[sempre de acordo com a antiga ortografia]
domingo, 16 de novembro de 2014
Efeméride mozartiana
14 de Novembro de 1719
Nascimento de Johann Georg Leopold Mozart (m.1787)
[facebook, 14.11.2014]
[PARTE I]
Pai de Wolfgang e de Nannerl, foi compositor, maestro, professor de música e violinista. autor de um método de ensino/aprendizagem de violino que conheceu enorme sucesso.
Inicio já, de véspera, as comemorações do seu aniversário, propondo a partilha da Serenata em Ré Maior para trompete, trombone e orquestra de cordas. A peça tem os seguintes andamentos:
I. Intrada Molto Allegro 00:00
II. Andante 05:15
III. Menuetto 10:06
IV. Andante 13:23
V. Allegro moderato 19:05
VI. Adagio 24:10
VII. Menuetto 28:13
VIII. Allegro 31:29
IX. Presto 35:23
A interpretação confiada a Thierry Caens, trompete e Michel Becquet, trombone.Agrupamento orquestral: Les Cuivres de France. Trata-se de uma gravação ao vivo datada de Setembro de 1995 no "Forum des Cordeliers", em Toulouse, França.
Permitam que vos chame a atenção para o Andante com um precioso solo de trompete extremamente bem tocado. É um momento excepcional numa obra de grande nível.
Boa audição!
http://youtu.be/907412YF6pY
[PARTE II]
Continuo as comemorações do aniversário de Leopold Mozart. Agora, com a "Sinfonia da Caça", em Sol Maior, uma peça para nos deliciarmos com estupendos solos de trompa, que compreende os seguintes andamentos:
.I: Vivace 00:00
II: Andante, più tosto un poco allegretto 05:35
III: Menuetto 08:15
IV: Vivace 13:07
Interpretação a cargo da Orquestra Capella Istropolitana, com os seguintes solistas
Trompa I: Bedřich Tylšar, Trompa II: Zdeněk Tylšar, Trompa III: Zdeněk Divoký e
Trompa IV: Jindrich Petras. O Maestro é Frantisek Vajnar.
Atenção à pintura reproduzida, o famoso quadro de Pauwel de Vos.
Boa audição!
http://youtu.be/rRq9abSpjaA
[PARTE III]
Continuo as comemorações do aniversário de Leopold Mozart. Aqui chegado, já à terceira parte, pergunto-me se estarão surpreendidos com estas comemorações. Julgo que apenas lhe faço a devida justiça. O filho, com o seu inegável e universalmente reconhecido génio, «secou» tudo à sua volta, variadíssimos e bons compositores, que ficaram na sombra, incluindo o próprio Leopold.
Se, uma vez por ano, fizer esta chamada de atenção para algumas das suas obras, nada mais faço do que o meu dever de divulgador, com especiais responsabilidades, no contexto da minha qualidade de membro da Fundação Internacional do Mozarteum de Salzburg, tacitamente obrigado a partilhar o património composicional dos Mozart.
Pois bem, agora, DIE MUSIKALISCHE SCHLITTENFAHRT [o Passeio Musical de Trenó], um
Divertmento para 2 oboes, 2 fagotes, 2 trompas naturais, 2 clarins, 2 trompetes naturais, timpani, 5 guizos de trenó (chicote), cordas & continuo em Fá Maior. Está datada de Dezembro de 1755, portanto, cerca de um mês antes do nascimento do nosso Wolfgang. Eis a estrutura da peça:
I. Intrada - 0:00
II. Andante - 0:20
III. Presto - 1:24
IV. Intrada - 3:28
V. Schlittenfahrt - 3:57
VI. Andante, sempre piano (Das schuttelnde Pferd) - 6:00
VII. Aufzug - 7:25
VIII. Allegro - 8:31
IX. Intrada - 10:04
X. Schlittenfahrt - 10:23
XI. Adagio (Das vor Kalte zitternde und schnatternde Frauenzimmer) - 11:53
XII. Menuett/Trio (Des balles Anfang) - 14:33
XIII. Deutscher Tanz I. Presto - 17:36
XIV. Allegro (Kehraus) - 18:20
XV. Pianissimo - 19:33
XVI. Deutscher Tanz II - 20:10
XVII. Allegro (Kehraus) - 20:41
XVIII. Intrada - 21:10
XIX. Schlittenfahrt - 21:30
Interpretação do Ensemble Eduard Melkus.
A pintura de ilustração é "Inverno, ou o passeio de trenó" de François Boucher (1703-70).
