[sempre de acordo com a antiga ortografia]

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quinta do Relógio,
mais um episódio


Anónimo disse...

The present owners bought quinta do relogio as complete ruin which has nothing left inside after fire and neglect of many decades years before acquire by present owner. accept the outside facade. Millions have been spend by present owner to reinforce the structure and restore other buildings and making most glorious garden in whole of Sintra. millions spent by ownners in the careful professional high degree restoration by best professional expert hire. easy to criticise but any one know big time needed for historic restoration work was stop as city municipality announce purchase. now owner decide to start work soon as purchase keep delay once completed the owner plan to make the palace pride of Sintra as owner in love with Sintra. I am associated with restoration work so I know. surely people in sintra get chance to enjoy quinta do relogio in its glory in future.
26/12/10 00:30


Como poderão verificar, o comentário em epígrafe está datado de ontem. No entanto, foi redigido como reacção a um texto publicado no sintradoavesso, há quase um ano, mais precisamente em 14 de Janeiro, subordinado ao título Sintra em compras polémicas. Enfim, em função de tão manifesto desfasamento cronológico, não podemos deixar de ter como certa a conclusão de haver quem consiga reagir mais rapidamente…

Entretanto, em tudo quanto se refere à Quinta do Relógio, como nos tem sido proporcionado constatar, a pressa é coisa que, por aquelas bandas, parece não se cultivar. Pelo contrário, à laia de quem espera pelo grande negócio da sua vida, a santa paciência, bem à portuguesa, é a virtude em que, manifestamente, mais se empenham os estrangeiros proprietários e, pelos vistos, este seu fiel amigo comentarista…

Uma coisa que me surpreende é que, dispondo assim de tantos milhões, e, convictos da mais valia que constitui aquele património da Quinta do Relógio, como é que os actuais proprietários, certamente gente de grandes cabedais e discernimento negocial, estariam disponíveis para prescindir de uma tão evidente galinha de ovos de ouro… Mistério? Negócio polémico ou flagrante negociata?


Bem sei que há uns escribas de terceira categoria armados em historiadores que, para sua própria vergonha, se prestam à triste tarefa de justificar, com argumentos de baixo estrato, o hipotético interesse daquela aquisição, com dinheiros públicos. Mas isso é outra história…

Mais uma observação. Propositadamente, nem sequer me dou ao trabalho de traduzir o macavenco inglês que suporta a mensagem supra. Para além da incorrecção do anonimato, ainda que admissível na blogosfera, o autor também cometeu a deselegância de suprir o seu escrito num idioma que não o nosso. Partiu do princípio de ser coisa adquirida essa provinciana prática de geral e lusa submissão às línguas estrangeiras. Aqui, no sintradoavesso, não penso que alguma vez cheguemos a esse ponto. Quem tiver dúvidas, é só ask me...

Aliás, deixem-me passar-vos a impressão – partilhada, tenho a certeza, por muitos leitores – de que, de tão mauzito, muito dificilmente, o texto terá sido escrito por um autor anglófono. Quanto muito, talvez sueco… De facto, noutra hipótese plausível, mais parece a retroversão de um original em português, igualmente muito falho de qualidade…

Finalmente, e para o que nos interessa, urge, isso sim, que o Presidente da Câmara Municipal de Sintra anuncie a mais que evidente necessidade de desistência do negócio da Quinta do Relógio. De facto, são tantas, tão justas e pertinentes as razões que lhe assistem para assim retroceder na sua intenção da compra, que nem sequer corre o risco de se prejudicar pessoalmente com tal decisão. Pelo contrário, só poderia sair enobrecido.

Não quererá o Dr. Fernando Seara começar o Novo Ano da melhor maneira, concedendo-nos ainda o benefício da dúvida quanto às melhores intenções da sua gestão?


PS: Não haverá por aí uma alma caridosa que, na sequência da publicação deste texto de hoje, chame a atenção do anónimo autor da mensagem em epígrafe, para a necessidade de uma resposta atempada que a todos nos beneficie com as suas doutas impressões? De facto, sem a sua reacção, não teremos a perspectiva do contraditório, ainda que não estejamos obrigados a qualquer obediência deontológica, mais atinente do contexto jornalístico que não é o nosso...



8 comentários:

Anónimo disse...

Sua majestade ficaria horrorizada por ler este texto de um seu sofrido subdito ainda por cima especialista em restauração, e por pouco acabava por escrever o glorioso Éden mais umas explicações da forma de obter subsídios para recuperar casas com o dinheiro dos contribuintes. Em inglês servil o texto só pode ter sido traduzido de borla e com a caneta muito dobrada.
Elsa Pinheiro - Colares

Anónimo disse...

Cheira-me, cheira-me a que a autoria do comentário "naquele" inglês com aquele lexico de pseudo-expert em restauro com a mania de que salvou o património monumental e espiritual de Sintra, a caminho de salvar o Mundo, seja do sr. joão cruz alves, o da Regaleira. Por uma série de razões, óbvias até; conhece o filho do actual proprietário da Quinta do Relógio, foi até procurado por este ultimo à menos de um mês e depois porque é um dos mentores do projecto $romantico$ que visa dar $utilidade$ à Quinta do Relógio.

