[sempre de acordo com a antiga ortografia]

segunda-feira, 5 de março de 2012



Hojotoho!!

Provavelmente já conhecerão este episódio. Tal como no caso do video anterior, aconteceu durante a gala do jubileu dos 25 anos de James Levine na direcção do Met de New York. A História da Música também se faz a partir de eventos como este.

Birgit Nilsson que vi e ouvi várias vezes - uma das quais em Lisboa, no São Carlos, na única récita de "Crepúsculo dos Deuses" que cantou em Lisboa, se não me engano, em 1977, ainda contratada por João de Freitas Branco - foi «só» a grande voz, não só wagneriana, do século vinte. Escutem as palavras da diva ao maestro.

Mesmo no fim deste documento, aos setenta e oito anos, ouçam um ar da sua graça... Porém, aqui, o que conta é o belíssimo testemunho de amizade e de cumplicidade na Arte.


http://youtu.be/aQQY6GP5Pn0


Nilsson verdiana

Bem, já que estou numa de Nilsson, a provar que não era apenas a proverbial wagneriana, ei-la, verdiana, em Lady Macbeth, 'Nel di della vittoria'. Uma lição!


http://youtu.be/xHdaUASO9Pc


Génio

Não, não estou numa de 'mano-a-mano'. Comparar Callas e Nilsson? Precisamente, na mesma Ária, é verdade, mas sem esse exercício de comparação. O génio é único. Incomparável. E, neste caso, como podem verificar, o génio também erra. Callas errava bastante mas não deixava de ser genial...

http://youtu.be/8oOZmKbNMDI


E a Verrett?

Sempre na mesma Ária. Esta produção do Abbado/Strehler é considerada perfeitamente antológica. No entanto, há quem considere que, apesar da voz fabulosa, Shirley Verrett não «mordia» suficientemente as palavras desta cena ímpar, escapando-lhe o efeito da malícia absoluta que a personagem transpirava por todos os poros. Olhem que não deixa de ser uma douta opinião.


http://youtu.be/i6wpV4_g84M


Verrett vs Verrett?

Quando fizerem comparações, tenham em consideração como cantar no contexto de uma produção no palco é diferente de um concerto, como neste caso. E, por favor, não façam comparações com gravações em estúdio.


http://youtu.be/5I4wBGRHoI8



Nel di della vittoria,
como «ler» x 4?

Sendo admissível pronunciarem-se acerca de cada uma das anteriores quatro propostas, concedam a possibilidade de, igualmente, as entenderem como integrantes de uma infinitude poligonal de hipóteses. Contudo, no caso vertente, para comodidade de análise, a perspectiva do ilimitado confinou-se, reduziu-se a um aspecto tetraédrico.








sexta-feira, 2 de março de 2012

Arvo Pärt,
“Fratres”


Começo pelos intérpretes, Hortus Musicus, um conjunto de música de câmara da Estónia, fundado há precisamente quarenta anos por Andres Mustonen que, na altura, estudava violino no Conservatório de Tallin.

O grupo especializou-se na designada Música Antiga, privilegiando o canto gregoriano, os motetes, música do renascimento, incluindo canções e vilancicos franceses, madrigais italianos, etc. Outra vertente do seu empenho concentra-se no reportório de peças contemporâneas que, em muitas circunstâncias, lhe foram expressamente dedicadas.

Naquele último contexto, se inclui “Fratres”, a peça cuja audição vos proponho. Trata-se de música extremamente ‘simples’, qual sucessão de acordes, alternando com secção de percussão, ao longo da qual vão ocorrendo mudanças que resultam de mínimas mas muito sofisticadas alterações no ritmo e na dinâmica.

Para onde nos leva Pärt? Certamente que para uma plataforma de 'religiosidade' em que, com Hortus Musicus, os próprios instrumentos também propiciam uma significativa vertente de viagem no tempo, muito enriquecedora da verdade da obra que, na sua universalidade, não tem tempo.

