[sempre de acordo com a antiga ortografia]

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017



Vasco Dantas Rocha
Serões do Palácio da Pena


É com o maior regozijo que partilho a informação. Vasco Dantas Rocha vai estar connosco muito proximamente, já em 4 de Março, no primeiro dos Sábados do mês, portanto, no primeiro dos Serões. Eis a sua própria apresentação, tão informal, do recital que vem apresentar no salão Nobre da Pena.

"Para este recital escolhi um repertório que revela variedades musicais do compositor Franz Liszt, incluindo diversas transcrições suas de obras de outros compositores, combinadas com música original da sua autoria. Entre as suas obras originais escolhi os “Tre Sonetti del Petrarca”, três maravilhosas peças escritas durante uma das suas viagens por Itália. Para iniciar o recital, elegi transcrições de obras marcantes de três compositores totalmente diferentes: de Bach, o “Prelúdio e Fuga”, de Schubert, duas canções (Lieder), e de Wagner, a cena final de uma das suas mais emblemáticas óperas, “Tristão e Isolda”.

Vasco Dantas

 
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Fonte dos Pisões
- estado miserável !



AT: última beneficiação em 2013 !
Portanto, no último ano do último mandato do Prof.
Fernando Roboredo Seara



Da última vez em que publiquei fotos sobre o estado miserável em que, apenas a título de exemplo, estão a Fonte dos Pisões, a Fonte d' El Rei e a Fonte dos Ladrões, António Luís Lopes chamou a atenção para aquilo que deu a entender como atitude persecutória da minha parte.

Na sua perspectiva de análise, teria eu feito uma avalição descabida na medida em que, durante os 12 anos que precederam o mandato do actual executivo, tais peças do património de Sintra não teriam sido objecto de quaisquer intervenções de recuperação.

Ora bem, como quase todos os dias passo pela Fonte dos Pisões - peça cujo estado actual é objecto da ilustração deste escrito - tinha noção do período em que fora ultimamente intervencionada. No entanto, quis certificar-me para, inequivocamente, poder responder a António Luís Lopes e a todos quantos pudessem ter dúvidas acerca do caso.

A última intervenção ocorreu, precisamente, em 2013, ou seja, no último ano do terceiro mandato do Presidente Prof. Fernando Roboredo Seara! Portanto, se precisa fosse a prova de que, durante o mandato do actual executivo autárquico, liderado pelo Dr. Basílio Horta, esta e as outras referidas peças patrimoniais foram votadas à sua sorte, ela aí está, na sua tão exuberante como infeliz expressão.

A verdade é que, nem durante os «famosos 12 anos» do estafado argumento nem noutro qualquer período, a sede do concelho foi tão votada a um abandono tão evidente. Não é difícil perceber que muitas pessoas, apoiantes do actual executivo, se sintam desconfortáveis com a situação.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Inacreditável!
Estado de permanente perplexidade

A Câmara Municipal de Sintra fez obras no coração da sede do concelho, na Estefânea, em plena Av. Heliodoro Salgado, nos seus segmentos ascendente e descendente - com o edifício do Casino e agência da Caixa Geral de Depósitos à direita de cada um dos respectivos lados - substituindo a calçada grossa existente no pavimento degradado por tapete betuminoso.

Tudo bem? De modo algum! Primeiramente - e para poder escrever o que passo a partilhar, fui confirmar à Junta de Freguesia - esteve prevista a remoção do separador entre as duas rodovias que dificulta a circulação dos veículos pesados de carga e passageiros cujos motoristas, muito frequentemente, mormente nas curvas, não conseguem evitar que o rodado 'pise' o que lá está a estorvar. Esteve prevista mas, pelos vistos, encolheram-se...

Em segundo lugar, a grande perplexidade que sobra desta intervenção. Não, não me refiro ao não cumprimento da promessa do prolongamento da circulação do carro-eléctrico entre a Vila Alda e a estação da CP, que, em 18 de Julho de 2015, os Senhores Vice-Presidente e Vereador com o pelouro da Mobilidade Urbana apresentaram aos representantes de três associações cívicas e culturais entre os quais estive incluído.

