[sempre de acordo com a antiga ortografia]

sábado, 13 de maio de 2017





World Press Cartoon
que Deus haja!...

[publicado no facebook em 16.04.2017]

Lembrando tempos mais propícios em que a actividade cultural projectava Sintra a nível mundial...
Tempos outros e bem mais clarividentes os que couberam a Fernando Roboredo Seara como autarca promotor desta iniciativa em Sintra! Tal como em devido tempo referi, ainda hoje não consigo entender a estreiteza interpretativa da invocada razão financeira que levou o actual executivo autárquico da Câmara Municipal de Sintra a cessar o apoio à iniciativa.
Sintra saiu manifestamente prejudicada e ninguém lucrou. A melhor definição de estupidez abrange, precisamente, este tipo de circunstâncias nos termos das quais ninguém beneficia com determinada opção ou decisão, seja ela individual, de grupo, informal ou institucional.




Como é possível ser tão desajeitado?

[publicado no facebook em 16.04.2017]

Basílio Horta numa inqualificável dualidade de atitude. E o modo como emendou a mão não podia ter sido mais oportunista, mais eleitoralista. Se pensa que os eleitores não estão atentos à manigância é melhor que se prepare para o desengano...
Marco Almeida
le que detetou o erro, que abriu o inquérito à equipa de funcionários da Câmara que faz a avaliação dos imóveis, já atribuiu responsabilidades às denúncias das juntas de freguesia e de particulares. Tudo para não assumir a sua responsabilidade.
Tem esquecido de dizer que a equipa de vereadores que lidero tem denunciado o aumento escandaloso de imóveis penalizados desde 2014 e que o voltei a fazer na reunião de Câmara de 3ª feira.
O Presidente de Câmara sempre defendeu a metodologia que originou esta trapalhada, em breve vou prová-lo.
O Presidente de Câmara tem trocado os sintrenses pelas contas bancárias. O investimento no concelho diminui e as contas engordam. Já vão em 80 milhões de euros.
www.marcoalmeida.net
Dezoito de Abril,
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

[publicado no facebook em 18.04.2017]

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a celebração que, a nível pessoal, pretendo assumir, numa terra tão pródiga em vestígios patrimoniais importantes e sofisticados, não pode deixar de se conjugar, quer com o que de melhor se faz a nível nacional e internacional no que à preservação e recuperação do património natural e edificado diz respeito, quer com o atentado bem patente nas fotos que ilustram este texto.

Se, por um lado me refiro à empresa de capitais públicos Parques de Sintra, cuja competência abrange os bens patrimoniais mais conhecidos de Sintra, por outro, mais uma vez, lamento o tristíssimo destino destes cantos e recantos do mais entranhado rincão do centro histórico de Sintra, nas designadas Escadinhas do Hospital.
Património municipal e privado, estes edifícios são bem a prova do desleixo do actual executivo autárquico que, tendo prometido uma cuidadosa atitude de recuperação do património local, não soube marcar a diferença que se arroga em relação a tempos anteriores. Como neste e em tantos, tantos outros casos em pleno centro histórico de Sintra nada fez, a situação ainda mais se agravou-se nestes «seus» quatro anos de gestão.
A poucos metros desta calamidade, onde não investiu um cêntimo em recuperação, soube adquirir, aos herdeiros de Jorge de Mello, por €: 2.800.000,00 (dois milhões e oitocentos mil Euros), a vivenda 'Mont Fleurit', com base em argumentos equívocos e nada convincentes, que já tive oportunidade de 'desmontar' oportunamente.
Desconheço se, nesta data, em Sintra, haverá alguma cerimónia de comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Se houver, tendo em consideração o triste exemplo que convosco partilho, não passará de mais uma hipocrisia de circunstância...
Contudo, apesar de uma certa letargia, agudizada pela situação de crise vigente, há pessoas que, nesta nossa querida e sofrida Sintra, não deixam cair os braços, para quem a defesa e recuperação do património não se reduz à emissão de estéreis declarações de intenção.
[Ilustr: Escadinhas do Hospital, em pleno casco do centro histórico de Sintra, a escassos metros do Palácio Nacional de Sintra]



Mas, afinal, tantos casos pendentes,
tanta luta por fazer !!