Boa audição!
http://youtu.be/S4gWDMMWUYE
[PARTE IV]
Continuo as comemorações do aniversário de Leopold Mozart. Aqui chegado, já à quarta parte, não me pergunto se estarão surpreendidos com a inusitada escala desta festa no meu mural porque, através das peças anteriores, sei que confirmaram a qualidade da sua «oficina» e, por isso, entendem perfeitamente a minha opção expressa no texto introdutório à audição da peça objecto da Parte III.
Passo a propor-vos a sua Missa Solemnis em Dó Maior. Como verificarão, trata--se de uma belíssima peça de música sacra, da qual não sou capaz de destacar um momento melhor ou menos bem conseguido, cuja evidente e superior qualidade nos leva a questionar porque razão, mesmo no mundo germânico, não acedemos mais frequentemente a obra tão impressiva. Na realidade, é mesmo caso para apresentação dos mais expressivos parabéns a Leopold Mozart.
São vozes solistas Arleen Augér, soprano, Gabriele Schrecknbach, contralto, Horst Laubenthal, tenor e Barry McDaniel, barítono. Roland Bader, dirige a Domkapelle e o Coro da St.Hedwigs - Kathedrale (Berlin).
Boa audição!
http://youtu.be/PtvIunhayjM
[PARTE V]
Cassação em Sol Maior para brinquedos, 2 oboés, 2 trompas, cordas e contínuo.
Durante muito tempo, a autoria desta peça foi inequivocamente atribuída a Joseph Haydn. E, embora mais recentemente, alguns indícios apontem no sentido de que tivesse sido o monge beneditino austríaco Edmund Angerer (1740–1794) a compo-la, ainda continua a considerar-se Leopold Mozart como o seu muito provável autor.
Não será propriamente uma sinfonia, de acordo com os habituais cânones, mas tudo leva a crer que os seus três breves andamentos resultarão de um aproveitamento de uma ou mesmo várias 'cassações', quais 'divertimentos' compostos nos arredores de Berchtesgaden, cidade conhecida pela fabricação de brinquedos musicais. Aliás, o título completo da obra, descrevendo a distribuição orquestral, é "Cassação em Sol Maior para brinquedos, 2 oboés, 2 trompas, cordas e contínuo".
De qualquer modo, ao partilhar a peça, faço-o com as reservas que se impõem na medida em que, apesar de muito admirar as capacidades de LM, nestas matérias de propriedade autoral, não se pode ser minimamente voluntarioso. Então, aqui têm. Como verificarão, até na excelente gravação que seleccionei, tive o cuidado de manter a autoria sob reserva.
EDMUND ANGERER (1740-1794) atribuída a LEOPOLD MOZART]
BERCHTESGADENER MUSIK, KINDERSINFONIE (A designada Sinfonia do Brinquedo), com os seguintes andamentos:
I. Marche - 0:05; II. Menuetto, trio, menuetto - 2:03; III. Allegro - 3:51; VI. Menuetto, trio, menuetto - 8:09; V. Allegretto - 11:46
É uma estupenda interpretação, da Amsterdam Baroque Orchestra, em instrumentos antigos, sob a direcção de Ton Koopman.
Boa audição!
http://youtu.be/__VKW7KLhp8
Pecado de Calatrava
[facebook, 13.11.2014]
Quantas e quantas vezes, fascinados pela proposta estética, deixamos de avaliar a obra em todas as suas vertentes. No entanto, aos decisores políticos e seus delegados - cuja responsabilidade ultrapassa a do cidadão comum que, 'a posteriori', apenas se pode queixar de «consequências eventualmente perversas» - será de exigir uma outra atitude e, em especial, durante a primeira fase de recepão, análise e «negociação» com o autor do projecto de arquitectura.
[facebook, 13.11.2014]
Quantas e quantas vezes, fascinados pela proposta estética, deixamos de avaliar a obra em todas as suas vertentes. No entanto, aos decisores políticos e seus delegados - cuja responsabilidade ultrapassa a do cidadão comum que, 'a posteriori', apenas se pode queixar de «consequências eventualmente perversas» - será de exigir uma outra atitude e, em especial, durante a primeira fase de recepão, análise e «negociação» com o autor do projecto de arquitectura.
Uma bela estacao de comboios ...impropria para os passageiros particularmente em dias de chuva, vento e frio!...
