[sempre de acordo com a antiga ortografia]

domingo, 19 de abril de 2015



19 de Fevereiro de 2015 [facebook]
Sinais dos tempos



Foi preciso que o actual governo grego protagonizasse o confronto em curso com o centralismo de Bruxelas para que o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também ex-Presidente do Eurogrupo, viesse assumir como foi errada a actuação da troika.

Naturalmente, também veio pôr em comum aquilo que todos nós sentimos, no início da intervenção, ou seja, a humilhação que os técnicos impuseram aos políticos, sentimento com o qual, se bem se recordam, co...nviveram muito bem quer os nossos governantes quer, diga-se em abono da verdade, os jornalistas que fizeram a cobertura das célebres conferências de imprensa no encerramento das missões.

Entretanto, o todo poderoso Schäuble atreveu-se a demonizar os cidadãos gregos por terem elegido representantes que, corajosa, justa e precisamente - embora perante a lamentável atitude de aquiescência dos outros PIGS - põem em causa os malefícios incomportáveis impostos por uma casta medíocre de políticos europeus que, sem coluna vertebral, se rebaixaram aos interesses da tal economia que mata, reproduzindo-a cruelmente.

O Ministro das Finanças alemão escandaliza? Ousa pôr em causa os resultados de uma eleição democrática, num país livre e democrático, parceiro da Alemanha num projecto comum, sem que alguém, ao seu nível, lhe dê a réplica adequada e consequente?

Na realidade, estes são sinais cada vez mais preocupantes.

 


18 de Fevereiro de 2015 [facebook]

BB, uma lucidez de cortar à faca!

 
17 de Fevereiro de 2015 [facebook]


Interessantíssimo o programa em perspectiva. Este ano abre-se o leque às orquídeas e à possibilidade de aprender mais sobre o fascinante mundo destas plantas tão requintadas. Absolutamente imperdível!


 
 
 
 
No fim de semana de 21 e 22 de fevereiro, a Parques de Sintra promove a exposição “Camélias e Orquídeas...
parquesdesintra.pt
 
17 de Fevereiro de 2015 [Facebook]
    "Rota da Água"
    Cantos, recantos e encantos!


    Foto de Canaferrim - Associação Cívica e Cultural.
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

    Em cumprimento de uma das actividades constantes do programa para o ano de 2015, alguns dos associados da Canaferrim, Associação Cívica e Cultural, já estão em trabalho de campo com o objectivo de concretização do projecto “Rota da Água”.

    Nos termos do que foi oportunamente anunciado, pretende-se publicar o trabalho resultante da inventariação dos fontanários que, morfologicamente tão ricos, constituem um património do maior interesse da sede do concelho.

    Mais especificamente, trata-se do acervo existente no território hoje resultante do agrupamento das três freguesias, Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro. Neste momento, já se procede ao registo fotográfico e descrição do estado actual das peças, com um primeiro objectivo da sua exposição, para recolha de impressões do público a incluir na futura publicação.

    Portanto, à vertente de uma actualizada inventariação e subsequente interpretação do património em questão, que será reduzida à forma de publicação escrita, tão ilustrada quanto se revelar pertinente, alia-se uma vertente de animação cultural, a partir dos mesmos suportes fotográfico e escrito, que estará patente em lugar a anunciar oportunamente.

    Ainda em perspectiva, a possibilidade de produzir documentação audiovisual a disponibilizar através do suporte digital.

    Com o propósito de manter os nossos amigos tão informados quanto possível, iniciamos hoje a publicação de um conjunto de quatro fotos, atitude que manteremos à medida que a tarefa for progredindo. Tendo decidido não identificar as imagens, aguardamos que as reconheçam e comentem como vos aprouver.