Afirmaram e confirmaram os dois autarcas que, no âmbito de tal obra de prolongamento da linha, se procederia à substituição dos pavimentos da Av. Heliodoro Salgado, na rodovia e parte pedonal que, naturalmente, assim seriam requalificados. Enfim, claro que era para não cumprir, aliás, como já tínhamos previsto…

Como é que, já no segundo semestre de 2015, podiam prometer que, até ao fim do seu mandato, a obra estaria pronta, na ausência de qualquer procedimento prévio? A verdade, contudo, é que nu-lo disseram e insistiram! Aliás, precisamente na mesma reunião, como também nos informaram que, no Verão de 2016, já qualquer condutor provindo de Cascais, Lisboa e Colares, disporia de painéis electrónicos instalados nas vias, indicando os parques periféricos pelos quais, preferencialmente, deveria optar… Parece impossível como, a um tempo, a actuação de autarcas responsáveis pode ser tão enganadora e frustrante!...

Voltemos à grande perplexidade que referi no início do terceiro parágrafo. Alguém entende que, tendo concretizado a obra acima descrita, a Câmara Municipal de Sintra não tivesse intervindo na rotunda adjacente? Pois é verdade! Tudo acontece naquele largo horroroso, onde pontifica a designada ‘fonte cibernética’,equipamento caríssimo, há anos abandonado, não se imaginando o estado da maquinaria.

Repito. Alguém entende como é que, perante um piso de ‘calçada grossa’ que continua tão degradado como estava o que foi substituído nos segmentos referidos, a Câmara Municipal de Sintra tenha sido capaz de não continuar e concluir o que, de todo em todo, não era possível deixar de concretizar?

Pois é verdade. Por muito inacreditável que vos pareça…


[foto da Câmara Municipal de Sintra] 
 

Foto de João De Oliveira Cachado.
 
Parte inferior do formu
 

 
 
 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017



“Serões Musicais no Palácio da Pena”.
De 4 a 25 de Março
 
[publicado no facebook em 9 de Fevereiro]
 
 
Excerto da notícia enviada por e-mail da Parques de Sintra:
 
Parques e monumentos de Sintra recebem primavera com ciclo de música do período romântico e agenda colorida

- 3ª edição dos “Serões Musicais no Palácio da Pena”

Nos quatro sábados do próximo mês, recria-se no Salão Nobre do Palácio Nacional da Pena o espírito dos saraus que ali aconteceram na época de D. Fernando II.

Esta terceira edição conta com intérpretes nacionais e internacionais, como Vasco Dantas Rocha, João Paulo Santos, Christian Hilz, Siphiwe McKenzie e Marco Alves dos Santos, que nos apresentam a alguns dos mais brilhantes compositores do século XIX, como Franz Liszt e Johannes Brahms, mas também a artistas plásticos seus contemporâneos, como Alfredo Keil e Rafaelo Bordalo Pinheiro, em Serões que harmonizam a música com a imagem.

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meu Festival de Sintra,
alguns serões


Mais uma vez, uma iniciativa de promoção da música erudita em Sintra, com o selo da qualidade da Parques de Sintra. Cumpre lembrar que, além destes 'Serões' no Palácio da Pena, a empresa também promove mais dois ciclos: 'Memórias Musicais de um Palácio', afecto à música dos períodos medieval e renascentista, no Palácio Nacional de Sintra e o designado 'Tempestade e Galanterie, no Palácio de Queluz, com programação de obras do barroco e do classicismo.

O facto é tanto mais de assinalar quanto, em simultâneio, a Câmara Municipal de Sintra tem sido responsável por um processo de degradação da qualidade do Festival de Sintra que o facto é comentado, com evidente desgosto, em todos os meios afectos à vida musical portuguesa.
 
Felizmente, é em sentido de «compensação» que, também neste domínio, com decisiva e competente coordenação do conhecido Maestro e Director Artístico Massimo Mazzeo, a Parques de Sintra está a prestar um serviço do maior relevo que, naturalmente, evidencio com o maior gosto.

[Ilustr: Vasco Dantas Rocha]]
 
 
 
 
 
 




Uma unidade museológica deste gabarito?
Não me digam!...
Durante os celebérrimos 12 anos?


[publicado no facebook em 2 de Fevereiro]

Olhem, sabem o que mais, não é por alguém negar a evidência negue uma evidência que a evidência deixa de ser o que é...
E, se fizerem como tenho aconselhado, já não sei quantas vezes, por favor, não dêem troco às provocações. O «caso dos 12 anos», se bem já notaram, parece ser o grande argumento, não dos socialistas em geral mas, isso sim, dos militantes do PS.