Fernando,
Senhor de Fronteira e Alorna,
'O Marquês Vermelho'
Senhor de Fronteira e Alorna,
'O Marquês Vermelho'
[facebook, 13.11.2014]
Conheci-o relativamente bem. Homem inteligentíssimo, só tinha um defeito. Era um grande bebedor. Tão grande era que se terá tornado no português que maior carga de CocaCola terá ingerido ao longo da vida...
Fui seu colega na Faculdade de Letras, onde partilhámos episódios que, de tão caricatos, nem me atrevo a contar. Muito mais tarde, no âmbito de obras de recuperação de património, concretizadas por alunos meus da Escola de Recuperação do Património, voltei ao seu contacto, no Palácio, onde também frequentei serões musicais e de poesia de excelente recorte, além de seminários formidáveis sobre jardins históricos, por exemplo.
Por via do casamento com Mafalda Osório, na foto, foi cunhado do Rodrigo Miquelino, (British Council, homem a quem os melómanos portugueses nem sabem o que devem...), Mafalda e Rodrigo, meus quase vizinhos em Belém, ele colega na primária e no Liceu. Entre muitos, era amigo querido de Maria João Seixas, que deve estar a sofrer imenso com a sua partida.
Ultimamente, notava-se a sua falta. Muito! Sinais dos tempos...
Por via do casamento com Mafalda Osório, na foto, foi cunhado do Rodrigo Miquelino, (British Council, homem a quem os melómanos portugueses nem sabem o que devem...), Mafalda e Rodrigo, meus quase vizinhos em Belém, ele colega na primária e no Liceu. Entre muitos, era amigo querido de Maria João Seixas, que deve estar a sofrer imenso com a sua partida.
Ultimamente, notava-se a sua falta. Muito! Sinais dos tempos...
Humor?
Que escandalosa xaropada!
Que escandalosa xaropada!
[facebook, 13.11.2014]
Ainda não vos chegaram ecos da reacção dos dinamarqueses ao visionamento deste documento? Considerados como o mais feliz dos povos, afinal, devem estar a morder-se de inveja dos portugueses...
Onde estarão os 25% dos cidadãos nacionais que vivem abaixo ou no limiar da pobreza? E as crianças que só não chegam às escolas a desfalecer porque, entretanto, inúmeras organizações de beneficência se organizaram para o impedir?
Os desempregados que, sem manipulação de estatísticas, devem rondar os 20%, sob que capa se escondem neste video? E onde pára o quase milhão de portugueses ainda analfabetos? E os recém-emigrados? E os recém-deslocados (não emigrados...) para outros países da União Europeia?
Entretanto, por onde andam os corruptos e os corruptores deste que é dos países mais corruptos da Europa? E a classe política que, maioritariamente, apesar de se reclamar do Estado Democrático de Direito, envergonha os cidadãos eleitores, afastando-os dos mecanismos da Democracia Representativa engrossando os números da abstenção para níveis insuportáveis?
Para fazer humor, além de inteligência, também é preciso ter decoro...
Os desempregados que, sem manipulação de estatísticas, devem rondar os 20%, sob que capa se escondem neste video? E onde pára o quase milhão de portugueses ainda analfabetos? E os recém-emigrados? E os recém-deslocados (não emigrados...) para outros países da União Europeia?
Entretanto, por onde andam os corruptos e os corruptores deste que é dos países mais corruptos da Europa? E a classe política que, maioritariamente, apesar de se reclamar do Estado Democrático de Direito, envergonha os cidadãos eleitores, afastando-os dos mecanismos da Democracia Representativa engrossando os números da abstenção para níveis insuportáveis?
Para fazer humor, além de inteligência, também é preciso ter decoro...
A Pena, sempre!...
[facebook, 13.11.2014]
Aproveito a partilha desta foto do Fernando Morais Gomes para informar que todos têm motivos acrescidos para visita ao Parque da Pena e, se possível, logo entrando pelo Portão dos Lagos. Hão-de verificar que a pateira foi recuperada e que o busto em alto relevo do Senhor D. Fernando também devidamente beneficiado. É coisa muito recente, cuja «inauguração» tive oportunidade de assistir, no passado dia 29 de Outubro, como sabem, data do aniversário do Rei e, coincidência extraordinária, também do meu querido amigo Prof. António Lamas.
[facebook, 13.11.2014]
Aproveito a partilha desta foto do Fernando Morais Gomes para informar que todos têm motivos acrescidos para visita ao Parque da Pena e, se possível, logo entrando pelo Portão dos Lagos. Hão-de verificar que a pateira foi recuperada e que o busto em alto relevo do Senhor D. Fernando também devidamente beneficiado. É coisa muito recente, cuja «inauguração» tive oportunidade de assistir, no passado dia 29 de Outubro, como sabem, data do aniversário do Rei e, coincidência extraordinária, também do meu querido amigo Prof. António Lamas.