     


16 de Fevereiro de 2015 [facebook]

Perfeito serão

No sábado passado, que noite se pôs! Chuva intensa, vento e nevoeiro, algum frio, enfim, uma fúria de elementos pedindo recolha o mais doméstica possível, em subtil convite ao conforto de umas horas «sem aventuras», por exemplo, ouvindo "Die Winterreise" de Schubert…

Para nós, melómanos, tais ‘pormenores atmosféricos’ só podem ser secundários, já que nada do género poderá constituir obstáculo sério e expressivo à partilha da boa música ao vivo. Pois, mais uma vez, era essa a evidência que se perspectivava, em ambiente tão especial como o do Salão Nobre do Palácio da Pena

Apelo absolutamente irresistível. Deixem-me confessar-vos, contudo, não ter sido particularmente confortável chegar lá acima para assistir ao quarto e último da série dos Serões Musicais que, promovidos pela Parques de Sintra, se enquadram nas actividades de Animação Musical da empresa, sob coordenação de Massimo Mazzeo

Recebidos como só a Parques de Sintra sabe, com o anfitrião Dr. Manuel Baptista inexcedível de amabilidade, encontrando os amigos do costume, foi o serão perfeito e mais um êxito assinalável, perante plateia interessada que esgotou a lotação do Salão Nobre.

Um programa sabiamente concebido, com todos os ingredientes, contemplando vários registos emocionais e incluindo momentos de humor extremamente agradáveis, interpretados com muita dignidade. O serão perfeito! Acolhedor, sofisticado, espiritualmente enriquecedor.

À saída, o tempo tinha melhorado um pouco. Imponente, a Pena impunha o sortilégio que sabemos. O fascínio do costume, seja a que hora for. Fascínio que merecemos, nós os adeptos, nós os iniciados, sob a tutelar figura do senhor D. Fernando.
 
 
 
 
 
16 de Fevereiro de 2015 [facebook]

Obra de António Mouzinho
surpreende Marcelo Rebelo de Sousa

O autor, António João Medina Mouzinho, é arquitecto e professor do Ensino Secundário com uma experiência riquíssima de quarenta anos de trabalho de impecável docência, maioritariamente na Escola Secundária de Santa Maria de Sintra.
 
É meu cunhado, filho de Maria Almira Medina e de António Ruivo Mouzinho, também grandes professores, António Mouzinho é um professor nato. Claro que sabe imenso acerca do que escreve. Não admira que Marcelo Rebelo de Sousa tivesse ficado surpreendido.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Margarida Mouzinho publicou um vídeo novo.

"Da educação dos príncipes" | António Mouzinho - "Uma reflexão sobre o estado do actual ensino português, mas, acima de tudo, uma proposta completa e inovadora para o futuro do ensino em Portugal. Em ano de eleições, um texto crucial."
 
 
16 de Fevereiro de 2015 [facebook]

A sublime

Como sabem, a Canaferrim - Associação Cívica e Cultural prepara uma grande homenagem a Maria Teresa de Noronha que se notabilizou como expoente do fado.

Bem a propósito do evento em perspectiva, a referência de Carlos do Carmo, durante a entrevista que concedeu ao "Expresso", publicada na edicão do passado dia 14: "(...) A Maria Teresa de Noronha era sublime (...)".
 
Eis uma sua interpretação do célebre "Fado das Horas". Como só ela sabia e podia cantar. Sublime, de facto.
 
Boa audição!

http://youtu.be/nlbZkzGFNCc

Fado das horas

Chorava por te não ver
Por te ver eu choro agora
Chorava por te não ver
Por te ver eu choro agora


Mas choro só por querer,
Querer ver-te a toda a hora
Mas choro só por querer,
Querer ver-te a toda a hora


Passa o tempo de corrida
Quando falas eu te escuto
Passa o tempo de corrida
Quando falas eu te escuto


Nas horas da nossa vida,
Cada hora é um minuto
Nas horas da nossa vida,
Cada hora é um minuto


Quando estás ao pé de mim,
Sinto-me dona do mundo
Quando estás ao pé de mim,
Sinto-me dona do mundo


Mas o tempo é tão ruim
Tem cada hora um segundo
Mas o tempo é tão ruim
Tem cada hora um segundo


Deixa-te estar a meu lado
E não mais te vás embora
Deixa-te estar a meu lado
E não mais te vás embora


P'ra meu coração, coitado,
Viver na vida uma hora
P'ra meu coração, coitado,
Viver na vida uma hora.


