição!
http://youtu.be/7MGGyBIgPE8
[facebook, 20.11.2014]
Oportunidade imperdível de assistir a mais um recital de Evgeny Kissin. Felizmente, tem-me sido possível acompanhar a sua carreira desde a altura em que começou a vir a Lisboa onde, a não ser por motivo de força maior, não devo ter perdido qualquer dos eventos em que participou. E, naturalmente, também em Salzburg.
Foi o meu pai, melómano sempre actualizadíssimo acerca dos valores de jovens que despontavam como pianistas, violinistas, cantores, quem me alertou para o «caso Kissin». Verificando que, em Lisboa, era um perfeito desconhecido, aproveitou uma deslocação minha em serviço a Mount Vernon, relativamente perto de Nova Iorque, em Novembro de 1989, para me pedir lhe trouxesse a sua primeira gravação, um disco RCA, datado do ano anterior, com o Concerto para Piano e Orquestra No. 2 de Rachmaninov, com a London Symphony Orchestra sob a direcção de Valery Gergiev.(*)
Desde então, não tem parado de me surpreender. Quando comecei a ouvi-lo, ainda antes dos seus 20 anos, impressionava o prodígio do virtuosismo mas, à medida que o tempo passa, podendo ouvir novamente peças cuja interpretação lhe escutámos há duas dezenas de anos, percebe-se como a maturidade tem emprestado profundidade nas abordagens, como refinaram os seus extraordinários recursos.
Sobre ele tenho tido o prazer enorme de escrever páginas de regozijo. Como, desta vez, vem cumprir um programa do qual constam obras sobre as quais me pronunciei em diferentes oportunidades, em especial no ‘Jornal de Sintra’, verei se será interessante cotejá-las, em face da impressão que logo colherei.
(*) Aqui têm. Não liguem à lustração já que capa do disco corresponde a outra gravação.
Boa audição!
http://youtu.be/7MGGyBIgPE8
Literacia e ignorância
[facebook, 20.11.2014]
Até mesmo neste mural, tenho dedicado particular atenção à estatística da literacia em Portugal. "Literacia em Portugal - Resultados de uma pesquisa extensiva e monográfica", datado de 1996, foi o último estudo científico publicado entre nós, sob a coordenação de Ana Benavente (Fundação Gulbenkian e Conselho Nacional da Educação), revelando índices particularmente baixos quando comparados com os da média dos países da União Europeia.
À distância de de...zoito anos, infelizmente, os dados que vão estando disponíveis apontam para um quadro actual muito coincidente com o precedente. Porque se trata de matéria que, por dever de ofício, sou obrigado a debruçar-me com uma certa frequência, precisamente hoje, no meio de documentação vária acerca do assunto, deparei novamente com um pensamento de François Fénelon, constante de uma epígrafe da maior pertinência, que não resisti partilhar convosco, sem vos maçar com a frieza de números que tenho de ir compilando:
[facebook, 20.11.2014]
Até mesmo neste mural, tenho dedicado particular atenção à estatística da literacia em Portugal. "Literacia em Portugal - Resultados de uma pesquisa extensiva e monográfica", datado de 1996, foi o último estudo científico publicado entre nós, sob a coordenação de Ana Benavente (Fundação Gulbenkian e Conselho Nacional da Educação), revelando índices particularmente baixos quando comparados com os da média dos países da União Europeia.
À distância de de...zoito anos, infelizmente, os dados que vão estando disponíveis apontam para um quadro actual muito coincidente com o precedente. Porque se trata de matéria que, por dever de ofício, sou obrigado a debruçar-me com uma certa frequência, precisamente hoje, no meio de documentação vária acerca do assunto, deparei novamente com um pensamento de François Fénelon, constante de uma epígrafe da maior pertinência, que não resisti partilhar convosco, sem vos maçar com a frieza de números que tenho de ir compilando:
"Aquele pensa que sabe muito, mas não sabe de nada, e a sua ignorância é tanta que nem sequer está em condições de saber aquilo que lhe falta."