Estavam todos os colaboradores da PSML, os outros dois membros do Conselho de Administração, Drs. Manuel Baptista e João Lacerda Távares, e, além do «pessoal da casa», facto que me honrou imenso, apenas eu. Foi um fim de tarde inolvidável durante o qual também estivemos na Fonte dos Passarinhos festejando os aniversariantes, seguindo-se passagem pelas plataformas, esplendidamente cuidadas, visita aos trabalhos de sofisticada recuperação tanto da Capela Manuelina como do Tanque dos Frades.
Tudo está um encanto. Para qualquer lado que nos voltemos, deparamos com constantes motivos de regozijo. E, meu Deus, quem se lembra das dezenas de anos e anos de degradação inenarrável, que parecia sem remissão, anda agora, perante a exemplaridade da constante intervenção dos nossos queridos amigos da Parques de Sintra , em permanente roda-viva de fascínio e acção de graças…
Nesse dia, ainda inebriado pelo privilégio que vivera, escrevi: “Éramos tantos e estávamos tão felizes, irmanados no merecimento da Pena!... Fim de tarde no Parque, com queridos amigos, na partilha de momentos tão ingénuos, tão bonitos. Éramos tantos, tão felizes. Fernando e Elise? Ah, pois claro, também andaram connosco... “ E acrescentei a memória de uma obra que me perseguira durante aquelas horas, de Liszt, a "Consolation No. 3", interpretada por Horowitz, que volto a propor.
Boa audição!
http://youtu.be/zS5LRRsNYZk
Tudo está um encanto. Para qualquer lado que nos voltemos, deparamos com constantes motivos de regozijo. E, meu Deus, quem se lembra das dezenas de anos e anos de degradação inenarrável, que parecia sem remissão, anda agora, perante a exemplaridade da constante intervenção dos nossos queridos amigos da Parques de Sintra , em permanente roda-viva de fascínio e acção de graças…
Nesse dia, ainda inebriado pelo privilégio que vivera, escrevi: “Éramos tantos e estávamos tão felizes, irmanados no merecimento da Pena!... Fim de tarde no Parque, com queridos amigos, na partilha de momentos tão ingénuos, tão bonitos. Éramos tantos, tão felizes. Fernando e Elise? Ah, pois claro, também andaram connosco... “ E acrescentei a memória de uma obra que me perseguira durante aquelas horas, de Liszt, a "Consolation No. 3", interpretada por Horowitz, que volto a propor.
Boa audição!
http://youtu.be/zS5LRRsNYZk
Informalidade
em expressão máxima
[facebook, 11.11.2014]
Para quem possa ter a ideia de que a Fundação Internacional do Mozarteum de Salzburg «só» é aquela instituição formal, seríssima, escola de música ultra-famosa, detentora de uma biblioteca ímpar, guardiã dos maiores tesouros mozartianos, dona de museus e de salas de concerto, promotora dos maiores festivais mundiais de música erudita, e que não sabe brincar, eis a prova em contrário: hoje à noite, há concerto de órgão e um filme, "A Marca do Zorro", de 1920. Pois quem se apresentar mascarado, tem direito a pipocas e bebida grátis. Será às 19,30 na sacrossanta Grosse Saal do Mozarteum! E esta, hem?!
em expressão máxima
[facebook, 11.11.2014]
Para quem possa ter a ideia de que a Fundação Internacional do Mozarteum de Salzburg «só» é aquela instituição formal, seríssima, escola de música ultra-famosa, detentora de uma biblioteca ímpar, guardiã dos maiores tesouros mozartianos, dona de museus e de salas de concerto, promotora dos maiores festivais mundiais de música erudita, e que não sabe brincar, eis a prova em contrário: hoje à noite, há concerto de órgão e um filme, "A Marca do Zorro", de 1920. Pois quem se apresentar mascarado, tem direito a pipocas e bebida grátis. Será às 19,30 na sacrossanta Grosse Saal do Mozarteum! E esta, hem?!