Boa audição!

http://youtu.be/dMz_rEr372M
Gala Mozart


Aí têm a oportunidade de assistir a um evento absolutamente excepcional, um daqueles que só é possível em Salzburg. Estamos em Salzburg, por altura do 250º aniversário de Mozart.

Orquestra Filarmónica de Viena, maestro Daniel Harding. Vozes de Anna Netrtebko, Ekaterina Siurina, Magdalena Kozena, Michael Schade, Patricia Petibon, René Pape, Thomas Hampson.

Uma rara concentração de tantos talentos. A vossa especial atenção para Michael Schade. Este é «o» tenor mozartiano em toda a acepção do termo.[aparece aos 13' 33'']. Já não é a primeira vez que o destaco. Merece, de facto. É um paradigma no reportório mozartiano.

Boa audição!

ttp://youtu.be/9_kAJyHdc48A Mozart Gala from Salzburg
youtu.be

Mozart,
outra efeméride

Com texto de Metastasio, uma Ária datada de Milão, primeiro de Março de 1770. Aos quatorze anos, apenas mais uma peça de confirmação do génio. Neste registo, Lucia Popp, irrepreensível.

Boa audição!

http://youtu.be/s6nvdWQzqk0
Mozart - Aria for Soprano and Orchestra "Per pietà, bell'idol mio" in C KV 78 - Andante con moto
youtu.be


quinta-feira, 1 de março de 2012


Parsifal,
o máximo


Ora aqui têm os meus amigos uma leitura do Prelúdio ao primeiro acto de "Parsifal" de Richard Wagner. É Barenboim quem conduz a estupenda Orquestra do Festival de Bayreuth que, como sabem, é constituída pelos melhores músicos, provenientes das melhores orquestras alemãs, recrutados para o efeito do festival, entre fim de Julho e Agosto. Só por curiosidade, em 1987, tive oportunidade, em Bayreuth, de ouvir esta mesma ópera, sob direcção de Daniel Barenboim.
Lá mesmo, tenho ouvido outras melhores e outras piores abordagens de "Parsifal".

Não deixa de ser curioso que o grande 'arquitecto' que Richard Wagner também foi, tivesse pretendido que, no seu teatro, em Bayreuth, nem orquestra nem maestro aparecessem aos olhos do público no sentido de evitar um factor distractivo e que, nesta gravação, toda a atenção esteja focalizada no maestro...Enfim, não deixa de constituir uma certa forma de perversão dos propósitos do Wagner, grande demiurgo.

Quanto à música, chamaria a vossa atenção para a concepção helicoidal, no sentido ascencional, que, desde os primeiros acordes, nos vai elevar à plataforma superior onde, durante horas, permaneceremos imunes à contaminação dos parasitas com que a mundana realidade nos afecta a todo o momento.

Talvez fosse esta - ou, melhor, não só este início mas toda a ópera "Parsifal" - a grande obra dentre toda a Música que conheço, a levar para não sei onde se apenas uma me fosse permitido. Está lá tudo como, por exemplo, a nível da Literatura, o mesmo acontece com "Guerra e Paz" de Tolstói ou "À la Recherche du Temps perdu" de Proust.

Boa audição!

http://youtu.be/7w17MamPY7A
Wagner - Parsifal Act I Prelude_1 youtu.be



Comparando [I]

Venho propor-vos um exercício de comparação. A mesma peça - Concerto para Piano e Orquestra No. 4 de Beethoven, segundo andamento - neste momento, na interpretação de Maria João Pires. Atenção que, já de seguida, terão Artur Pizarro. Mesmo com orquestras e maestros distintos, podem chegar a algumas conclusões.

http://youtu.be/J5oC5_RCaSI
MARIA JOAO PIRES - RICARDO CASTRO - Beethoven
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Comparando [II]


Pois. A Orquestra é estupenda, Sir Charles Mackerras a dirigir, enfim, não é bem a mesma coisa do que a Orquestra da Baía, sob a batuta de Ricardo Castro. Mas o exercício de comparação para o qual vos desafiei não é perverso. Concentrem-se e tirem as vossas conclusões.


http://youtu.be/HS4LgImLEg0
Artur Pizarro - Beethoven Piano Concerto No 4 mov II - Mackerras
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Fim de comparação!