Funicular da Nazaré
[facebook, 20.11.2014]
Tendo começado a referir funiculares portugueses, trouxe ontem aqui o caso do Bom Jesus do Monte/Braga. Hoje, mais a Sul, o da Nazaré, acerca do qual passo a reproduzir informação disponível na internet.
O Elevador da Nazaré é um funicular explorado pela Câmara Municipal da Nazaré, ligando o centro da vila, a Praia da Nazaré, ao Sítio da Nazaré. É um dos transportes deste tipo com maior tráfego em Portugal, atingindo um milhão de passageiros por ano. Efetua cada viagem em 15 minutos, ao preço de 0,50 €.2
[facebook, 20.11.2014]
Tendo começado a referir funiculares portugueses, trouxe ontem aqui o caso do Bom Jesus do Monte/Braga. Hoje, mais a Sul, o da Nazaré, acerca do qual passo a reproduzir informação disponível na internet.
O Elevador da Nazaré é um funicular explorado pela Câmara Municipal da Nazaré, ligando o centro da vila, a Praia da Nazaré, ao Sítio da Nazaré. É um dos transportes deste tipo com maior tráfego em Portugal, atingindo um milhão de passageiros por ano. Efetua cada viagem em 15 minutos, ao preço de 0,50 €.2
História
O elevador foi inaugurado a 28 de Julho de 18893 , com projecto de Raul Mesnier. Originalmente funcionava a vapor, apenas na época balnear (estando aberto todo o ano já nos anos trinta), com viagens das 06:00 às 21:00 custando entre 0$020 e 0$120.2 As cabinas tiveram libré vermelha até à renovação de 2002; inicialmente transportavam 60 passageiros.
O funicular da Nazaré foi adquirido em 1924 pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré3 , gestora do santuário, e em 1932 passou para as mãos da Câmara Municipal, por 398 031$850.
A 15 de Fevereiro de 1963 sofreu o único acidente da sua história, devido à ruptura do cabo, de que resultaram dois mortos. Esteve parado cinco anos e reabriu em 1968, funcionando a electricidade e tendo sido dotado de melhores sistemas de segurança com um triplo sistema de travagem.
Entre setembro de 2001 e junho de 20023 esteve fechado para uma remodelação profunda com substituição das cabinas (nova libré azul) e renovação dos terminais.
Características
- Distância: 318 metros (50 em túnel)
- Inclinação: 42%
Via própria, cercada, de declive constante; cabo a descoberto sobre roldanas.
Portanto, neste momento em que se perspectiva o estudo dos acessos ao Palácio da Pena, mais um caso para Sintra ter em consideração.
Disponível no YouTube, o vídeo cujo visionamento vos proponho é de amador mas ilustra perfeitamente o tipo de serviço localmente disponível.
http://youtu.be/zemje90yJco
O elevador foi inaugurado a 28 de Julho de 18893 , com projecto de Raul Mesnier. Originalmente funcionava a vapor, apenas na época balnear (estando aberto todo o ano já nos anos trinta), com viagens das 06:00 às 21:00 custando entre 0$020 e 0$120.2 As cabinas tiveram libré vermelha até à renovação de 2002; inicialmente transportavam 60 passageiros.
O funicular da Nazaré foi adquirido em 1924 pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré3 , gestora do santuário, e em 1932 passou para as mãos da Câmara Municipal, por 398 031$850.
A 15 de Fevereiro de 1963 sofreu o único acidente da sua história, devido à ruptura do cabo, de que resultaram dois mortos. Esteve parado cinco anos e reabriu em 1968, funcionando a electricidade e tendo sido dotado de melhores sistemas de segurança com um triplo sistema de travagem.
Entre setembro de 2001 e junho de 20023 esteve fechado para uma remodelação profunda com substituição das cabinas (nova libré azul) e renovação dos terminais.