Heute Abend: Orgel und Film! "The Mark of Zorro" aus dem Jahr 1920. Wer verkleidet kommt, erhält Popcorn und ein Getränk gratis! 19:30 Uhr Großer Saal, Stiftung
Escola Portuguesa de Arte Equestre
na Feira Nacional do Cavalo na Golegã
[facebook, 10.11.2014]
[É com o maior prazer que, a propósito, disponibilizo a informação que acabo de receber da Parques de Sintra que, como sabem, também enquadra a EP de Arte Equestre, com um tremendo sucesso como é seu timbre. Portanto, mais um aliciante para ir até à Golegã, neste que é o momento da vida cultural mais importante do concelho durante o ano, referência máxima nacional de todas as actividades que, de algum modo, se relacionam com os equinos.
Pessoalmente, tudo isto me diz imenso. A minha família paterna é originária da Golegã e freguesias limítrofes, de Pombalinho, Azinhaga, esteve intimamente ligada às actividades agrícolas e pecuárias, à criação de cavalos e de touros, havendo familiares que vivem exclusivamente da agricultura. Alguns dos meus primos, tanto eu como as minhas filhas montamos e, muito em breve, também por minha iniciativa, para já, o neto mais velho será iniciado.]
- Apresentação contará com 12 cavalos e 9 cavaleiros
- Novo carrossel de 8 cavalos: apresentado pela primeira vez em Portugal
Sintra, 10 de novembro de 2014 – A Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) vai participar com uma apresentação na XXXIX Feira Nacional do Cavalo, que se realiza na Golegã, de 7 a 16 de novembro.
A apresentação da Escola será no dia 14 de novembro (sexta-feira), às 21h00, no Largo do Arneiro. Na apresentação, que contará com a participação de 12 cavalos lusitanos Alter-Real e de 9 cavaleiros, vão ser exibidos diversos números como um "pas de trois", um solo em rédeas longas e também o novo carrossel de 8 cavalos, apresentado pela primeira vez pela Escola em Portugal.
À semelhança do ano passado, a EPAE estará também presente no espaço da Companhia das Lezírias, para o qual foi convidada, entre os dias 13 e 16 de novembro, onde disponibilizará informações e terá à venda produtos alusivos à Escola, nomeadamente o livro “Escola Portuguesa de Arte Equestre”, editado em julho deste ano, da autoria de Teresa Abrantes.
A presença da EPAE neste evento é de grande importância, uma vez que este é o mais importante do setor em Portugal, e permite uma grande visibilidade do trabalho da Escola e das atividades de turismo equestre que têm sido levadas a cabo pela Parques de Sintra.
Programa: www.fnc.cm-golega.pt/…/Docum…/programas/programa_fnc2014.pdf
Mais informações: www.fnc.cm-golega.pt
Sobre a Escola Portuguesa de Arte Equestre
A Escola Portuguesa de Arte Equestre, sediada nos jardins do Palácio Nacional de Queluz, foi fundada em 1979 com a finalidade de promover o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa. Recupera a tradição da Real Picaria, academia equestre da corte portuguesa do século XVIII, que usava o Picadeiro Real de Belém, hoje Museu Nacional dos Coches, e monta exclusivamente cavalos lusitanos da Coudelaria de Alter.
A gestão da Escola Portuguesa de Arte Equestre foi entregue pelo Governo à Parques de Sintra em setembro de 2012, juntamente com a gestão dos Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz.
na Feira Nacional do Cavalo na Golegã
[facebook, 10.11.2014]
[É com o maior prazer que, a propósito, disponibilizo a informação que acabo de receber da Parques de Sintra que, como sabem, também enquadra a EP de Arte Equestre, com um tremendo sucesso como é seu timbre. Portanto, mais um aliciante para ir até à Golegã, neste que é o momento da vida cultural mais importante do concelho durante o ano, referência máxima nacional de todas as actividades que, de algum modo, se relacionam com os equinos.
Pessoalmente, tudo isto me diz imenso. A minha família paterna é originária da Golegã e freguesias limítrofes, de Pombalinho, Azinhaga, esteve intimamente ligada às actividades agrícolas e pecuárias, à criação de cavalos e de touros, havendo familiares que vivem exclusivamente da agricultura. Alguns dos meus primos, tanto eu como as minhas filhas montamos e, muito em breve, também por minha iniciativa, para já, o neto mais velho será iniciado.]
- Apresentação contará com 12 cavalos e 9 cavaleiros
- Novo carrossel de 8 cavalos: apresentado pela primeira vez em Portugal
Sintra, 10 de novembro de 2014 – A Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) vai participar com uma apresentação na XXXIX Feira Nacional do Cavalo, que se realiza na Golegã, de 7 a 16 de novembro.