Naturalmente, jamais esperaria que, após a comparação entre as interpretações do desafio precedente, surgissem conclusões muito doutas, acerca do fraseado, do 'touché', do' legato' ou do 'rubato'...

Se qualquer intenção havia da minha parte, ia apenas no sentido de que, mesmo sem pressupor que aqui viria escrever qualquer comentário, o ouvinte interiorizasse a diferença. A impressão suscitada, essa, merecerá sempre reflexão. Outra coisa bem diferente mas natural e afim, será expressão resultante da mencionada reflexão. Essa será sempre mais simples quando verbalizada em grupo, portanto, presencialmente e, se possível, com a intervenção de um pivô, de um animador que introduza e propicie elementos de análise e facilite a partilha do caminho de acesso a mais conhecimento.

Finalmente, aquilo que considero um presente absolutamente extraordinário. Preparem-se porque vão aceder a uma leitura antológica e muito sábia da mesma peça, portanto, o 2º andamento do Concerto No. 4 de Beethoven, por Wilhelm Backaus, ainda hoje considerado o intérprete de referência desta obra.

Com esta excelente orquestra, a Sinfónica de Viena - atenção que não é a Filarmónica de Viena - e Karl Böhm a dirigir, é um momento de rara Beleza. Ah, pois muito naturalmente, deixa de haver qualquer hipótese de comparação...

Boa audição!

http://youtu.be/AceX_ilPDfs
Beethoven Piano Concerto n. 4 - II mvt. - Wilhelm Backhaus (Piano)
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Exposição em Sintra
Café Saudade





Trapos com Vida
- alquimia de uma Arte

Em pleno coração de Sintra, a poucos metros da estação da CP e dos Paços do Concelho, o Café Saudade – que, em tão pouco tempo, adquiriu justo e merecido estatuto de interessante pólo cultural – vai acolher e inaugurar, no próximo dia 2 de Março, uma exposição de Ana D’ Oliveira à qual a própria artista atribuiu a designação
Trapos com Vida.


Os meus leitores mais fiéis hão-de lembrar-se que, estava e estaria eu ainda em Salzburg, quando fui desassossegado pelo anúncio desta iniciativa cultural. Quase a três mil quilómetros de distância, não tive qualquer hesitação em divulgar aquela que, mesmo a nível nacional, me parece poder constituir um dos primeiros manifestos públicos de Textile Art & Mixed Media.

É um conceito que vem ganhando um lugar cada vez mais cativante e destacado nas propostas das galerias mais atentas aos avanços de certas vertentes das Artes Plásticas. No caso da Textile Art, ela vai-se servindo de suportes de aplicação tão habituais ou mais inusitados quanto o ditar o engenho e a arte de quem se propõe desafiar-nos com peças que, no caso de Ana D’Oliveira, adivinho sejam tão interessantes como as que me surpreenderam numa sua exposição, em St Helier, na ilha de Jersey.

É daquela ilha do Canal da Mancha que conheço a sua originalidade. Depois de ter passado muitos anos no Reino Unido, não perderam os seus trabalhos os acentuados laivos da nossa meridional e proverbial nostalgia, contudo, ganhando os seus rostos uma altivez sofisticada e muito british. Preparem-se para as sedas, de Veneza e da Córsega, para os acetinados, brocados e arrendados e outras texturas metamorfoseadas que preguearam, mirraram ou expandiram, depois de passarem por tormentos de muitos graus de temperatura aplicada por mão de iniciada alquimista.

Se me dou a esta tentativa de descrição que, em boa verdade, ninguém me encomendou, claro que não é na mira de ser contemplado com descontos no valor de alguma peça que me venha a interessar… Faço-o, isso sim, por respeito à específica linguagem de uma Arte que, em Portugal, ainda não foi objecto da devida e merecida destrinça.