Características
- Distância: 318 metros (50 em túnel)
- Inclinação: 42%
Via própria, cercada, de declive constante; cabo a descoberto sobre roldanas.
Portanto, neste momento em que se perspectiva o estudo dos acessos ao Palácio da Pena, mais um caso para Sintra ter em consideração.
Disponível no YouTube, o vídeo cujo visionamento vos proponho é de amador mas ilustra perfeitamente o tipo de serviço localmente disponível.
http://youtu.be/zemje90yJco
Em 15 de Julho de 2011
youtube.com
Carlos do Carmo,
memória longínqua
[facebook, 18.11.2014]
O fado. Não há muito tempo, aqui fiz referências e chamadas de atenção a Amália e Maria Teresa de Noronha. O fado, através de presenças que foram e permanecem perfeitos expoentes que dispensam quaisquer encómios. Hoje, pelos óbvios motivos da homenagem mundial que lhe é prestada, é Carlos do Carmo quem aqui trago para convosco partilhar uma longínqua memória.
memória longínqua
[facebook, 18.11.2014]
O fado. Não há muito tempo, aqui fiz referências e chamadas de atenção a Amália e Maria Teresa de Noronha. O fado, através de presenças que foram e permanecem perfeitos expoentes que dispensam quaisquer encómios. Hoje, pelos óbvios motivos da homenagem mundial que lhe é prestada, é Carlos do Carmo quem aqui trago para convosco partilhar uma longínqua memória.
Num fim de tarde do Outono de 1966, com a Ana Maria e Maria Infante da Câmara, nossa querida amiga que partiu demasiado cedo, nos nossos verdes dezoito anos e no segundo da Faculdade, fomos ouvir cantar o fado em Direito, numa sala em que mesmo na falta de ambiente propício, o fado aconteceu.
A maior parte dos detalhes esfumou-se no tempo. Mas lembro-me perfeitamente de ele afirmar o seu privilégio de cantar para aquela que era a nossa plateia, no coração da Academia de Lisboa, onde o fado de Lisboa não tinha tradição de entrada habitual. Lembro-me deste "Há Festa na Mouraria", que lá nos encantou, continuando a espreitar, a soar por um buraco do tempo.
Conhecemo-nos há cinquenta anos. Outro expoente. Carlos do Carmo, a voz colada a memórias. A voz comprometida. A voz prenhe de recados que o Carlos não perde oportunidade de partilhar e de lançar ao tempo que passa, para que, um dia, A Festa seja possível.
Boa audição!
http://youtu.be/rnwRmKcw9W0
A maior parte dos detalhes esfumou-se no tempo. Mas lembro-me perfeitamente de ele afirmar o seu privilégio de cantar para aquela que era a nossa plateia, no coração da Academia de Lisboa, onde o fado de Lisboa não tinha tradição de entrada habitual. Lembro-me deste "Há Festa na Mouraria", que lá nos encantou, continuando a espreitar, a soar por um buraco do tempo.
Conhecemo-nos há cinquenta anos. Outro expoente. Carlos do Carmo, a voz colada a memórias. A voz comprometida. A voz prenhe de recados que o Carlos não perde oportunidade de partilhar e de lançar ao tempo que passa, para que, um dia, A Festa seja possível.
Boa audição!
http://youtu.be/rnwRmKcw9W0
Há Festa Na Mouraria Carlos Do Carmo ℗ 1967 Universal Music Portugal, S.A. Author: J. Marques Composer: A. Amargo Music Publisher: Sociedade Portuguesa de Au...
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Efeméride mozartiana
18 Novembro de 1786
[facebook, 18.11.2014]
Viena: Composição do Trio com Piano em Si bemol KV. 502
18 Novembro de 1786
[facebook, 18.11.2014]
Viena: Composição do Trio com Piano em Si bemol KV. 502
Comemoremos com uma estupenda interpretação por:
Violino:..... Anne Sophie Mutter.