[publicado no faceboiok em 20.04.2017]

Só a lembrar que, infelizmente, em Sintra, não faltam os mais sérios desafios para o exercício da cidadania. Tenho a certeza de que, apesar de muito estimulante para a luta cívica, este até nem é o caso mais urgente.
Outros há, gravíssimos, em que todo o movimento associativo sintrense TAMBÉM deveria estar a dar sinais de simultânea incomodidade.
A verdade é que, invariável, o alvo a apontar é deveras «incómodo». Mas a incapacidade, a inépcia e a letargia do actual executivo autárquico não podem ser mais visíveis!! Vejam-se os resultados que, sem dó nem piedade, prejudicam a qualidade de vida de residentes e visitantes.
Entre outros, eis alguns casos de luta que não podem ser mais desafiantes:
- contra a falta de parques de estacionamento periférico;
- contra a degradação do património municipal e privado em pleno Centro Histórico;
- contra atitudes de desrespeito como a que resultou no atentado à fachado do Hotel Central;
- contra a falta de medidas de animação cultural no complexo Casino de Sintra-Centro Cultural Olga Cadaval;
- contra a indigência a que chegou o Festival de Sintra;
- contra a incapacidade de honrar o Protocolo celebrado há quatro anos para acolher o importantíssimo espólio de Bartolomeu Cid dos Santos;
- contra a falta de identificação, in loco, dos sítios, edifícios de interesse e monumentos de Sintra;
- etc.
Que lista reduzida, replicarão. Mas, assim sendo, até parece que, de repente, todos estes problemas estão resolvidos, apesar de alguns 'D Quixotes' continuarem a afirmar e a lutar pela sua resolução...
Pinheiros em fim de vida e espécies exóticas estão entre as árvores a abater numa área onde se pretende que as autóctones ganhem espaço.
PUBLICO.PT



Sintra,
a História de Sintra passará por aqui

[publicado no facebook em 21.04.2017]

No facebook, por exemplo, este e outros assuntos entram e saem a toda a hora e, logo de seguida, desfazem-se na espuma dos dias. Mas, no 'Jornal de Sintra', hebdomadário quase centenário, as suas páginas vão permanecer no tempo.
Mais tarde, será impossível fazer a História destes tempos de Sintra, sem ter em consideração estes artigos em que foi denunciada a atitude de tantos autarcas, actuais e anteriores, que não estiveram à altura das responsabilidades que contraíram com os eleitores que neles confiaram.
Por exemplo, estas marcas de desleixo, estas imagens tão lamentáveis. Os autores dos artigos são quem menos contará. Contarão, isso sim, para o oportuno e adequado juízo destes dias, os «autores» das decisões que resultaram nesta situação.
[João Cachado]


Bairro dos Museus Cascais

[publicado no facebook em 25.04.2017]

Perante a gritante indigência da vida cultural em Sintra, como não invejar o que Cascais tem para oferecer? Parece impossível como tanta «distância» nos separa quando apenas estamos a uma dúzia de quilómetros...
A proximidade de Cascais é, de facto, a grande vantagem dos sintrenses. A 10 minutos do centro de Sintra, afinal, temos disponíveis programas culturais do maior interesse em todos os domínios, desdes a Música, às Artes Plásticas, ao Teatro e Cinema, através de uma oferta grande e de qualidade que se integra, perfeitamente, no que de melhor acontece em articulação com a capital.
Para que tenham uma pálida ideia, accionem Bairro dos Museus Cascais e verifiquem como funciona um programa que articula 14 unidades culturais que partilham programas do maior interesse. E apercebam-se de que a mobilidade urbana, o estacionamento são muito operacionais pelo que qualquer deslocação não causa qualquer incómodo.
A título pessoal, estou sempre muito atento e não dispenso muito do que por lá se passa. Actualmente, por exemplo, no Centro Cultural de Cascais, é imperdível a exposição
DE RUBENS A VAN DYCK | PINTURA FLAMENGA
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PS: sempre que faço comparações entre Sintra e Cascais, ocorre-me alvitrar que a Câmara Municipal de Sintra celebre um protocolo no sentido de que os Directores Municipais bem como alguns Chefes de Divisão de Sintra possam frequentar estágios mais ou menos prolongados na com a Câmara Municipal de Cascais. Tenho a certeza de que todos beneficiaríamos!...
Edifício secular, o Centro Cultural de Cascais nasceu da reabilitação do antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade.Abriu as suas portas a 15 de maio de 2000 e constitui hoje um espaço ...
CM-CASCAIS.PT



Tanta incompetência!
Como continuar a aturar estas atitudes?