A apresentação da Escola será no dia 14 de novembro (sexta-feira), às 21h00, no Largo do Arneiro. Na apresentação, que contará com a participação de 12 cavalos lusitanos Alter-Real e de 9 cavaleiros, vão ser exibidos diversos números como um "pas de trois", um solo em rédeas longas e também o novo carrossel de 8 cavalos, apresentado pela primeira vez pela Escola em Portugal.
À semelhança do ano passado, a EPAE estará também presente no espaço da Companhia das Lezírias, para o qual foi convidada, entre os dias 13 e 16 de novembro, onde disponibilizará informações e terá à venda produtos alusivos à Escola, nomeadamente o livro “Escola Portuguesa de Arte Equestre”, editado em julho deste ano, da autoria de Teresa Abrantes.
A presença da EPAE neste evento é de grande importância, uma vez que este é o mais importante do setor em Portugal, e permite uma grande visibilidade do trabalho da Escola e das atividades de turismo equestre que têm sido levadas a cabo pela Parques de Sintra.
Programa: www.fnc.cm-golega.pt/…/Docum…/programas/programa_fnc2014.pdf
Mais informações: www.fnc.cm-golega.pt
Sobre a Escola Portuguesa de Arte Equestre
A Escola Portuguesa de Arte Equestre, sediada nos jardins do Palácio Nacional de Queluz, foi fundada em 1979 com a finalidade de promover o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa. Recupera a tradição da Real Picaria, academia equestre da corte portuguesa do século XVIII, que usava o Picadeiro Real de Belém, hoje Museu Nacional dos Coches, e monta exclusivamente cavalos lusitanos da Coudelaria de Alter.
A gestão da Escola Portuguesa de Arte Equestre foi entregue pelo Governo à Parques de Sintra em setembro de 2012, juntamente com a gestão dos Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz.
10 de Novembro,
a grande efeméride
Johann Christoph FRIEDRICH von SCHILLER
[facebook, 10.11.2014]
Marbach,10 de novembro de 1759 - Weimar, 9 de maio de 1805
Nesta hora tão sugestiva do raiar do dia, sempre momento de inspiradora Beleza, deixem que convosco partilhe dois versos do seu poema "Die Kunstler" [Os Artistas]:
"(...) Nur durch das Morgenthor des Schönen
Drangst du in der Erkenntniß Land (...)"
[Só através da matinal porta do belo se penetra na terra do conhecimento].
E por aqui me ficaria na invocação desta figura máxima da cultura universal, não sem lembrar uma pessoal preferência que me leva a procurar a sua protectora e serena estátua para junto dela me sentar num banco do Jardim Furtwängler de Salzburg, memorial muito apelativo, propício às leituras que por lá cultivo. M Manuela Bravo Serra e Jose Luis De Moura entenderão este «tropismo»...
Por aqui ficaria se, ontem mesmo, na celebração do 25º aniversário da queda do Muro de Berlin, a "Ode à Alegria" de Friedrich Schiller não se tivesse feito ouvir 'urbi et orbe', matriz poética do quarto e último andamento da 9ª Sinfonia de Beethoven, portanto, na linguagem universal da música, veículo dos ideais da liberdade, da paz e da solidariedade.
Datada de 1785, esta obra de Schiller promove uma perspectiva idealista da Humanidade em que a Fraternidade é a grande protagonista da unidade que, naturalmente, Beethoven também partilhava, poema este que foi considerado Património da Humanidade pela UNESCO. Eis o poema, no original Alemão e numa tradução para Português. E, finalmente, uma proposta de partilha musical.
An Die Freude
O Freunde, nicht diese Töne!
Sondern lasst uns angenehmere anstimmen
und freudenvollere!
Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken.
Himmlische, dein Heiligtum!
Deine Zauber binden wieder
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder
Wo dein sanfter Flügel weilt.
Wem der grosse Wurf gelungen
Eines Freundes Freund zu sein,
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!
Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer's nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund.
Freude trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen,
Folgen ihrer Rosenspur.
Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott!
Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels prächt'gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.
Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken.
Himmlische, dein Heiligtum!
Seid umschlungen, Millionen.
Dieser Kuss der ganzen Welt!
Brüder! Über'm Sternenzelt
Muss ein lieber Vater wohnen.
Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such ihn über'm Sternenzelt!
Über Sternen muss er wohnen.