Pois é, nada de confusões! os cidadãos portugueses que se reclamam do Socialismo são incomensuravelmente mais do que os inscritos no PS e do que os militantes do PS. Há que distinguir. E, voltando ao tal argumento, deixem que comuniquem, entre si, em circuito fechado...
 
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Centro de Ciência Viva de Sintra.
Equipamento construído pela Câmara Municipal de Sintra no valor 2.5 milhões de euros e inaugurado em novembro de 2006.
Conhece? PARTILHE.
www.cienciavivasintra.pt/
#juntosossomosmaisfortes
 






Que magnífico sentido de oportunidade !!
Só a Parques de Sintra !!


[publicado no facebook em 1 de Fevereiro]

A Parques de Sintra enviou-me a notícia a meio da tarde. Longe, em Salzburg, cheio de compromissos, não foi possível reagir logo e a manifestar a imensa satisfação por esta decisão absolutamente excepcional.

Estivesse eu em Sintra e logo teria feito o possível por contactar a minha amiga Inês Ferro, Directora dos Palácios Nacional de Sintra e de Queluz, cuja iniciativa terá sido determinante para este sucesso, manifestando-lhe o meu maior regozijo.

Um factor de enorme peso me comove muito. Adivinha e acerta quem bem me conhece. Pois, naturalmente, trata -se da relação da peça com a Senhora Marquesa de Cadaval. E todos compreenderão tal emoção se tiverem em consideração a estima e admiração profunda desde garoto e se lembrarem como, ainda mais, fiquei tão ligado à memória da Senhora Marquesa com o filme “Marquesa de Cadaval, uma Vida de Cultura” de que sou co-autor.

Não posso deixar de sentir que Sintra, através da Parques de Sintra, acaba de prestar mais uma homenagem, esta sim, à altura da grande mecenas. Trazer para o património nacional um bem tão sofisticado e precioso, sem dúvida, é um feito assinalável que nos enche da maior satisfação.
Mais uma vez, estão de parabéns os nossos amigos da Parques de Sintra e, em especial os seus administradores, Manuel Baptista, Sofia Cruz e Jose Lino Ramos.
 
E, agora, tal como comigo aconteceu, deliciem-se com a notícia !

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Parques de Sintra adquire leito histórico para o Palácio Nacional de Sintra

- Peça pertenceu à marquesa Olga de Cadaval
- Leito em ébano e prata é o único existente em território nacional
- A incorporação da obra no património nacional era há muito reivindicada
- A peça irá agora ser restaurada e, posteriormente, será exposta no “Quarto de Hóspedes” do Palácio Nacional de Sintra

Sintra,1 de fevereiro de 2017 – A Parques de Sintra adquiriu para o Palácio Nacional de Sintra um raríssimo leito de dossel português, em ébano e prata, datável de finais do século XVII, início do XVIII. Dado o valor dos materiais utilizados no seu fabrico, a quase totalidade dos móveis deste tipo não subsistiu até aos nossos dias, sendo este leito o único existente em território nacional.

Divulgado em 1953 pelo médico e historiador Reinaldo dos Santos na “História da Arte em Portugal”, este móvel de aparato, de grandes dimensões (alt. 2,90 x larg. 2,10 x prof. 2,32 m), pertencia à marquesa Olga de Cadaval e seria dez anos mais tarde vendido num leilão da extinta Leiria & Nascimento, voltando ao mercado em 2003 na Feira de Antiguidades da FIL. Dada a excecionalidade da peça, chegou então a ser considerada a sua aquisição para o Palácio Nacional de Sintra, um dos poucos edifícios com enquadramento histórico e escala para o acolher, facto que só agora se consumou.

A incorporação desta obra de referência no património artístico nacional era, de resto, há muito reivindicada por especialistas que se debruçaram sobre a peça. Num estudo publicado em 1972, Bernardo Ferrão defendeu de forma veemente a sua aquisição pelo Estado, o mesmo sucedendo com Artur Sandão, que chegou a lamentar e dar como certa a sua venda para o estrangeiro.

Peça única em território nacional

O leito “Cadaval” é em ébano revestido por placas em prata repuxada e cinzelada, tal como os ramos com flores e os elementos cónicos que encimam o espaldar e os remates do dossel, sugerindo ciprestes. Em latão dourado são apenas os anéis de união dos colunelos do espaldar e dos montantes.

O ébano e a prata eram utlizados em móveis muito excecionais, de cuja existência nos dão conta as fontes documentais relacionadas com a casa real e a alta nobreza, como o exemplar citado no “Inventário e sequestro da Casa dos marqueses de Távora”, aquando da sua execução no reinado de D. José I.