[publicado no facebook em 26.04.2017]

Hoje, eram dez da manhã. Junto à Regaleira. Durante a minha caminhada, tendo deixado atrás a Casa Lawrence, comecei a aperceber-me de uma longa fila de automóveis.
Ainda sem barulho que me orientasse quanto à origem do eventual problema, reparando no pavimento, verifiquei que estava molhado e, à medida que me fui aproximando, confirmei que era o veículo aspirador da limpeza das ruas.
Cabe perguntar que tipo, que rara (ou frequente ?) espécie de gestores há na empresa municipal Higiene Pública e Limpeza Urbana de Sintra que permite este atentado?
Às dez da manhã? Num dos circuitos mais frequentados, quer por visitantes que se deslocam nas suas viaturas, quer em transportes de turismo, transportes públicos, etc?
Não passará pela «pequenina» cabeça desta gente que um cantoneiro de limpeza, armado de pá e vassoura, faria este mesmo trabalho, sem causar quaisquer 'efeitos secundários perversos', sem poluição sonora ou atmosférica - como é evidente no caso em apreço - sem filas de carros, sem enervamento?
Isto é mesmo 'cada cavadela, minhoca'! Não há uma atitude capaz que dependa da Câmara Municipal de Sintra na sede do concelho?


Parques de Sintra:
Mais um trabalho sobre D. Fernando II !

[publicado no facebook em 03.05.2017]

No próximo dia 11 de Maio será apresentado o filme biográfico "D. Fernando II - Notas Biográficas", realização de João Santa Clara, a partir de um guião de que fui autor. Para já, aqui vos trago a nota que, hoje mesmo, a Parques de Sintra distribuíu aos meios de comunicação social. Será comercializado um DVD em Português, Castelhano, Francês, Inglês e Alemão.
Com o objectivo de vos permitir uma primeira e, espero eu, bem disposta abordagem à peça, passo a partilhar um breve documento cuja montagem privilegia o registo de alguns momentos das gravações com todos os intervenientes.
Bom Visionamento!
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Parques de Sintra exibe documentário “D. Fernando II – Notas Biográficas” no Palácio Nacional da Pena
- Evento marca encerramento da exposição “Fernando Coburgo fecit: a atividade artística do rei-consorte”
- Filme regista aspetos biográficos do monarca com base em testemunhos de especialistas
- A exposição, dedicada à obra artística do rei, foi inaugurada a 29 de outubro de 2016 e assinalou o bicentenário do nascimento de D. Fernando II
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Sintra, 3 de maio de 2017
– A Parques de Sintra marca o encerramento da exposição “Fernando Coburgo fecit: a atividade artística do rei-consorte”, patente no Palácio Nacional da Pena, com a exibição do documentário “D. Fernando II – Notas Biográficas”, no próximo dia 11 de maio, às 20h00, no auditório do monumento.
A mostra dedicada à obra artística do monarca foi inaugurada a 29 de outubro de 2016, data de aniversário do rei, com o propósito de assinalar o bicentenário do nascimento de D. Fernando II, criador do Parque e Palácio da Pena.
Com curadoria de Hugo Xavier, conservador do Palácio, a exposição revela um numeroso conjunto, nunca exposto, de desenhos, gravuras e documentos manuscritos adquiridos em 2012 pela Parques de Sintra, e conta ainda com doações efetuadas por descendentes da Condessa d’Edla, segunda mulher do monarca, e com peças cedidas por particulares e instituições, como o Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio Nacional da Ajuda, Museu-Biblioteca da Casa de Bragança e, dentro do universo da Parques de Sintra, o Palácio Nacional de Queluz.
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> O documentário “D. Fernando II – Notas Biográficas”, realizado por João Santa Clara, a partir do guião de João de Oliveira Cachado, levanta um conjunto de questões pertinentes sobre o monarca e regista aspetos biográficos com base em testemunhos de diferentes especialistas nos domínios em que o rei repartiu a sua atividade, como é o caso da historiadora de arte, Raquel Henriques da Silva, da historiadora e autora da biografia de D. Fernando II, Maria Antónia Lopes, da historiadora de arte, Maria João Neto, e do diretor do Palácio Nacional da Pena, António Nunes Pereira, entre outros.
O filme remete, assim, “para uma partilha de conhecimento que, apesar de veiculada por académicos, é perfeitamente acessível, sendo previsível que o seu potencial didático-pedagógico não escapará à atenção de professores das mais diversas áreas, formadores, etc.”, destaca o autor do guião.
“Personalidade fascinante de ilustre europeu, que tão bem soube entender os portugueses, D. Fernando II merece que estes lhe devolvam o interesse. Dois séculos depois do cognominado Rei Artista, ao aproveitar o contexto da efeméride, «D. Fernando II – Notas Biográficas» assume-se como modesto contributo, concebido, é verdade, com a permanente preocupação de estar à altura dos desafios que, ainda hoje, ele não cessa de propor”, conclui João de Oliveira Cachado.
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> Aposentos de D. Manuel II reintegrados no circuito de visita
A exposição “Fernando Coburgo fecit: a atividade artística do rei-consorte” está patente nos antigos aposentos de D. Manuel II, situados no piso nobre do Torreão do Palácio Nacional da Pena, restaurados em 2016.
No âmbito da intervenção, foram recuperados os estuques dos tetos, assim como as paredes, janelas e pavimentos. Foi dada particular atenção aos vestígios de cor que ainda se puderam encontrar nas paredes, assim como portas e ombreiras. Serão estas cores que se utilizarão, de resto, na musealização permanente das salas.
Terminada a exposição, estes compartimentos serão encerrados para obras de renovação, e posteriormente musealizados de acordo com a sua vivência histórica, ou seja, como aposentos do último rei de Portugal, D. Manuel II.