[Tradução para Português]
Ode À Alegria
Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir |
O que o costume rigorosamente dividiu. |
Todos os homens se irmanam | 2X
Ali onde teu doce vôo se detém. |
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se connosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,|
Uma única em todo o mundo. |
Mas aquele que falhou nisso | 2X
Que fique chorando sozinho! |
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e |
Um amigo leal até a morte; |
Deu força para a vida aos mais humildes | 2x
E ao querubim que se ergue diante de Deus! |
Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.
Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora
Eis a 2ª parte do 4º andamento da 9ª Sinfonia. Toca a Filarmónica de Viena sob a direcção de Christian Thielemann.
Boa audição!
http://youtu.be/I8R1f8d1oLI
a grande efeméride
Johann Christoph FRIEDRICH von SCHILLER
[facebook, 10.11.2014]
Marbach,10 de novembro de 1759 - Weimar, 9 de maio de 1805
Nesta hora tão sugestiva do raiar do dia, sempre momento de inspiradora Beleza, deixem que convosco partilhe dois versos do seu poema "Die Kunstler" [Os Artistas]:
"(...) Nur durch das Morgenthor des Schönen
Drangst du in der Erkenntniß Land (...)"
[Só através da matinal porta do belo se penetra na terra do conhecimento].
E por aqui me ficaria na invocação desta figura máxima da cultura universal, não sem lembrar uma pessoal preferência que me leva a procurar a sua protectora e serena estátua para junto dela me sentar num banco do Jardim Furtwängler de Salzburg, memorial muito apelativo, propício às leituras que por lá cultivo. M Manuela Bravo Serra e Jose Luis De Moura entenderão este «tropismo»...
Por aqui ficaria se, ontem mesmo, na celebração do 25º aniversário da queda do Muro de Berlin, a "Ode à Alegria" de Friedrich Schiller não se tivesse feito ouvir 'urbi et orbe', matriz poética do quarto e último andamento da 9ª Sinfonia de Beethoven, portanto, na linguagem universal da música, veículo dos ideais da liberdade, da paz e da solidariedade.
Datada de 1785, esta obra de Schiller promove uma perspectiva idealista da Humanidade em que a Fraternidade é a grande protagonista da unidade que, naturalmente, Beethoven também partilhava, poema este que foi considerado Património da Humanidade pela UNESCO. Eis o poema, no original Alemão e numa tradução para Português. E, finalmente, uma proposta de partilha musical.
An Die Freude
O Freunde, nicht diese Töne!
Sondern lasst uns angenehmere anstimmen
und freudenvollere!
Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken.
Himmlische, dein Heiligtum!
Deine Zauber binden wieder
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder
Wo dein sanfter Flügel weilt.
Wem der grosse Wurf gelungen
Eines Freundes Freund zu sein,
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!
Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer's nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund.
Freude trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen,
Folgen ihrer Rosenspur.
Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott!
Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels prächt'gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.
Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken.
Himmlische, dein Heiligtum!
Seid umschlungen, Millionen.
Dieser Kuss der ganzen Welt!
Brüder! Über'm Sternenzelt
Muss ein lieber Vater wohnen.
Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such ihn über'm Sternenzelt!
Über Sternen muss er wohnen.
[Tradução para Português]
Ode À Alegria
Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir |
O que o costume rigorosamente dividiu. |
Todos os homens se irmanam | 2X
Ali onde teu doce vôo se detém. |
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se connosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,|
Uma única em todo o mundo. |
Mas aquele que falhou nisso | 2X
Que fique chorando sozinho! |
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e |
Um amigo leal até a morte; |
Deu força para a vida aos mais humildes | 2x
E ao querubim que se ergue diante de Deus! |
Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.
Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora
Eis a 2ª parte do 4º andamento da 9ª Sinfonia. Toca a Filarmónica de Viena sob a direcção de Christian Thielemann.
Boa audição!
http://youtu.be/I8R1f8d1oLI
Efeméride mozartiana
Árias de concerto, de 9 de Novembro
[facebook, 09.11.2014]
Mais uma efeméride mozartiana. Estreia, em 9 de Novembro de 1789, das duas árias de concerto 'Chi sà, chi sà', KV. 582 e 'Vado ma dove? oh Dei?' KV. 583. Aí vos deixo com a Bartoli, no Festival de Luzern, sob a direcção de Abbado, na interpretação da primeira das peças.
...
Árias de concerto, de 9 de Novembro
[facebook, 09.11.2014]
Mais uma efeméride mozartiana. Estreia, em 9 de Novembro de 1789, das duas árias de concerto 'Chi sà, chi sà', KV. 582 e 'Vado ma dove? oh Dei?' KV. 583. Aí vos deixo com a Bartoli, no Festival de Luzern, sob a direcção de Abbado, na interpretação da primeira das peças.