No decurso do processo de aquisição deste leito, peça única em Portugal, identificou-se um outro em Espanha com bastantes afinidades com o presente. Pertence ao tesouro da Basílica de Santa Maria de Elche, a quem foi legado por Gabriel Ponce de Léon e Lencastre, duque de Aveiro e marquês de Elche. A peça saiu de Portugal em 1753 e, após ter sido então restaurada por um prateiro de Alicante, passou a ser utilizada na cerimónia litúrgica da “Octava de la Assunción”, servindo para apresentar a Dormição de Maria, costume que se mantém até ao presente.

Conservação e investigação

O leito irá agora ser sujeito a uma intervenção de conservação e restauro centrada na consolidação da estrutura e limpeza dos numerosos elementos metálicos que o constituem. Em paralelo, decorrerá uma investigação com o objetivo de aprofundar o conhecimento acerca da peça e tentar esclarecer algumas questões em aberto, nomeadamente o facto de se poder tratar de um leito matrimonial ou funerário. Num futuro próximo, decorrerá a sua exposição pública no “Quarto de Hóspedes” do Palácio Nacional de Sintra


[Ilustr: Palácio Nacional de Sintra; Senhora Marquesa de Cadaval]
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 




Ah, se não fosse a Parques de Sintra !!!!

[publicado no facebook em 1 de Fevereiro]

Sintra seria bem diferente se a Câmara Municipal de Sintra fizesse a parte que lhe compete, vá lá, a 10% da competência da Parques de Sintra... Estacionamento, transportes, fluxos de trânsito, reabilitação do seu próprio património...

Tanto por fazer! Nestes quase quatro anos, em que poderia ter mostrado a diferença que se arroga em relação aos tais famosos 12 anos só adiou os problemas mais graves.

Como não fez, como não mostrou essa diferença, apenas agravou a situação. Porém, agora, em vésperas de eleições, não faltam as prmessas relativas à concretização daquilo que já se verificou não saber fazer...
 
Ver Mais
"tem-se verificado um aumento constante do número de pessoas interessadas em Sintra e nos seus espaços, o que reflecte o trabalho da empresa e do país na promoç...ão e divulgação". Manuel Baptista, Presidente da Parques de Sintra - Monte da Lua.
Julgo que está tudo dito quanto à Câmara Municipal de Sintra!!!
 
 
 
 
O Palácio Nacional da Pena continua a liderar o número de visitas, tendo captado metade do total de visitantes dos parques e monumentos da empresa Parques…
jornaldenegocios.PT
 
 
 
 
 
 
 
Mais de 2,6 milhões de entradas
- subida anual de 17,52% nas visitas em 2016
 
[publicado no facebook, 30 de Janeiro de 2017]

- 2.625.011 entradas em todos os parques e monumentos
- Aumento de 17,52% relativamente ao período homólogo
- 82,19% de visitantes estrangeiros e 17,81% portugueses
- Estrangeiros que mais visitaram são do Reino Unido (19,49%), de França (16,48%) e
  Espanha  (14,92%)

Sintra, 26 de janeiro de 2017 – Em 2016, os parques e monumentos sob gestão da Parques de Sintra receberam mais de 2,6 milhões de visitas (2.625.011), o que representa uma subida de 17,52% relativamente ao ano anterior e confirma a curva ascendente registada nos anos transatos.

À semelhança de outros anos, o Parque e o Palácio Nacional da Pena voltou a ser o polo mais procurado, com um total de 1.326.819 entradas. Continua assim a ser um dos palácios mais visitados do país, com uma subida de 22,54% em relação a 2015.

A proporção relativa às nacionalidades foi de cerca de 82,19% de estrangeiros e 17,81% de portugueses, sendo que os países estrangeiros com maior expressão em termos de visitas foram o Reino Unido (19,49%), França (16,48%) e Espanha (14,92%). Este património foi ainda amplamente visitado por brasileiros, norte-americanos, alemães, italianos, russos e chineses.

Como forma de dinamizar os Palácios Nacionais da Pena, de Sintra e de Queluz e atrair novos públicos, a Parques de Sintra manteve em 2016 a aposta na sua Temporada de Música Erudita com os ciclos “Serões Musicais no Palácio da Pena”, “Reencontros – Memórias musicais de um Palácio” e “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie”, que contaram com a presença de 2.531 espetadores (número não incluído no total de visitas).