Piano:....... André Previn.
Violoncelo: Daniel Muller-Schott
Boa audição!
http://youtu.be/0Tp7KTf2koY
Violino:..... Anne Sophie Mutter.
Piano:....... André Previn.
Violoncelo: Daniel Muller-Schott
Boa audição!
http://youtu.be/0Tp7KTf2koY
Violin: Anne Sophie Mutter. Piano: André Previn. Cello: Daniel Müller-Schott. Location: Teatro Bibiena, Mantua.
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Funicular português,
história curiosa,
peça com História
história curiosa,
peça com História
[facebook, 18.11.2014]
De facto, até queremos a instalação de uma ou mesmo duas linhas de funicular em Sintra. Certamente, não será este o modelo mais actualizado... Mas, reparem, em 1882, as gentes de Braga estiveram na primeira linha da utilização de um meio de transporte que, mais de um século passado, com outras roupagens e tecnologia, continua a ser a melhor alternativa para alcançar os objectivos que nos mobilizam.
Em Braga
o funicular mais antigo da Península Ibérica
Funicular hidráulico
autêntica peça do património local
[informação 'oficial']
O Elevador do Bom Jesus em Braga liga uma das partes altas da cidade ao Santuário do Bom Jesus, sendo uma excelente alternativa às escadarias que dão acesso ao santuário.
O Elevador percorre uma distância de 274 metros em bitola de 1435 mm, num sistema de contrapeso de água, ou seja, as duas cabines em funcionamento têm um depósito que se enche de água quando uma delas está na parte superior tendo por base o número de passageiros que vai transportar. A cabine que vai em sentido descendente do percurso vai esvaziando o depósito. O contrapeso do depósito das cabines, um cheio e outro vazio, provoca a deslocação de ambas em sentidos opostos.
Tem um desnível de 116 metros, e 42% de inclinação. Cada cabine com um peso de 5000 kg, e um depósito com capacidade para 5850 litros, pode transportar 38 passageiros, trinta dos quais sentados.
Da responsabilidade do arquitecto suíço Niklaus Riggenbach o Elevador do Bom Jesus foi inaugurado a 25 de Março de 1882, depois de dois anos de construção sendo então, o primeiro funicular da Península Ibérica.
O sucesso de tal obra, influenciou a constituição da Companhia dos Ascensores em Lisboa, que viria a construir o Ascensor da Lavra, Glória, Bica e Elevador de Santa Justa.
O Elevador do Bom Jesus é o mais antigo elevador no mundo em actividade, com funcionamento a contrapeso de água.
http://youtu.be/Dmt2fz32SF8
De facto, até queremos a instalação de uma ou mesmo duas linhas de funicular em Sintra. Certamente, não será este o modelo mais actualizado... Mas, reparem, em 1882, as gentes de Braga estiveram na primeira linha da utilização de um meio de transporte que, mais de um século passado, com outras roupagens e tecnologia, continua a ser a melhor alternativa para alcançar os objectivos que nos mobilizam.
Em Braga
o funicular mais antigo da Península Ibérica
Funicular hidráulico
autêntica peça do património local
[informação 'oficial']
O Elevador do Bom Jesus em Braga liga uma das partes altas da cidade ao Santuário do Bom Jesus, sendo uma excelente alternativa às escadarias que dão acesso ao santuário.
O Elevador percorre uma distância de 274 metros em bitola de 1435 mm, num sistema de contrapeso de água, ou seja, as duas cabines em funcionamento têm um depósito que se enche de água quando uma delas está na parte superior tendo por base o número de passageiros que vai transportar. A cabine que vai em sentido descendente do percurso vai esvaziando o depósito. O contrapeso do depósito das cabines, um cheio e outro vazio, provoca a deslocação de ambas em sentidos opostos.
Tem um desnível de 116 metros, e 42% de inclinação. Cada cabine com um peso de 5000 kg, e um depósito com capacidade para 5850 litros, pode transportar 38 passageiros, trinta dos quais sentados.