 
 


15 de Fevereiro de 2015 [facebook]

HOMENAGEM DA ALAGAMARES

I. Homenagem CIDADANIA:

- Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra

II. Homenagem LITERATURA:
- Miguel Real

III. Homenagem ARTES PERFORMATIVAS:
- Teatro Tapafuros

O texto através do qual é feito o anúncio é do maior interesse. Naturalmente, estou o mais possível de acordo com esta decisão tão justa e oportuna de prestar público tributo a uma escola de excelência, a um escritor do mais ato gabarito e a um grupo de teatro tão desafiante. Conheço o trabalho das três entidades que saúdo com muita emoção.

É de tal modo evidente a seriedade e pertinência das opções da Alagamares Cultura que, sendo evidente a sua âncora e mais-valia concelhia, todos os homenageados são inequívocos valores da cultura nacional, orgulho dos sintrenses e dos portugueses em geral.

Os mais sinceros parabéns aos homenageados e à Alagamares que, através desta generosa atitude, dá prova da grandeza que caracteriza a sua maneira de ser e de estar, ela que, como os distinguidos, também é expoente do mundo cultural.
 
 
 
 
Os homenageados da Alagamares na festa dos seus 10 anos 14 Fevereiro, 201514 Fevereiro, 2015
 
 
 
15 de Fervereiro de 2015 [facebook]


Do Carnaval à Páscoa,
tanta viagem...
 
Aqui têm um texto que subscrevi para publicação na Revista "Tempo Livre" da Funação INATEL. Foi já há dois anos mas, se me derem o prazer da sua leitura, verificarão não haver qualquer desconforto ou risco de desactualização...

[pags 16-17]
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 17 de abril de 2015


15 de Fevereiro de 2015
Credível e previsível

[A Câmara Municipal de Sintra tem anunciado o seu envolvimento e empenho nalguns projectos que, poucos meses decorridos, se vê na incómoda posição de 'esquecer', descartar ou protelar. Naturalmente, se os trago à colação, faço-o tão só com o propósito, que sempre me tem animado, ao longo de tantos anos, de denúncia cívica afim de contributo para a sua resolução.

Tais são os casos do Centro de Saúde na Desidério Cambournac, da recuperação e restauro do Hotel Netto, da ponte metálica pedonal entre a Estefânea e a Portela, da requalificação da Heliodoro Salgado, do Quarteirão das Artes, do prolongamento da linha do eléctrico à estação terminal da CP e Vila Velha, do Casal de São Domingos, do Vale da Raposa, das fontes da Estrada Velha de Colares, referidos no artigo publicado na edição do passado dia 13 de Fevereiro do 'Jornal de Sintra', que passo a transcrever.
 
Trata-se de situações que, óbvia e escusadamente, minam a credibilidade do executivo autárquico. Com mais cuidado, teria sido e será possível não cair na tentação de anunciar, 'de impulso', algumas obras que, por estarem pendentes há dezenas de anos, os munícipes sentem como incómodas evidências e declarados sintomas de uma incapacidade geracional com a qual convivem muito mal.

Por outro lado, transcorrido que já é um terço do mandato do actual executivo, é tempo de os pensamentos serem o mais lúcidos possível, mais adequadas as palavras e, quanto às obras, pelo menos, esperar o começo da sua concretização. Ou seja, tudo fazer no sentido de que prevaleçam factores determinantes afins de uma actuação marcada pela credibilidade e previsibilidade, factores que me determinaram o título da peça cuja partilha vos proponho.]
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Credível e previsível

Quando um executivo autárquico anuncia determinados projectos, mesmo sem se comprometer com um específico cronograma, deve usar do maior cuidado para não suscitar nos cidadãos fundadas reservas quanto à sua viabilidade e concretização, dentro de prazos mais ou menos consentâneos com as mais justas expectativas. Convém lembrar que alguns daqueles projectos surgem na sequência de infelizes pendentes à pele dos quais se colou o estigma da perpetuidade mais indesejada…

Ora bem, remontando a Outubro de 2013 a tomada de posse do actual executivo autárquico, a verdade é que, cerca de ano e meio depois, persistem situações em relação às quais alguns Senhores Vereadores e também o próprio Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra, anunciaram iniciativas que não tiveram desenvolvimento notório, algumas das quais até acabaram por obrigar os seus autores à sempre desagradável emenda da mão.