Manuel Baptista, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, faz um balanço muito positivo de 2016. “Foi verificada uma continuação do aumento do número de visitantes e tem-se verificado um aumento constante do número de pessoas interessadas em Sintra e nos seus espaços, o que reflete o trabalho da empresa e do país na promoção e divulgação”, refere.

Já 2017, refere, “será o ano de finalização de grandes obras de recuperação e restauro, nomeadamente o final da primeira grande campanha de obras no Palácio e Jardins de Queluz, e do desenrolar das obras de recuperação do Convento dos Capuchos, que há alguns anos aguardava por esta intervenção”. Em matéria de programação cultural, “haverá uma aposta em novos projetos, de forma a atingir novos públicos”, conclui.

Local
Visitas em 2016

Parque e Palácio Nacional da Pena
1.326.819

Palácio Nacional de Sintra
545.023

Castelo dos Mouros
424.243

Palácio Nacional de Queluz
147.592

Parque e Palácio de Monserrate
121.018

Convento dos Capuchos
35.180

Chalet da Condessa d’Edla
18.147

Picadeiro Henrique Calado
5.625

Quintinha de Monserrate
1.364
 
 
Foto de João De Oliveira Cachado.Foto de João De Oliveira Cachado.
 
 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017




Ímpar, exclusiva
e EXIGENTE!


Na edição do passado dia 27 de Janeiro do Jornal de Sintra, comecei a publicar uma breve reflexão acerca da necessidade de governação específica de uma zona de Sintra cujas características são tão exigentes. Aqui, portanto, apenas a primeira parte à qual se seguirão mais contributos em próximas edições.

Foto de João De Oliveira Cachado.
 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017







Marquesa de Cadaval,
Comemorações do aniversário


[26 de Janeiro de 2017]


I. JORGE SAMPAIO, DISCURSO DE HOMENAGEM

II: "MARQUESA DE CADAVAL, UMA VIDA DE CULTURA", FILME
RTP

 
- PARTILHA DO FILME BIOGRÁFICO

AUTORES:
- JOÃO PEREIRA BASTOS
- JOÃO CACHADO

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Na passada Sexta-feira, 20 de Janeiro, sem qualquer divulgação - até parece que quase 'envergonhadamente' - houve um concerto de homenagem à Senhora Marquesa de Cadaval, no auditório Acácio Barreiros do CCOC, em comemoração do aniversário ocorrido no dia 17.

Pena foi que a Câmara Municipal de Sintra não tivesse considerado conveniente comunicar o evento. Pessoalmente, impedido de comparecer devido a um compromisso no Alentejo, apenas soube através da Agenda Cultural do referido CCOC, publicação que me parece ser de manifesto e reduzidíssimo alcance.

A figura em questão, real e inequivocamente, bem merece outro 'tratamento'. A atestá-lo, as duas atitudes que, ainda no 'ciclo' das 'minhas' particulares e singelas comemorações, aqui gostaria de vos propor.

I. Um ano depois da morte

Quando chega o aniversário da Senhora Marquesa de Cadaval, penso sempre no evento ocorrido em 17 de Janeiro de 1997, há precisamente 20 anos, ou seja, o Concerto em Sua Memória no
Palácio Nacional de Queluz.


Nessa ocasião, Jorge Sampaio, então Presidente da República, proferiu um discurso que guardo como peça do maior interesse. Com a capacidade que todos lhe reconhecemos partilhou palavras à altura dele próprio e de quem homenageava em nome de Portugal.

Eis a peça.

"Não há melhor forma de homenagear a memória da Marquesa Olga de Cadaval do que esta — com música e numa bela iniciativa da Câmara Municipal de Sintra, com o apoio precioso da Fundação Calouste Gulbenkian. Felicito os seus organizadores e saúdo com muita simpatia a família Cadaval, aqui presente.

Com a idade do século, Olga de Cadaval viveu a sua longa vida com rara plenitude. Foi fiel a si mesma, aos amigos, aos seus gostos, às inclinações do seu coração. Em Sintra, em Muge, em Veneza ou em qualquer lugar onde estivesse era sempre a grande Senhora, aristocrata de família e sobretudo, de espírito, que é o que mais conta.

A sua experiência do Mundo era vastíssima, a sua memória estava cheia de pessoas e de acontecimentos excepcionais. Ouvi-la era um prazer ímpar. Ela referia-os com uma graça, uma leveza e um desprendimento sagaz que traduziam uma refinada sabedoria da vida. Foi essa sabedoria que a levou a enfrentar com estoicismo e coragem a adversidade e os sofrimentos de que a sua vida, não esteve, em certos períodos, isenta.
 