Da responsabilidade do arquitecto suíço Niklaus Riggenbach o Elevador do Bom Jesus foi inaugurado a 25 de Março de 1882, depois de dois anos de construção sendo então, o primeiro funicular da Península Ibérica.
O sucesso de tal obra, influenciou a constituição da Companhia dos Ascensores em Lisboa, que viria a construir o Ascensor da Lavra, Glória, Bica e Elevador de Santa Justa.
O Elevador do Bom Jesus é o mais antigo elevador no mundo em actividade, com funcionamento a contrapeso de água.
http://youtu.be/Dmt2fz32SF8
GPS: 41° 33′ 17.06″ N, 8° 22′ 37.53″ W 41.554739, -8.377092 O Elevador do Bom Jesus em Braga liga uma das partes altas da cidade ao Santuário do Bom Jesus, s...
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Efeméride cinematográfica
18 de Novembro de 1964
[facebook, 18.11.2014]
Estreia de "Belarmino" de Fernando Lopes, no cinema Avis, em Lisboa. O filme também é uma grande alegoria de um estado de coisas então vigente e, como tal, não raro, constituía pretexto para projecções, nas mais inesperadas salas, como manifesto contra o regime de então.
Lembro-me muito bem, um dois anos depois, já aluno da Faculdade, de ter estado com o realizador Fernando Lopes e com outros amigos - que, mais tarde integrariam a CDE, onde também militei antes e depois do 25 de Abril - num Serão para Trabalhadores, em instalações da então FNAT (hoje INATEL), para debater a fita no final da projecção.
E, com imensa emoção, meio século depois, recordo «outras cenas» que articulam com este episódio, cruzando-se no enriquecimento de um espantoso legado que, infelizmente, nem sempre temos sabido honrar em plenitude para que, hoje em dia, outra fosse a face deste país tão causticado.
E, muito naturalmente a propósito, outra estupenda memória, de Alexandre O'Neil, outro comparsa destas lides:
Amigos pensados:
Belarmino
Tiveste jeito, como qualquer de nós,
e foste campeão, como qualquer de nós.
Que é a poesia mais que o boxe, não me dizes?
Também na poesia não se janta nada,
mas nem por isso somos infelizes.
Campeões com jeito
é nossa vocação, nosso trejeito.
Esperam de 1 a 10 que a gente, oxalá, não se levante
- e a gente levanta-se, pois pudera, sempre.
Mas do miudame levámos cada soco!
Achas que foi pouco?
Belarmino:
Quando ao tapete nos levar
A mofina,
Tu ficarás sem murro,
Eu ficarei sem rima,
Pugilista e poeta, campeões com jeito
E amadores da má vida.
_________________
Então, com uma especial «dedicatória» ao nosso querido amigo Pedro Ventura
um bom visionamento!
http://youtu.be/XaZHL35RlXs
18 de Novembro de 1964
[facebook, 18.11.2014]
Estreia de "Belarmino" de Fernando Lopes, no cinema Avis, em Lisboa. O filme também é uma grande alegoria de um estado de coisas então vigente e, como tal, não raro, constituía pretexto para projecções, nas mais inesperadas salas, como manifesto contra o regime de então.
Lembro-me muito bem, um dois anos depois, já aluno da Faculdade, de ter estado com o realizador Fernando Lopes e com outros amigos - que, mais tarde integrariam a CDE, onde também militei antes e depois do 25 de Abril - num Serão para Trabalhadores, em instalações da então FNAT (hoje INATEL), para debater a fita no final da projecção.
E, com imensa emoção, meio século depois, recordo «outras cenas» que articulam com este episódio, cruzando-se no enriquecimento de um espantoso legado que, infelizmente, nem sempre temos sabido honrar em plenitude para que, hoje em dia, outra fosse a face deste país tão causticado.
