[sempre de acordo com a antiga ortografia]

sábado, 6 de dezembro de 2014



Economia que mata,
fariseus encapotados & Companhia (ilimitada)


[facebook, 28.11.2014]

"Ingredientes para o bolo: sociedades offshore, swaps, perdas, ocultação, garantias de Estado, contabilidades divergentes, auditorias inconclusivas, supervisão insuficiente, tribunal. Depois é serviço para todos os contribuintes pagarem."

[Pedro Ventura]
 

Entre os tais ingredientes, estão alguns daquela «economia que mata», tão bem caracterizada e denunciada pelo Papa Francisco que, muito naturalmente, os inqualificáveis fariseus dos governantes nacionais não admitem ser.

A inegável realidade tem demonstrado como os «tão católicos» Mota Soares ou Assunção Cristas, a mero título de exemplo, são os grandes e mais qualificados agentes dessa maneira desalmada de encarar a política, em geral, e a economia em particular, neste desgraçado país que desgovernam e perdem a cada dia e hora que passam.

Cheios de prosápia, de falinhas ordinárias e demagógicas, souberam cativar um eleitorado desguarnecido das armas que o poderiam defender, aplicando-lhe, pelas costas, o mais covarde punhal, numa estratégia que, além de incompetente, é desnecessariamente cruel.

O palmarés desta gente ultrapassa tudo quanto se possa conceber. Quando, em Salzburg, por exemplo, conto e partilho algumas das suas medonhas «façanhas» - casos do roubo descarado aos reformados, manipulação inacreditável dos números do desemprego, subtracção do abono de família a famílias pobres ou pouco mais, desprotecção das vítimas do desemprego - incrédulos, os meus amigos confiam no meu testemunho só porque me conhecem há dezenas de anos, porque sabem ser eu incapaz de falsear a realidade. Mas perguntam que país é este...

Dezenas e dezenas de milhar de jovens, uns «deslocados» em países da União Europeia, outros emigrados com todas as letras, além de mascararem a estatística do desemprego, são a prova provada do desalento geracional, de um desespero latente e da falência de políticas que se servem dos ingredientes a que alude o Pedro Ventura. Pela sua denúncia também passa a intervenção cívica e cultural dos cidadãos que pretendem manter a lucidez.
 

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