[sempre de acordo com a antiga ortografia]

quarta-feira, 12 de outubro de 2011


Seteais,
novamente a Quinta do Vale dos Anjos


Acabo de passar junto à Quinta do Vale dos Anjos. Se bem se lembram – e, se assim não for, só têm de consultar o arquivo do blogue – fui eu quem, pela primeira vez, denunciou a questão da construção da moradia do Engº Pais do Amaral, em frente ao Palácio de Seteais e a uma cota mais do que este edifício classificado.

Em conversa com o encarregado da quinta, confirmei que, parada há meses, a obra não terá continuado devido à falência do construtor. Observei alguns pormenores que me levaram a concluir ter sido a construção suspensa intempestiva, mesmo algo precipitadamente. No entanto, uma boa amiga, pessoa muito interessada na causa da defesa do património de Sintra, e, geralmente, bem informada, garantiu-me que a obra terá sido embargada.

Tal como, em tempo oportuno, tive oportunidade de explicitar, no caso vertente, não falta é motivo para embargar a obra. Infelizmente, desconheço qual terá sido o destino do processo de averiguações que foi presente ao Tribunal Administrativo de Sintra no sentido de apurar as circunstâncias que permitiram a concessão de licença de construção em local tão crítico, pelo que não disponho de meios para assegurar a veracidade desta informação.

Assim sendo, muito grato ficaria se, acerca do assunto, algum leitor tiver informações que possa e queira fazer o favor de a partilhar connosco. Por outro lado, neste, como noutros casos, muito beneficiaríamos se a comunicação social não largasse estas questões. Há três anos, na sequência da minha denúncia, Luís Filipe Sebastião, do Público, agarrou o assunto em grandes parangonas e página inteira daquele jornal. Não haveria maneira de repegar?

(continua)

2 comentários:

Fernando Castelo disse...

Meu caro João Cachado,

É da maior justiça que se recorde a divulgação feita, também, pelo jornalista Luís Galrão. Aliás, ele esteve connosco no local e bem se inteirou da situação.

Constou-me - ou li - que ao Luís Galrão, alguém disse que iria ver o registo na Conservatória (ou seria conversatória?)

O AVISO de Licenciamento teve duas versões, a última devidamente corrigida.

A Azinhaga foi estreitada, para dar espaço a uma construção.

Muitas fotos foram enviadas para forças políticas sintrenses, mas foram castradas pelo silêncio.

Até o Aviso do Licenciamento foi modificado.

Foram enviadas cartas com as fotos a ministérios e à Unesco.

A quem desejar, poderei facultar as dezenas de fotos que possuo.

UM abraço,

Fernando Castelo

Nota: Um pouco como o tal "espelho" que seria feito no tanque de Seteais.

As tristes histórias de Sintra, que vergonha.

João Cachado disse...

Meu Caro Fernando Castelo,

Não tenho a menor dúvida em lembrar a divulgação do Luís Galrão. No entanto, como compreende, não posso deixar de considerar ser uma pena que, em primeiro lugar, um assunto que mereceu página inteira de notícia e parangonas num jornal diário de grande circulação só ali tivesse aparecido depois de levantado por mim, que não tenho meios de investigação. Enfim, pelos vistos, andava mais atento... E, depois, que nunca mais se tivesse cuidado de saber qual o destino do processo de averiguações no douto Tribunal Administrativo de Sintra... Olhe, meu amigo,
cada macaco no seu galho, significando isto, neste caso, que devem os senhores jornalistas fazer o trabalho que lhes compete. Se for caso disso, depois de concretizado, nós cá estaremos para agradecer o trabalho que o "Quarto Poder" puder desenvolver na defesa dos interesses da comunidade

Abraço,

João Cachado

João Cachado