[sempre de acordo com a antiga ortografia]

sábado, 19 de setembro de 2009


...E zás!

O texto que se segue, subordinado a este título, é o que Fernando Castelo subscreveu, como comentário, ao que ontem publiquei, aqui no sintradoavesso, e que também apareceu na 6ª Coluna do JS. Para perfeito entendimento da peça que se segue, bom seria que tivessem lido o CV, visto a reportagem da SIC e olhado para a primeira página do referido JS de ontem.

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...E zás!


Não tivesse acabado de ler o CidadeVIVA e saber que, naquela Gala, os profissionais da informação não podiam tirar fotografias e teria ficado calado.

Não tivesse, ainda ontem, assistido a uma peça na SIC (Nós por Cá) sobre um carro caído numa ribeira há vários meses e as palavras do Senhor Presidente da Câmara, e descansaria.

Mas confesso que ainda não recuperei do medo da Brigada de Reacção Rápida ter ocupado Sintra (era a imagem passada pelo Jornal de Sintra). Que coisa tão estranha em época eleitoral.

Vivemos numa terra que era tão pacífica, que podia servir apenas para os media dizerem bem, onde a RTP poderia brilhar de vez em quando sem dar muito nas vistas, sem asfixias e zás, acontecem destas coisas.

No fundo, todos nós vivemos condicionados, dependentes de eruditos da democracia, que é entremeada com laivos alimentares. Dizes mal de mim? Toma lá umas queijadas e estás arrumado. Não fazes uma propagandazinha? Vai mas é comer uns travesseiros. Queres ter força para jogar à bola? Só comendo um bom leitão à maneira. E chegámos a isto, à política do paladar, isto é, resposta consoante o paladar. Se disseres bem só pode ser feita justiça e escolherás a comida "à la carte". Sem asfixia.

Voltando ao princípio, aquela jornada que podia ser de boa propaganda terá falhado em quê? Os jornalistas não poderem tirar fotografias terá sido por não estar lá alguma vedeta a homenagear por nada ter feito de importante na época anterior? Ou estaria alguém que não pudesse ser reproduzido em jornais de circulação extra portas?

Pois é, meu amigo, há cada história em Sintra.

Fernando Castelo
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Sabem o que me ocorre e ainda a propósito dos «protagonistas» dos escritos de ontem e de hoje deste blogue? Família tão distinta... [canta-se, com música do tango A media luz]...



3 comentários:

João Cachado disse...

Fernando Castelo,
Caro Amigo,

Como poderá verificar, considerei conveniente publicar o seu comentário em primeira página de hoje.

Em resposta, remeto-o para a sugestão final que propus aos leitores. E, claro, a si especialmente...

Um abraço

João Cachado



Um grande abraço,

João Cachado

Fernando Castelo disse...

Meu caro João Cachado,

Se soubesse que me ia colocar numa primeira página, teria fornecido mais alguns ingredientes.

Passei no IC19 e vi um "hoarding" (os ingleses gostam de chamar assim aos grandes cartazes à beira das vias importantes) onde os Presidentes actuais (Câmara e JF Rio de Mouro) e Re-Candidatos,surgem em "DEDICAÇÂO TOTAL".

Passadas umas horas, vejo o programa da SIC "Nós por Cá" e, a propósito de um carro retirado da ribeira, o Presidente da Junta dá "Graças a Deus" pela intervenção da SIC, numa justificação um tanto confusa sobre a circulação documental nos serviços camárários.

Na parte final, umas expressões faciais e linguísticas do Presidente da Câmara, das quais retirei, pelo impacto, "alimentem-se".

Melhor que o meu esclarecimento, sugiro aos visitantes deste blogue que acedam ao endereço:

http://sic.sapo.pt/online/noticias/programas/nos+por+ca/

Depois é só escolher o vídeo:

Mistério de 4 rodas: Náufrago na ribeira há 4 meses

Depois é só dedicarmos uns momentos à reflexão.

Um abraço,

Artur Sá disse...

Com muito gosto venho comentar o texto de Fernando Castelo. Penso que o senhor é muito oportuno nas suas intervenções aqui e noutros lugares onde também o leio. Eu vi a reportagem da Sic acerca do ferro velho no meio (da ribeira) do Rio de Mouro e como o Presidente Seara estava incomodado. Sabe o que ele precisava era que viessem muitas mais vezes a Sintra. Se é o primeiro ou segundo concelho do país deviam cá estar todos os canais todos os dias a chatear a Câmara. Mas a gente percebe que ele mexe uns cordelinhos nas televisões para o deixarem descansado.
Abraço para o Sr. Castelo,

Artur Sá