[sempre de acordo com a antiga ortografia]

domingo, 7 de outubro de 2007

Quinta da Regaleira


-insegurança institucionalizada...






O que se passa na estrada que dá acesso à Quinta da Regaleira, no que respeita o estacionamento de automóveis, é um escândalo que nunca atingiu as proporções que, actualmente, evidencia. Trata-se de uma daquelas situações que carece de uma solução definitiva, solução que jamais pressuporá, como hoje acontece, o parqueamento das viaturas ao lado do monumento objecto de tanto interesse.



A Guarda Nacional Republicana não tem demonstrado a mínima capacidade para o enquadramento do problema e concretização de medidas minimamente satisfatórias, no sentido de não transformar o local no perigoso caso de insegurança, nos limites do suportável. Em determinados dias, chegou-se ao ponto do entupimento total sem que qualquer veículo conseguisse circular em qualquer dos sentidos.



Após a necessidade de recurso ao reboque de alguns carros, a GNR colocou, com extraordinária timidez, em pequenos segmentos do acesso em referência, umas cintas amarelas e brancas, mal suportadas, com flagrante falta de dignidade enquanto sinalização dissuasora do estacionamento. Naturalmente, passados uns poucos dias, as fitas tinham sido vandalizadas e os carros continuam a estacionar consoante determinar a falta de descernimento e de civismo dos seus proprietários e condutores.



Há pouco mais de um ano, durante uns dois fins de semana, a Polícia Municipal ensaiou, com enorme sucesso, a colocação de fitas vermelhas e brancas, bem seguras por postes apropriados, mantendo um ou dois agentes no local que impediam a concretização de qualquer veleidade de estacionamento em cima dos passeios.



Nunca percebi a razão que terá suscitado a suspensão da iniciativa. Passa-me pela cabeça que dirigentes da Culturgest, também useiros na prática do estacionamento sobre o lindo e estimável empedrado dos passeios, se tenham confrontado com a eventual diminuição de visitantes e solicitado à Câmara que acabasse com a civilizada medida...



Certo certo é que a GNR, no quadro da sua estratégia de tolerância, veio agravar a situação de tal modo que, hoje em dia, se desconhece quando ali poderá acontecer algo de muito grave em termos de segurança pessoal dos residentes nas imediações.

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