Centro de Saúde inviável

Sem preocupação do escrupuloso respeito pela ordem cronológica das ocorrências, primeiramente, lembraria o caso do Centro de Saúde de Sintra. Foi anunciado que sairia das precárias instalações actuais, na Rua Dr. Alfredo da Costa, para ocupar o edifício sito na Av. Dr. Desidério Camburnac, cujo destinatário inicial seria a Junta de Freguesia.

Como é do conhecimento geral, há bastantes anos, a construção foi interrompida na sequência da falência do empreiteiro. Enfim, ali permanece, chaga inestética e pouco recomendável às sensibilidades mais fragilizadas, qual caixote e cinzentão paralelepípedo de betão, quotidiana agressão e, seja ela de quem for, a incompetência gritada de quem não resolve ou não deixa resolver o problema.

Como não podia deixar de ser, saudei a notícia da mudança de instalações e, através dos meios de comunicação em que habitualmente me manifesto, dei largas à natural satisfação. Pois, cerca de um ano mais tarde, por altura da Presidência Aberta de 7 de Novembro de 2014, soube-se que o Ministério da Saúde inviabilizara a intenção, por manifesta falta de condições do edifício em questão.
Cabe perguntar porque razão, antes de fazer o anúncio, não houve a prudência de colher a informação absolutamente indispensável que pudesse sustentar a viabilização ou demonstrar a incompatibilidade do propósito em apreço.

Netto, oportunidade desperdiçada

No badaladíssimo caso do Netto também algo de semelhante se passou. Tendo decidido exercer o direito de preferência, a Câmara Municipal de Sintra decidiu-se pela compra do hotel, assim impedindo que a Parques de Sintra Monte da Lua concretizasse o projecto de recuperação do edifício, praticamente adjacente ao Palácio Nacional da Vila de Sintra, monumento este cuja gestão e administração lhe estão afectas.

Tudo estava programado em relação à intervenção naquela unidade hoteleira abandonada e, há dezenas de anos, em processo de permanente degradação. Factor determinante para a concretização do projecto, o seu financiamento estava totalmente garantido por instituições de crédito, ao corrente do alto nível de capacidade da PSML em obras que tais.

Naturalmente, a Câmara Municipal de Sintra estava no seu pleno direito. Contudo, muito mal se entende que, passado cerca de um ano sobre a data de tal anúncio, o Senhor Presidente tivesse vindo a público, perplexo, em sede de Assembleia Municipal, afirmar que ‘o Património’ o obrigava a manter a fachada do Netto e que, só tal operação, implicava no dispêndio de montante incomportável para os cofres da Câmara…

Então, compreende-se que, em nome dos munícipes, habituados à eficiência e impecabilidade de actuação da PSML, a CMS tivesse decidido nos termos anunciados sem cuidar de se munir da informação bastante – e, neste aspecto reside a analogia com a situação do Centro de Saúde – que a habilitasse para o efeito?

Ou seja, em 6 de Novembro de 2013, quando anunciou o imediato envolvimento da empresa no projecto, o Prof. António Ressano Garcia Lamas, então Presidente da PSML sabia tudo e, inclusive, que a fachada do Netto era para manter, que tal determinação ‘do Património’ era condição sine qua non para a sua efectivação e, pois claro, em quanto é que isso montava…

Respondendo à questão formulada no penúltimo parágrafo, de modo algum se compreende, até porque, pelo menos um ano de atraso já lá vai. Foi uma oportunidade desperdiçada. Seria suposto, isso sim, o Senhor Presidente da Câmara estivesse tecnicamente bem aconselhado, já que não pode, não tem de saber tudo. E implícita e explicitamente, para que, a posteriori, não se visse obrigado a assumir uma falta que não deveria ter ocorrido, é que adjuntos e assessores deveriam ajudá-lo a defender-se.

Ponte pedonal

Devido à insistência com que o tenho feito, até corro o risco de ser mal entendido. De qualquer modo, prefiro que assim aconteça, portanto, por excesso, do que não manter em permanente ordem do dia, o caso da reposição da ponte metálica pedonal que permite a circulação expedita de transeuntes entre os bairros da Estefânea e da Portela.

