[sempre de acordo com a antiga ortografia]

sábado, 7 de janeiro de 2012



Dia de Reis

Este é o coro inicial da parte da Oratória de Natal de J. S. Bach que se relaciona com a data que hoje celebramos. A proposta de audição que vos trago é de altísssima qualidade. E até o cenário da Frauenkirche da cidade de Dresden é verdadeiramente assombroso. Tudo para maior glória de Deus e para benefício de todos, mesmo dos ateus e agnósticos. Ouçamos e rejubilemos!


http://youtu.be/ojAjYfafyjk
Frauenkirche Dresden J.S.Bach WO BWV 248 Teil 6 Nr. 54 Chor

3 comentários:

João Cachado disse...

Sexta-feira às 22:16.Luis Miguel Correia Lavrador, Ana D'Oliveira, Maria Do Rosario Billwiller e 4 outras pessoas gostam disto..

Miguel S Martins ‎
João, sempre a impressionar-nos!! Maravilhoso!!
Sexta-feira às 22:38

Maria Do Rosario Billwiller
A Frauenkirche é maravilhosa. Eu visitei-a após a restauracao.
Sábado às 6:43

João Trindade Duro Perante tal maravilha,qq comentário seria curto.Tens o poder de partilhar a tua beleza interna.DISSE
Sábado às 9:39

Luis Miguel Correia Lavrador Magnífico cenário para se tocar Bach e o escutar - um símbolo da reconciliação entre inimigos :)))
Sábado às 10:17

João De Oliveira Cachado Como os meus amigos - e tu, Maria do Rosário, minha prima - podem constatar, o que eu só quero é mesmo o vosso gozo. Nesta coisa do gozo da música há que ter o maior cuidado com os factores de distracção. Neste, aliás, como em muitos outros casos, será que existem? Aparentemente, o «ambiente cénico» tem perfeita afinidade com a peça musical. Mas, atenção, não podemos deixar de ter em consideração um elemento de intermediação, ou seja, o documento que nos permite partilhar o momento em que foi registada a audição ao vivo. Por trás de tudo, não esqueçam, há câmaras, há operadores atrás das câmaras e um responsável máximo pelo registo video, o realizador. De qualquer modo, estamos nas mãos dele. Se ele decidiu apresentar-nos estas e não outras imagens, acabou por 'condicionar', a nível racional e emocional, o acesso que fazemos à peça. A Arte do realizador está em não 'fazer rodriguinhos' e servir-nos de tal modo que não nos sintamos invadidos na nossa capacidade de avaliar a obra musical que nos é apresentada. Não acham?
Sábado às 13:02

Luis Miguel Correia
Concordo!
Sábado às 13:44 ·

Natalia Carvalho Como diz e bem verdade; é de altíssima qualidade,gostei e partilhei...♥
Sábado às 14:13 ·

João Cachado disse...

Transcrição do facebook:

Maria Do Rosario Billwiller concordo contigo que o mais importante é a musica, mas assisti a um concero nessa igreja e nem imaginas como o ambiente tambem valoriza a musica.
Sábado às 14:38

João De Oliveira Cachado Mas, querida Rosário, meu Deus! Não me entendeste bem. Concordo em absoluto contigo. Para mim, quando estou no sítio em que a coisa está a acontecer, o ambiente é fulcral, absolutamente fundamental. Mas,minha querida, eu estava a referir-me ao documento video. Se o ambiente, o envolvimento, é sempre importantíssimo - e, no caso da música de estrato religioso, como são as Missas, as Oratórias, os Stabat Mater, etc, etc, ainda com maior razão - o que não pode nem deve acontecer, numa transmissão televisiva, num registo video, é que o realizador se permita introduzir quaisquer factores distractivos. Fui isto, tão somente, o que eu quis salientar. Se assim não fosse, como correria eu para a Frauenkirche de Dresden ou Thomaskirche em Leipzig, ou Franziskannenkirche, St Peters ou Dom de Salzburg para ouvir peças que, só ali, ganham o que têm direito? Mas, ainda bem que intervieste daquele modo porque me deste oportunidade de esclarecer. O que eu estou sempre de pé atrás é com os registos video e televisivos porque não quero ser distraído para além do essencial. Agora, estando «lá», presencialmente, a escutar a Missa, o concerto, o que for, o ambiente é importantíssimo. O mesmo se diga, aliás, dos auditórios. Alguns há que não têm ambiente, que são secos, frios. Lembro-me perfeitamente daquele onde, durante tantos anos decorreu o Festival de Luzern, que era assim, frio, quase parecia um ginásio. Olha a diferença, por exemplo, para a Grosse Saal do Mozarteum ou mesmo para a Grosses Festspielhaus, ambos em Salzburg, em que o ambiente é extremamente propício à fruição da Música ao mais alto nível. Portanto, nada de confusões, estou totalmente de acordo contigo.
Sábado às 15:41

Luis Miguel Correia Lavrador ‎..."video killed the radio star" :)))

João Cachado disse...

Sábado às 15:46 •

João De Oliveira Cachado Nem mais, Luís. Estas considerações fazem parte de uma guerra que, na minha vida profissional, é coisa com muitos anos de recuo. Quando tive de preparar documentos audiovisuais com objectivos pedagógicos, muitas vezes, quer a sós, quer no seio de equipas em que´me integrava, me deparei com este problema fundamental, ou seja, o de as imagens não devorarem o audio. Por outro lado, por exemplo, no caso de montagens em que o texto literário - muitas vezes, mas nem sempre poema - não podia ser «contaminado», pervertido ou subvertido por um fundo musical mais impositivo ou menos afim. Por tudo isto, se calhar, fiquei demasiado susceptibilizado e mais vulnerável às propostas em que os ingredientes audio e video, por alguma circunstância, não estejam 'devidamente' doseados. Claro está que a carga de subjectividade que enforma e informa este universo de preocupações é outro factor não menos relevante. Mas, ao fim e ao cabo, alguém alguma vez disse que disse que mexer em artefactos é coisa cómoda? Articular música e imagem é dos desafios culturais mais espantosos que é possível equacionar.
Sábado às 16:01

Luis Miguel Correia Lavrador ‎"q.b." - as letrinhas que em qualquer receita, podem conduzir ao descalabro :)