E, muito naturalmente a propósito, outra estupenda memória, de Alexandre O'Neil, outro comparsa destas lides:
Amigos pensados:
Belarmino
Tiveste jeito, como qualquer de nós,
e foste campeão, como qualquer de nós.
Que é a poesia mais que o boxe, não me dizes?
Também na poesia não se janta nada,
mas nem por isso somos infelizes.
Campeões com jeito
é nossa vocação, nosso trejeito.
Esperam de 1 a 10 que a gente, oxalá, não se levante
- e a gente levanta-se, pois pudera, sempre.
Mas do miudame levámos cada soco!
Achas que foi pouco?
Belarmino:
Quando ao tapete nos levar
A mofina,
Tu ficarás sem murro,
Eu ficarei sem rima,
Pugilista e poeta, campeões com jeito
E amadores da má vida.
_________________
Então, com uma especial «dedicatória» ao nosso querido amigo Pedro Ventura
um bom visionamento!
http://youtu.be/XaZHL35RlXs
SINTRA,
FUNICULARES
O ditado do dia
FUNICULARES
O ditado do dia
Roma e Pavia não se fizeram num dia
[facebook, 18.11.2014]
A propósito da instalação do imprescindível meio de transporte em Sintra - por exemplo, através da uma linha entre Ramalhão-São Pedro e Santa Eufémia e de outra entre a Ribeira e o Palácio da Pena, com estação intermédia na Vila - cumpre lembrar que não poderá haver qualquer precipitação.
Embora tenha anunciado o projecto do teleférico, o Presidente da Câmara Municipal de Sintra afirmou-me, repetidamente, na presença de outros autarcas, como o Vice Rui Pereira que, por enquanto, não passa disso mesmo, de um projecto, pelo que, tudo está em aberto. Portanto, muito trabalho ainda para desenvolver, em especial, com as associações representativas dos interesses dos cidadãos.
Por isso, o ditado do dia, que, de facto, é tão Português como das demais línguas. Eis uma lista não exaustiva:
Rome ne s’est pas faite en un jour
Rom ist auch nicht an einem Tage erbaut worden
Rome wasn’t built in a day
Roma non fu fatta in un giorno
Rome is niet op één dag gebouwd (Holandês)
Rom ble ikke bygget på en dag (Norueguês)
nie od razu Kraków zbudowano [(Polaco) refere-se Krakow em vez de Roma]
Moskva ne srazou stroilas [(Russo) refere-se Moscovo em vez de Roma]
Em Português, para rimar, acrescenta-se Pavia.
Não há dúvida, país de poetas...
[facebook, 18.11.2014]
A propósito da instalação do imprescindível meio de transporte em Sintra - por exemplo, através da uma linha entre Ramalhão-São Pedro e Santa Eufémia e de outra entre a Ribeira e o Palácio da Pena, com estação intermédia na Vila - cumpre lembrar que não poderá haver qualquer precipitação.
Embora tenha anunciado o projecto do teleférico, o Presidente da Câmara Municipal de Sintra afirmou-me, repetidamente, na presença de outros autarcas, como o Vice Rui Pereira que, por enquanto, não passa disso mesmo, de um projecto, pelo que, tudo está em aberto. Portanto, muito trabalho ainda para desenvolver, em especial, com as associações representativas dos interesses dos cidadãos.
Por isso, o ditado do dia, que, de facto, é tão Português como das demais línguas. Eis uma lista não exaustiva:
Rome ne s’est pas faite en un jour
Rom ist auch nicht an einem Tage erbaut worden
Rome wasn’t built in a day
Roma non fu fatta in un giorno
Rome is niet op één dag gebouwd (Holandês)
Rom ble ikke bygget på en dag (Norueguês)
nie od razu Kraków zbudowano [(Polaco) refere-se Krakow em vez de Roma]
Moskva ne srazou stroilas [(Russo) refere-se Moscovo em vez de Roma]
Em Português, para rimar, acrescenta-se Pavia.
Não há dúvida, país de poetas...
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