Repetidas vezes anunciada pelo Senhor Vereador com o pelouro da Mobilidade Urbana – que, perante testemunhas insuspeitas, chegou ao ponto de usar a expressão doa a quem doer!, porque está em causa o interesse geral dos cidadãos contra o de partculares – tal operação, afinal, continua por concretizar apesar da incontestável urgência.

De acordo com os termos em que me tenho referido à falta deste equipamento, volto a lembrar que, uma vez reposto, permitirá que o parque de estacionamento adjacente ao edifício do Departamento do Urbanismo seja indicado, tanto pela CMS como pelas autoridades policiais, como inequívoco preferencial para os condutores das viaturas que demandam o Centro Cultural Olga Cadaval aquando da realização de eventos nocturnos, altura em que aquele espaço está totalmente deserto e disponível…

Porque assim não acontece, vem a propósito contar que, na noite da passada sexta-feira, 6 de Fevereiro, nova cena de terceiro mundo esteve armada nas imediações do CCOC. Cerca da meia noite e um quarto, não conseguindo circular, os condutores buzinavam insistentemente e insultavam-se com todos os efes e erres. Polícia? Nem vê-la! O que será preciso mais fazer para que, contra o escândalo actual, em nome do sossego e da civilidade a que os munícipes têm direito, a CMS se disponha a fazer intervir a autoridade policial?

Outros casos

Faz um ano, no próximo dia 28 deste mês, que, na sequência da publicação de um artigo no Jornal de Sintra, subordinado ao título “Defesa do Património, coerência de propósitos”, o Senhor Presidente da Câmara teve a gentileza de me contactar pessoalmente para garantir que, imediatamente, iria dar instruções no sentido de remediar as situações que eu tinha denunciado, certo é que nada estruturantes mas sintomáticas de um statu quo.

Referira-me ao estado lastimoso em que se encontrava algum do património edificado e classificado da Estrada Velha de Colares, casos Chafariz d’El Rei e a Fonte dos Ladrões, bem como o Casal de São Domingos, na Rua Dr. Alfredo da Costa e o vizinho Vale da Raposa. Se não tive a menor dúvida em confiar na sinceridade dos propósitos do Senhor Presidente, na verdade, um ano passado sobre a publicação do artigo e conversa pessoal subsequente, que tão positivamente me tinha impressionado, tudo permanece inalterado…

Ou, melhor, foi beneficiado o aspecto geral da Fonte dos Ladrões, porque, aproveitando o facto de ter feito uma obra do outro lado da via, o Conde Filipe Schönborn deu instruções ao empreiteiro para rebocar os muros e limpar o pavimento à volta… Portanto, o bónus de uma intervenção particular. Mais nada!

Também no dia dia 13 do próximo mês de Março, terá passado um ano sobre a data em que foi anunciado o Quarteirão das Artes, uma proposta para a Estefânea. Entretanto, como mais nada se soube acerca de tal projecto, não é possível perceber em que medida ele se insere na requalificação da Heliodoro Salgado, em ambas as partes, viária e pedonal, e se esta requalificação vai mesmo acontecer e quando.

Aliás, em articulação com esta incógnita, uma outra faz o dilema. Foi anunciada a intenção – e não há quem não aplauda! – de prolongar a linha do eléctrico, em primeira fase, desde a Vila Alda até à estação terminal da CP e, depois, como antigamente, chegando à Vila Velha. Assim sendo, importa perceber se, efectiva e necessariamente, as obras indispensáveis à sua passagem pela Heliodoro Salgado, já serão contempladas durante a próxima intervenção para requalificação da via. Como facilmente se compreende, não faria qualquer sentido intervir agora, sem contemplar esta vertente tão importante da questão para que, mais tarde, se destruísse o benefício em apreço…

As dúvidas são mais que muitas. E o tempo passa, corre inexoravelmente. Ainda noutro dia foram as eleições e, já passado um terço do mandato, estamos com uma série de promessas de problemático cumprimento. Também por isto, prevejo muito complicada a actuação das associações cívicas e culturais que, na autarquia, seria suposto encontrarem uma entidade credível e previsível. Por vezes, tenho de lamentar que tal não aconteça. De qualquer modo, apesar de muita dúvida, ainda o benefício da dúvida porque permanece o conforto da esperança.
 
[João Cachado escreve de acordo com a antiga ortografia]