Estou em crer que, à minha modesta medida, poderei alertar no sentido de que nada disto se confunda com qualquer linguagem de artesanato urbano – e, atenção, muito menos, com qualquer relação com trapos desqualificados ou menos dignos e nobres, interpretação para a qual uma leitura menos conveniente do título da exposição poderia remeter – que, cumpre esclarecer, tem o seu lugar noutra plataforma.

Ocorre-me cruzar estas palavras com o «produto têxtil» de episódios de outras Artes. Lembram-se de Penélope, que tecia de dia e desmanchava durante a noite? E de Alberich, na terceira cena de O Ouro do Reno, explicando como o Tarnhelm, o elmo dourado, carregado de feitiço, era capaz de transformar alguém num sapo irremediavelmente capturável na mais propícia armadilha? Ou no tecido diáfano, etéreo, sensual dos véus de uma perturbada Salomé… Enfim, talvez Ana D’Oliveira queira aproveitar alguma destas sugestões musicais para enquadramento áudio…

Trapos com Vida é inaugurada, repito, no dia 2 de Março. Espero que, além do sucesso que Ana D’ Oliveira merece seja reconhecido, lá nos possamos encontrar. Provavelmente, será de queijada na mão e, oxalá, também com algum precioso líquido regional condicente… Ah, é verdade, a propósito de água – o quê, julgavam que estava a candidatar-me a um copo de Collares? – ah como eu também espero, e tanto peço a São Pedro, que chova, que chova muito, sem parar! Tão bom seria ter a festa regada!




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012


Efeméride mozartiana


Em 26 de Fevereiro de 1788, Mozart dirige a Cantata "Ressurreição e Ascenção de Cristo” de Carl Philipp Emanuel Bach, no palácio do Conde Johann Esterházy, em Viena. Ainda criança, Mozart conheceu C.P.E. Bach, ((8.3.171...4-14.12.1788) em Londres, por ele nutrindo o maior apreço ao longo da vida.

Esta efeméride assinala uma prova dessa alta consideração por um compositor que morreu naquele ano de 1788, altura em que suscitaria a Amadé o mais rasgado elogio. Eis um excerto da peça que é do mais sofisticado timbre do período clássico. Boa audição!


http://youtu.be/mM-CO0G89cM
CPE BACH - Die Auferstehung und Himmelfahrt Jesu ( Extraits )
youtu.be

sábado, 25 de fevereiro de 2012



Colares, 24 de Fevereiro


Ontem à tarde, em Colares, consegui ser tão desastrado no estacionamento do meu carro que incorri numa situação de indiscritível incorrecção. Poderia invocar atenuantes, mas para quê se, em efectivo resultado da minha atitude, o condutor de uma camioneta viu interrompida a possibilidade de continuar o seu trabalho? Não só aquele cidadão mas, de várias formas, também outras pessoas foram incomodadas.

Suponham que, em vez da viatura referida, era uma ambulância ou um carro de bombeiros, que poderia estar em perigo a vida de alguém… Não, não há palavras para vos descrever o estado em que fiquei e ainda estou. Tão cuidadoso costumo ser, tão prestes a recriminar quem protagoniza comportamento que tal e, afinal, acabei por me envolver num episódio de descuido para o qual não há desculpa possível. Por isso, aqui me têm, envergonhado, absolutamente embaraçado. Apenas espero poder continuar a encarar-vos de frente.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Mozartwoche 2013
- Wagner em Salzburg


Há uns dias, quando regressei de Salzburg, já tinha resolvido a questão da encomenda dos bilhetes de 2013. Isto mesmo, que todos os anos se repete, apenas é possível porque a eficiente organização – que já conta com a experiência acumulada de cinquenta e seis edições do mais alto gabarito – ao programar com dois, três e, por vezes, quatro anos de antecedência, consegue disponibilizar toda a documentação, neste caso, referente à Mozartwoche 2013, precisamente um ano antes da realização do primeiro evento do festival de 2012…

Portanto, neste momento, sem dificuldade de qualquer natureza, já tenho a cabeça totalmente arrumada em relação ao que me espera, quer ao nível dos custos quer relativamente ao programa das três dezenas de eventos. Aliás, só com base no modelo de trabalho a que me reporto, é possível assegurar a proverbial alta qualidade de todos os grandes festivais que frequento. Entre nós, só no Arquipélago da Cultura que é a Fundação Calouste Gulbenkian temos sistema coincidente.