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Querem reparar num pormenor que bem aquilata do altíssimo nível desta orquestra do Festival de Luzern? Então atentem no som do clarinete que estão ouvindo. Na maior parte das vezes, a clarinetista está encoberta pela Bartoli. Mas há alturas em que se vê distintamente. É Sabine Mayer, nem mais nem menos. Por muitos melómanos é considerada a grande intérprete deste instrumento, a melhor, a nível mundial.
Abbado conseguia esta coisa extraordinária de reunir, em Luzern, uma orquestra que apenas funciona durante um determinado período anual, como apoio ao Festival, constituída por músicos que são a crème de la crème, grandes solistas, chefes de naipe das melhores orquestras europeias e não só. Naturalmente, a qualidade é espantosa.
E Luzern é uma cidade realmente fascinante, com memórias únicas de conotações musicais. Como Triebschen, a casa de Wagner, onde, escreveu ele, foi mais feliz do que nunca em toda a sua vida. Um local de eleição, com uma estupenda localização, onde compôs o" Idílio de Siegfried", oferecendo-o a Cosima, como presente de anos e de Natal.
E, ainda, só para citar mais um entre outros lugares, o Hotel Schweitzerhoff onde a estada é um sonho, naquela magnífica situação sobre o Lago dos qutro Cantões, hotel onde se faz e ouve belíssima música. Ali, por exemplo, em 1981, ouvi eu, numa bela manhã de Setembro, um Barenboim, ainda na casa dos trinta, tocando duas sonatas de Schubert como nunca mais tocou, digo-vos eu que, depois disso, já o ouvi dezenas de vezes.
Enfim, não são só as memórias de uma cidade muito musical, são as memórias de anónimos, como eu, que enriquecem, em Luzern, com sinais interiores de uma riqueza que, graças a Deus, jamais será tributável...
Boa audição!
[http://youtu.be/PCk8Ovfb2Uc [I]
Claro que não poderia deixar de vos propor a outra peça anunciada. Esta 'Vado, ma dove? oh Dei', embora a intérprete não esteja identificada, posso garantir-vos tratar-se de Christiane Oelze. Conheço-a bem, de Salzburg. E também já cá tem estado na Gulbenkian. Como verificarão é muito especial. Está a fazer-se uma "mozartiana". De facto, não é coisa que aconteça rapidamente. Vai-se fazendo...
[http://youtu.be/TZvbIsfNahoMozart [II]
Abbado conseguia esta coisa extraordinária de reunir, em Luzern, uma orquestra que apenas funciona durante um determinado período anual, como apoio ao Festival, constituída por músicos que são a crème de la crème, grandes solistas, chefes de naipe das melhores orquestras europeias e não só. Naturalmente, a qualidade é espantosa.
E Luzern é uma cidade realmente fascinante, com memórias únicas de conotações musicais. Como Triebschen, a casa de Wagner, onde, escreveu ele, foi mais feliz do que nunca em toda a sua vida. Um local de eleição, com uma estupenda localização, onde compôs o" Idílio de Siegfried", oferecendo-o a Cosima, como presente de anos e de Natal.
E, ainda, só para citar mais um entre outros lugares, o Hotel Schweitzerhoff onde a estada é um sonho, naquela magnífica situação sobre o Lago dos qutro Cantões, hotel onde se faz e ouve belíssima música. Ali, por exemplo, em 1981, ouvi eu, numa bela manhã de Setembro, um Barenboim, ainda na casa dos trinta, tocando duas sonatas de Schubert como nunca mais tocou, digo-vos eu que, depois disso, já o ouvi dezenas de vezes.
Enfim, não são só as memórias de uma cidade muito musical, são as memórias de anónimos, como eu, que enriquecem, em Luzern, com sinais interiores de uma riqueza que, graças a Deus, jamais será tributável...
Boa audição!
[http://youtu.be/PCk8Ovfb2Uc [I]
Claro que não poderia deixar de vos propor a outra peça anunciada. Esta 'Vado, ma dove? oh Dei', embora a intérprete não esteja identificada, posso garantir-vos tratar-se de Christiane Oelze. Conheço-a bem, de Salzburg. E também já cá tem estado na Gulbenkian. Como verificarão é muito especial. Está a fazer-se uma "mozartiana". De facto, não é coisa que aconteça rapidamente. Vai-se fazendo...
[http://youtu.be/TZvbIsfNahoMozart [II]
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