Ricardo Duarte disse...

Este texto faz-me lembrar as já célebres "communications" que o nosso primeiro-ministro costuma fazer no exterior.

Haja paciência...

Ricardo Duarte

Sílvio Cruz disse...

Faz todo o sentido que o tal Sr. Cruz Alves esteja metido na negociata pois a Quinta do Relógio é mesmo defronte da Regaleira e se calhar estava a preparar-se para
ficar à frente das duas.
Estava? Ou está? Oxalá a coisa esteja mesmo sem hipótese de vingar. Claro que o que eu mais quero (????) é gozar a Quinta do Relógio pela mão do actual dono... porque a Câmara não tem dinheiro nem para mandar cantar um cego, o que significa que para comprar a Quinta do Relógio tinha que se endividar e quem pagava eram os munícipes os custos agravados com juros e mais juros.
Sílvio Cruz

Anónimo disse...

A acabar mais um ano da mesma política, com os mesmos actores a repetirem as mesmas cenas e Sintra sem remédio para as doenças de que sofre há anos em consequência de causas que nunca se atacam. Este caso da Quinta do relógio é só mais um no meio de muitos erros deste
presidente que não faz nada
direito.
Para as suas incompetências conta com uns incompetentes como o tal senhor Alves da Regaleira que se vai mantendo anos e anos na gestão
a fazer o inferno dos funcionários sem pôr em causa a tal maluquinha, etc. Assim Sintra não passa da
cepa torta.
H.P.

Anónimo disse...

A compra da Quinta do Relógio resolvia também o problema de estacionamento diante da Regaleira ao sr. alves. Seria a jogada de mestre

Anónimo disse...

O sr. alves da Quinta da Regaleira, decidiu à uma semana atrás que dia 1 de Janeiro , a Regaleira estará aberta ao publico. Ao contrário do que se tem passado nos anos anteriores desde que a quinta abriu ao publico.Está a pressionar os funcionários com ameaças de para o ano não irá dar os dias 24 e 31 de Dezembro. Todos os monumentos em Sintra e pelo resto do país estão fechados nos dias 24, 25 e 31 de Dezembro bem como o 1º de Janeiro, a Regaleira pretende ser diferente com este administrador, o sr. alves que usa e abusa da mentira para abusar dos direitos dos trabalhadores. Vejam o absurdo, à uma semana atrás já os trabalhadores da Regaleira tinham organizado as suas vidas no que concerne aos feriados em questão e agora uma semana antes da passagem do ano teriam de desmarcar os compromissos socias e familiares? Estamos aonde? Mentiu aos fucionários dizendo que tinha sido uma determinação do conselho de administração, se assim fosse o orgão em questão teria feito saber aos funcionários da regaleira atempadamente a sua decisão. Depois, excluindo o sr. alves, nenhuma das 3 directoras da regaleira estará no seu posto de trabalho dia 1 de Janeiro de 20011, mais uma vêz se fosse uma determinação do conselho de administraçao elas, as 3 directoras estariam nos seus postos de trabalho no dia em questão. Pressionam-se os trabalhadores com o anuncio de tempos dificeis, que para o ano algumas camaras municipais iram despedir, etc e tal. Chega!!!

João Cachado disse...

Amigos leitores,

Já há imensa matéria para reflexão nos comentários até agora publicados acerca do texto suscitado pela mensagem tão patusca do autor "inglês".

Entretanto, estamos praticamente identificados com o calibre do Alves gestor da Regaleira. Aliás, é pessoa que jamais me terá enganado, nomeadamente, desde a altura em que estacionava a sua carrinha Ford Escort grenat, despudorada,
ignorante e ostensivamente, em contravenção, sobre o empedrado policromado da artística decoração do passeio marginal ao muro da Quinta que fazem parte do próprio património que foi confiado à sua custódia... O pior é que não é só o Alves pois, mais acertadamente, teremos de afirmar que +e o Alves & Companhia...

Embora viessenm a propósito, não vou alargar-me noutras considerações. Todavia, não posso deixar passar a sugestão de alguém que se permitiu alvitrar estar a aquisição da Quinta do Relógio relacionada com a intenção de ali instalar um parque de estacionamento. A ideia é tão louca que nem mereceria resposta não fosse o facto de já ter ouvido formulá-la noutro contexto.

Na realidade, não tem pés nem cabeça. E até faço a justiça ao Presidente da Câmara, que a repudia totalmente, ao pretender instalar, isso sim, os parques periféricos de estacionamento, em articulação com transportes públicos adequados. Só que, perdido em projectos outros - como o da fantasiosa aquisição da Qta. do relógio - incompatíveis com a realidade das finanças locais e necionais, ainda não teve condicões para a concretização dessa alternativa pela qual tanto tenho pugnado.

Para disparates de loucas hipóteses de parqueamento na Regaleira, já nos bastou a do então vereador Patrício que pretendia reservar uma área para arrumar viaturas no interior da propriedade... Temos ouvido de tudo. Lá isso não podemos queixar-nos de falta das mais idiotas alternativas, de todas as cores e feitios.

As melhores saudações,

João Cachado