Permitam que aborde dois casos, portanto, relativos à futura edição da Mozartwoche. Quanto ao primeiro, não deixa de ser curioso que o único evento a destoar do fascinante ramalhete do próximo ano, seja o de um dos quatro concertos com a Orquestra Filarmónica de Viena, exactamente no dia 26 de Janeiro, pelas 19,30, no Grosses Festspielhaus, em que Maria João Pires será a solista de serviço, tocando o Concerto KV 466 de Mozart, sob a direcção de Gustavo Dudamel. Como adivinho a vossa reacção, melhor será avisar não ser caso para já quererem saber onde é o meu caixote do lixo…

Claro que não passa de opinião muito pessoal e explica-se rapidamente. É que, da estirpe de MJP, pelo menos, há uns cinquenta e sete pianistas – que, lá por tocarem em Salzburg, não acrescentam nada de especialmente assinalável à pianística dos nossos dias – acerca dos quais a História da Música nada registará. Quanto a GD, na realidade, não aprecio aquela perfeitamente evitável exuberância. Faz parte de um fogacho de maestros cujas leituras das peças que dirigem também nada de novo trouxeram à interpretação das mesmas.

A propósito, o gabarito de qualquer maestro não se mede pela exuberância da linguagem gestual, no momento do concerto, que o público não conhecedor considera ser muito importante mas, isso sim, pelo trabalho de bastidores, nos ensaios, onde revela a sua capacidade de liderança, demonstrando se tem originalidade e se sabe solicitar aos músicos aquilo que eles até poderão dar se forem devidamente motivados.

Ou seja, como estou habituado ao excepcional, dispenso perfeitamente o trivial… Em relação ao segundo caso, pois desde já poderei garantir que nada de trivial acontecerá. Na realidade, um concerto com Les Musiciens du Louvre-Grenoble, pois é disso que se trata, dirigido por Marc Minkowski será sempre um acontecimento excepcional. Tal como no exemplo anterior, não descerei ao pormenor do programa senão para confirmar a raridade da abordagem de uma das peças.

Trata-se da Sinfonia em Dó Maior WWV 29, de Richard Wagner, obra de juventude, composta aos dezanove anos, que os wagnerianos conhecem, mas ignorada pela maior parte do público que frequenta as salas de concerto, quanto mais não seja, também porque é rarissimamente interpretada. Não vamos afirmar que se trata de uma obra prima. No entanto, está longe de se justificar ter sido tão votada ao esquecimento, aliás como a sua outra sinfonia em Mi Maior.

Como decidi proporcionar-vos a sua audição, hão-de reparar como é notória uma certa influência de Beethoven e, em particular da Sétima Sinfonia. De qualquer modo, reparem como já se vislumbram certas soluções que prenunciam uma oficina, de facto, muito mais vocacionada para outros domínios musicais, em especial, o da ópera em que Wagner pontificou como um dos mais sérios casos da nossa cultura.

Aí tendes, um bom registo do primeiro andamento, Sostenuto e maestoso, Allegro con brio, na leitura do maestro Heinz Rögner, à frente da Orquestra Sinfónica da Rádio Berlin.

Como não consegui uma gravação sem imagens, fica a advertência para que não se distraiam com os retratos de Wagner. Como adivinho que a maior parte dos leitores nunca terá ouvido esta obra, há mesmo que ter a noção de se tratar de um momento raro.


Boa audição!

http://youtu.be/nAvhVNfMf60