Sintra armadilhada!
No passado dia 30 de Abril,
às três horas da tarde

[publicado no facebook em 04.05.2017]

O caos instalado. O pavor institucionalizado no centro histórico de Sintra. Trânsito completamente parado entre Chão de Meninos, Estefânea e Vila Velha. Totalmente comprometida a possibilidade de subir a Serra. Junto à Quinta da Regaleira, impossível prosseguir para Seteais e Estrada Velha de Colares.
Três veículos de pronto-socorro, no Largo Victor França, aguardavam instruções da GNR para iniciarem as operações de remoção de não sei quantos veículos. Enfim, mais um cenário idêntico aos que, tantas vezes, temos tido oportunidade de partilhar...
Inúmeras, têm sido as chamadas de atenção relativamente à falta de resolução dos problemas de mobilidade urbana, em especial, resultantes da falta de instalação dos parques de estacionamento periféricos, naturalmente, em articulação com uma boa resposta da rede de transportes públicos colectivos, responsabilidade do actual executivo autárquico que, inequivocamente, prometeu a concretização dessa medida para pleno funcionamento no Verão de 2016...
Neste caso específico, desanimado por tanta falta de nível dos autarcas responsáveis, sinto-me 'minimamente compensado' pela excelente companhia de variadíssimos cidadãos empenhados.
Apesar da preocupação evidente que 'Sintra armadilhada' confirma a cada dia que passa, um grupo pessoas, inqualificavelmente satisfeitas com o statu quo, ainda conseguem subestimar esta gravíssima questão, 'enrolando-a' com problemas menores por resolver no centro histórico, como a falta de reparação de uns buracos, caiação de uns muros e da limpeza de uns passeios...
Na delirante defesa do actual executivo autárquico, mais não fazem do que tapar o Sol com a peneira para, isso sim, se regozijarem com melhorias feitas nas zonas urbanas e suburbanas do grande concelho que Sintra é, zonas onde habita a grande maioria dos eleitores...
Pois é, bem os entendemos. Porém, enquanto assim procedem, defendendo a indefensável atitude de autarcas que, manifestamente, não estão à altura dos desafios do centro histórico de Sintra.
Em zona crítica e de difícil intervenção correctora de situações como a ilustrada pelas fotos, como nada tem sido feito, tudo se tem agravado... E tudo se tem agravado numa escala insuportável.





As indissociáveis Olga

[publicado no facebook em 05.05.2017]

A pianista Olga Prats é figura da Cultura Portuguesa absolutamente indissociável da grande mecenas que foi sua madrinha - por isso o mesmo nome próprio - Senhora Dona Olga Nicolis di Robilant Álvares Pereira de Melo, a célebre Marquesa de Cadaval.
Naturalmente, as palavras que subscrevo nesta Carta Aberta não poderiam deixar de reflectir essa relação essencial. Nas entrelinhas, os «recados» que os 'bons entendedores' não deixarão de saber ler...