Tinha uma fé intensa e recolhida, uma influência grande e discreta, uma ascendência ilustríssima de que não fazia alarde e que tomava, não como motivo de vaidade ou vã glória, mas como uma responsabilidade a honrar. Era capaz dos mais largos gestos de generosidade que não pesavam em quem os recebia.

Há talvez uma explicação para esta atitude tão nobre e invulgar: a riqueza da sua vida interior, a sua qualidade humana e a altura da sua posição natural dispensavam sinais exteriores ou qualquer excesso de exibição. Tinha grandeza, distinção e discrição. Foi um privilégio para nós que se tivesse tornado portuguesa, por casamento, por escolha, por amor.

A Marquesa de Cadaval foi, de facto, uma personalidade marcante na vida portuguesa deste século, em especial na nossa cultura. Posso disso dar testemunho pessoal.
Como já contei, tendo meu pai sido médico da sua família, por vários anos, Olga Cadaval conheceu-me desde criança e tive a felicidade de receber, durante muitas décadas, o seu carinho, a sua cultura e o seu fino sentido de ironia. Foi sempre a mesma e eu, para ela, sempre o mesmo: desde a minha juventude até adoecer chamou-me «Poil de carotte».

Por sua casa, em Colares, passaram e até nela viveram grandes figuras da cultura contemporânea, muitas delas em busca de paz ou em fuga de regimes opressores. De Ortega Y Gasset até Rostropovich, dos artistas mais novos aos mais conhecidos, todos receberam aí apoio, estímulo e compreensão, calor humano.

A sua presença na vida cultural portuguesa, muito em especial na música, foi das mais marcantes deste século. Não terá havido um mecenas pessoal tão generoso, empenhado e decisivo. Nunca pediu ou esperou em troca o que quer que fosse. Movia-a o puro amor à música, aos que a fazem, à cultura, ao espírito à beleza.

A Marquesa de Cadaval foi ainda uma mulher aberta ao mundo e à mudança, que afinal viu tudo e tudo procurou compreender, sempre com a simplicidade de trato e a profundidade de sentimentos das verdadeiras personalidades que são grandes e inesquecíveis.
Ao evocarmos a figura de Olga de Cadaval, fazemos votos de que o seu exemplo faça escola e dê frutos.

Quero, em nome de Portugal, prestar homenagem à sua memória. A nossa cultura tem para com ela uma dívida de gratidão enorme. A maneira de a saldarmos um pouco é concretizarmos os seus sonhos, continuando a fazer o que ela fazia e a amar o que ela amava. Este concerto que aqui nos reúne, no dia do seu aniversário natalício, e que tem a participação de músicos tão prestigiados, é o sinal de que isso acontecerá."

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II.

"Marquesa de Cadaval, uma Vida de Cultura"

O documento biográfico do qual sou co-autor* também foi concebido como homenagem. Em tempo oportuno, nomeadamente, há três anos, aquando da sua estreia, tive oportunidade de o apresentar quer no 'Jornal de Sintra' quer nas redes sociais.

Hoje, apenas lembraria tratar-se de um filme que, adquirido pela RTP, tem corrido mundo, através das mais conhecidas estações de televisão, divulgando esta sublime figura de mecenas que, citando as palavras do Dr. Jorge Sampaio, foi "(...) tão generoso, empenhado e decisivo. Nunca pediu ou esperou em troca o que quer que fosse. Movia-a o puro amor à música, aos que a fazem, à cultura, ao espírito à beleza (...)".

Hoje, fundamentalmente, o que me interessa é poder partilhar este filme. Para isso vos convido, mais não sendo necessário do que accionar as referências abaixo indicadas para aceder ao documento completo.

Bom visionamento!

https://youtu.be/8y24mNNrse4 [Parte I]https://youtu.be/3fvL6rLRWsY [Parte II]

*Realização de João Santa-Clara e produção de Mário João Machado]

[Ilustr: Senhora Marquesa de Cadaval; Dr. Jorge Sampaio; apenas dois dos muitos intervenientes no filme: pianista Olga Prats e Maestro Daniel Barenboim]




 
 
 
Foto de João De Oliveira Cachado.
 
 
 
 
 
 
Foto de João De Oliveira Cachado.